From: Subject: Catechesi Tradendae - Catequese para hoje Date: Tue, 26 Oct 2004 22:40:56 +0100 MIME-Version: 1.0 Content-Type: multipart/related; type="text/html"; boundary="----=_NextPart_000_0000_01C4BBAC.DBA15950" X-MimeOLE: Produced By Microsoft MimeOLE V6.00.2900.2180 This is a multi-part message in MIME format. ------=_NextPart_000_0000_01C4BBAC.DBA15950 Content-Type: text/html; charset="iso-8859-1" Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Content-Location: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_16101979_catechesi-tradendae_po.html Catechesi Tradendae - Catequese para hoje
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EXORTA=C7=C3O APOST=D3LICA
 =ABCATECHESI TRADENDAE=BB
DE SUA = SANTIDADE=20
PAPA JO=C3O PAULO II
AO EPISCOPADO,
AO CLERO E = AOS FI=C9IS=20
DE TODA A IGREJA
SOBRE A CATEQUESE
DO NOSSO=20 TEMPO

 

INTRODU=C7=C3O =

Ordem final de Cristo=20

1. A catequese foi sempre = considerada pela=20 Igreja como uma das suas tarefas primordiais, porque Cristo = ressuscitado,=20 antes de voltar para o Pai, deu aos Ap=F3stolos uma =FAltima = ordem: fazer=20 disc=EDpulos de todas as na=E7=F5es e ensinar-lhes a observar tudo = aquilo que=20 lhes tinha mandado (1). Deste modo lhes confiava Cristo a miss=E3o = e o poder=20 de anunciar aos homens aquilo que eles pr=F3prios tinham ouvido do = Verbo da=20 Vida, visto com os seus olhos, contemplado e tocado com as suas = m=E3os (2).=20 Ao mesmo tempo, confiava-lhes ainda a miss=E3o e o poder de = explicar com=20 autoridade aquilo que Ele lhes tinha ensinado, as suas palavras e = os seus=20 actos, os seus sinais e os seus mandamentos. E dava-lhes o = Esp=EDrito Santo,=20 para realizar tal miss=E3o.

Bem depressa se come=E7ou a = chamar catequese=20 ao conjunto dos esfor=E7os envidados na Igreja para fazer = disc=EDpulos, para=20 ajudar os homens a acreditar que Jesus =E9 o Filho de Deus, a fim = de que,=20 mediante a f=E9, tenham a vida em Seu nome (3), para os educar e = instruir=20 quanto a esta vida e assim edificar o Corpo de Cristo. A Igreja = nunca=20 cessou de consagrar a tudo isto as suas energias.  =

Solicitude de Paulo=20 VI

2. Os =FAltimos Papas = atribu=EDram =E0 catequese=20 um lugar eminente na sua solicitude pastoral. Nesta linha, Paulo = VI, com=20 os seus gestos, a sua prega=E7=E3o e a sua interpreta=E7=E3o = autorizada do=20 Conc=EDlio Vaticano II =97 que ele considerava o grande catecismo = dos tempos=20 modernos =97 e at=E9 com toda a sua vida, serviu a catequese da = Igreja de modo=20 particularmente exemplar. Com efeito, foi ele quem aprovou, a 18 = de Mar=E7o=20 de 1971(4), o =ABDirect=F3rio Geral da Catequese=BB, preparado = pela Sagrada=20 Congrega=E7=E3o para o Clero, um Direct=F3rio que continua a ser o = documento=20 base para estimular e orientar a renova=E7=E3o catequ=EDstica em = toda a Igreja;=20 foi ele quem instituiu o Conselho Internacional da Catequese, em = 1975; foi=20 ele, ainda, quem definiu magistralmente o papel e o significado da = catequese na vida e na miss=E3o da Igreja, ao dirigir-se aos = participantes=20 no I Congresso Internacional de Catequese, a 25 de Setembro de = 19714, e ao=20 voltar depois explicitamente ao mesmo assunto na Exorta=E7=E3o = Apost=F3lica=20 Evangelii=20 Nuntiandi (5); e por fim, foi ele a querer que a = catequese,=20 sobretudo a que se dirige =E0s crian=E7as e aos jovens, = constitu=EDsse o tema da=20 IV Assembleia Geral do S=EDnodo dos Bispos (6), realizada no m=EAs = de Outubro=20 de 1977, na qual eu pr=F3prio tive a alegria de participar. =

Um S=EDnodo = frutuoso=20

3. Ao terminar o S=EDnodo, os = Padres=20 remeteram ao Papa uma documenta=E7=E3o muito rica, a qual = compreendia: as=20 diversas interven=E7=F5es feitas no decorrer da Assembleia; as = conclus=F5es dos=20 grupos de trabalho; a Mensagem que eles tinham enviado ao Povo de = Deus=20 (7), com o consenso do mesmo Papa; e sobretudo uma vast=EDssima = s=E9rie de=20 =ABProposi=E7=F5es=BB, nas quais exprimiam o seu parecer sobre = avultado n=FAmero de=20 aspectos da catequese no momento actual.

Esse S=EDnodo trabalhou numa = atmosfera=20 excepcional de ac=E7=E3o de gra=E7as e de esperan=E7a. Viu na = renova=E7=E3o=20 catequ=E9tica um dom precioso do Esp=EDrito Santo =E0 Igreja nos = dias de hoje;=20 dom ao qual correspondem as comunidades crist=E3s, em todas as = partes do=20 mundo e a todos os n=EDveis, com uma generosidade e uma = dedica=E7=E3o inventiva=20 que suscitam admira=E7=E3o. Assim, p=F4de processar-se em breve o = necess=E1rio=20 discernimento, quanto a uma realidade bem viva, beneficiando de = uma grande=20 disponibilidade do Povo de Deus para a gra=E7a do Senhor e para as = directrizes do Magist=E9rio.

Sentido desta = Exorta=E7=E3o=20

4. =C9 no mesmo clima de f=E9 e = de esperan=E7a=20 que vos dirijo hoje, vener=E1veis Irm=E3os e amados Filhos e = Filhas, esta=20 Exorta=E7=E3o Apost=F3lica. De um tema que =E9 muit=EDssimo vasto = , ela n=E3o ir=E1=20 deter-se sen=E3o nalguns aspectos, os mais actuais e mais = decisivos, a fim=20 de consolidar os bons frutos do S=EDnodo. Retoma essencialmente as = considera=E7=F5es que o Papa Paulo VI j=E1 tinha preparado, = servindo-se=20 amplamente para isso dos documentos entregues pelo S=EDnodo nas = suas m=E3os. O=20 Papa Jo=E3o Paulo I =97 cujo zelo e talentos de catequista a todos = maravilharam =97 tinha recolhido essas considera=E7=F5es e = prestava-se para as=20 publicar quando foi bruscamente chamado por Deus para Si. Deu-nos = a todos=20 exemplo duma catequese baseada no essencial e ao mesmo tempo = popular,=20 constitu=EDda por gestos e palavras simples, capazes de tocarem = todos os=20 cora=E7=F5es. Retomo, pois, a heran=E7a destes dois Sumos = Pont=EDfices, para=20 satisfazer o pedido dos Bispos, formulado expressamente no final = da IV=20 Assembleia Geral do S=EDnodo e aceite pelo Papa Paulo VI, como ele = disse no=20 seu discurso de encerramento (8). Fa=E7o-o tamb=E9m para me = desempenhar de um=20 dos maiores deveres do meu m=FAnus apost=F3lico. A catequese, = ali=E1s, foi=20 sempre uma preocupa=E7=E3o central do meu minist=E9rio de = sacerdote e bispo.=20

Desejo ardentemente que esta = Exorta=E7=E3o=20 Apost=F3lica, dirigida a toda a Igreja, corrobore a solidez da = f=E9 e da vida=20 crist=E3, d=EA novo vigor =E0s iniciativas que est=E3o a ser = postas em pr=E1tica,=20 estimule a criatividade =97 com a requerida vigil=E2ncia =97 e = contribua para=20 difundir nas comunidades a alegria de levar ao mundo o mist=E9rio = de=20 Cristo.

I

N=D3S TEMOS UM = =DANICO MESTRE,=20 JESUS CRISTO

 

P=F4r em comunh=E3o com a = Pessoa de=20 Cristo

5. A IV Assembleia Geral do = S=EDnodo dos=20 Bispos insistiu muitas vezes no cristocentrismo de toda a = catequese=20 aut=EAntica. Podemos fixar aqui os dois significados da palavra. = N=E3o se=20 op=F5em nem se excluem; antes se exigem e se completam um ao = outro.=20

Deseja-se acentuar, antes de = mais nada,=20 que no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa: = a Pessoa=20 de Jesus de Nazar=E9, =ABFilho =FAnico do Pai, cheio de gra=E7a e = de verdade=BB (9),=20 que sofreu e morreu por n=F3s, e que agora, ressuscitado, vive = connosco para=20 sempre. este mesmo Jesus que =E9 =ABo Caminho, a Verdade e a = Vida=BB (10), e a=20 vida crist=E3 consiste em seguir a Cristo, =ABsequela Christi=BB. =

O objecto essencial e primordial = da=20 catequese, pois, para empregar uma express=E3o que S=E3o Paulo = gosta de usar e=20 que =E9 frequente na teologia contempor=E2nea, =E9 =ABo Mist=E9rio = de Cristo=BB.=20 Catequizar =E9, de certa maneira, levar algu=E9m a perscrutar este = Mist=E9rio em=20 todas as suas dimens=F5es: =ABexpor =E0 luz, diante de todos, qual = seja a=20 disposi=E7=E3o divina, o Mist=E9rio ... Compreender, com todos os = santos, qual=20 seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade ... = conhecer a=20 caridade de Cristo, que ultrapassa qualquer conhecimento... (e = entrar em)=20 toda a plenitude de Deus=BB (11). Quer dizer: =E9 procurar = desvendar na Pessoa=20 de Cristo todo o des=EDgnio eterno de Deus que nela se realiza. E = procurar=20 compreender o significado dos gestos e das palavras de Cristo e = dos sinais=20 por Ele realizados, pois eles ocultam e revelam ao mesmo tempo o = seu=20 Mist=E9rio. Neste sentido, a finalidade definitiva da catequese = =E9 a de fazer=20 que algu=E9m se ponha, n=E3o apenas em contacto, mas em = comunh=E3o, em=20 intimidade com Jesus Cristo: somente Ele pode levar ao amor do Pai = no=20 Esp=EDrito e fazer-nos participar na vida da Sant=EDssima = Trindade.

Transmitir a doutrina de = Cristo=20

6. O cristocentrismo na = catequese=20 significa tamb=E9m que, mediante ela, se deseja transmitir, n=E3o = j=E1 cada um a=20 sua pr=F3pria doutrina ou ent=E3o a de um mestre qualquer, mas os = ensinamentos=20 de Jesus Cristo, a Verdade que Ele comunica, ou, mais exactamente, = a=20 Verdade que Ele =E9 (12). Tem que se dizer, portanto, que na = catequese =E9=20 Cristo, Verbo Encarnado e Filho de Deus, que =E9 ensinado =97 e = tudo o resto=20 sempre em rela=E7=E3o com Ele; e que somente Cristo ensina; = qualquer outro que=20 ensine, f=E1-lo na medida em que =E9 seu porta-voz, permitindo a = Cristo=20 ensinar pela sua boca. A preocupa=E7=E3o constante de todo o = catequista, seja=20 qual for o n=EDvel das suas responsabilidades na Igreja, deve ser = a de fazer=20 passar, atrav=E9s do seu ensino e do seu modo da comportar-se, a = doutrina e=20 a vida de Jesus Cristo. Assim, h=E1-de procurar que a aten=E7=E3o = e a ades=E3o da=20 intelig=EAncia e do cora=E7=E3o daqueles que catequiza n=E3o se = detenha em si=20 mesmo, nas suas opini=F5es e atitudes pessoais; e sobretudo n=E3o = h=E1-de=20 procurar inculcar as suas opini=F5es e op=E7=F5es pessoais, como = se elas=20 exprimissem a doutrina e as li=E7=F5es de vida de Jesus Cristo. = Todos os=20 catequistas deveriam poder aplicar a si pr=F3prios a misteriosa = palavra de=20 Jesus: =ABA minha doutrina n=E3o =E9 minha mas d'Aquele que me = enviou=BB (13). =C9=20 isso que faz S=E3o Paulo, ao tratar de um assunto de grande = import=E2ncia: =ABEu=20 aprendi do Senhor isto, que por minha vez vos transmiti=BB (14). = Que=20 frequente e ass=EDduo contacto com a Palavra de Deu transmitida = pelo=20 Magist=E9rio da Igreja, que familiaridade profunda com Cristo e = com o Pai,=20 que esp=EDrito de ora=E7=E3o e que desprendimento de si mesmo deve = ter um=20 catequista, para poder dizer: =ABA minha doutrina n=E3o =E9 = minha=BB!

Cristo que ensina=20

7. Al=E9m disso, esta doutrina = n=E3o =E9 um=20 corpo de verdades abstractas: =E9 a comunica=E7=E3o do Mist=E9rio = vivo de Deus. A=20 qualidade d'Aquele que ensina no Evangelho e a natureza dos seus=20 ensinamentos ultrapassam de todas as maneiras as dos =ABmestres=BB = em Israel,=20 em virtude daquela liga=E7=E3o =FAnica que existe entre aquilo que = Ele diz,=20 aquilo que Ele faz e aquilo que Ele =E9. Contudo, permanece o = facto de os=20 Evangelhos nos relatarem claramente momentos em que Jesus = =ABensina=BB. =ABJesus=20 foi fazendo e ensinando=BB (15). nestes dois verbos que introduzem = o livro=20 dos Actos dos Ap=F3stolos, S=E3o Lucas une e distingue ao mesmo = tempo os dois=20 p=F3los da miss=E3o de Cristo.

Jesus ensinou. =C9 esse o = testemunho que Ele=20 d=E1 de Si mesmo : =ABEu estava todos os dias sentado no Templo a = ensinar=BB=20 (16). =C9 essa tamb=E9m a observa=E7=E3o que fazem cheios de = admira=E7=E3o os=20 Evangelistas, surpreendidos por O verem ensinar sempre e em = qualquer=20 lugar, e faz=EA-lo duma maneira e com uma autoridade desconhecidas = at=E9=20 ent=E3o. =ABDe novo concorreu a Ele muita gente e, como de = costume, p=F4s-se=20 outra vez a ensin=E1-la (17); =ABE maravilhavam-se por causa da = sua doutrina,=20 porque os ensinava como quem tem autoridade=BB (18). O mesmo = atestam os seus=20 advers=E1rios, para da=ED tirarem motivo de acusa=E7=E3o e de = condena=E7=E3o: =ABEle=20 subleva o povo, ensinando por toda a Judeia, a come=E7ar da = Galileia at=E9=20 aqui=BB (19).

O =FAnico = =ABMestre=BB

8. Aquele que ensina deste modo = merece por=20 uma raz=E3o que =E9 =FAnica o nome de =ABMestre=BB. Quantas vezes, = ao longo do novo=20 Testamento, e especialmente nos Evangelhos, =E9 atribu=EDdo a = Cristo esse=20 t=EDtulo de Mestre (20)! A=ED se refere claramente que os Doze, os = outros=20 disc=EDpulos e as multid=F5es de ouvintes Lhe chamam =ABMestre=BB, = com uma=20 entoa=E7=E3o ao mesmo tempo de admira=E7=E3o, de confian=E7a e de = ternura (21). E=20 at=E9 mesmo os Fariseus e os Saduceus, os Doutores da Lei e os = Judeus em=20 geral Lhe n=E3o recusam essa designa=E7=E3o: =ABMestre, = quer=EDamos ver-te fazer um=20 prod=EDgio=BB (22); =ABMestre, que devo fazer para obter a vida = eterna?=BB (23).=20 Mas =E9 sobretudo o. pr=F3prio Jesus, em momentos particularmente = solenes e=20 muito significativos, que se denomina Mestre: =ABV=F3s chamais-me = Mestre e=20 Senhor, e dizeis bem, visto que o sou=BB (24); e proclama a = singularidade e=20 o car=E1cter =FAnico da sua condi=E7=E3o de Mestre: =AB... um s=F3 = =E9 o vosso Mestre=BB=20 (25), Cristo. Assim se compreende que, no decorrer de dois mil = anos, em=20 todas as l=EDnguas da terra, homens de todas as condi=E7=F5es, = ra=E7as e na=E7=F5es=20 Lhe tenham dado este t=EDtulo, com venera=E7=E3o, repetindo =E0 = sua maneira a=20 exclama=E7=E3o de Nicodemos: =ABSabemos que vieste como Mestre da = parte de Deus=BB=20 (26).

Esta imagem de Cristo a ensinar, = a um=20 tempo majestosa e familiar, impressionante e tranquilizadora, = imagem=20 desenhada pela pena dos Evangelistas e com frequ=EAncia evocada = depois pela=20 iconografia desde os primeiros s=E9culos da era paleo-crist=E3 = (27), t=E3o=20 atraente ela se apresentava, =E9-me grato tamb=E9m a mim = evoc=E1-la no in=EDcio=20 destas considera=E7=F5es sobre a catequese no mundo = contempor=E2neo.

Cristo ensina com toda a = sua vida=20

9. Ao fazer esta evoca=E7=E3o, = n=E3o esque=E7o que=20 a Majestade de Cristo quando ensinava, a coer=EAncia e a for=E7a = persuasiva=20 =FAnicas do seu ensino, n=E3o se conseguem explicar sen=E3o porque = as suas=20 palavras, par=E1bolas e racioc=EDnios nunca s=E3o separ=E1veis da = sua vida e do=20 seu pr=F3prio ser. Neste sentido, toda a vida de Cristo foi um = ensinar=20 cont=EDnuo: os seus sil=EAncios, os seus milagres, os seus gestos, = a sua=20 ora=E7=E3o, o seu amor pelo homem, a sua predilec=E7=E3o pelos = pequeninos e pelos=20 pobres, a aceita=E7=E3o do sacrif=EDcio total na cruz pela = reden=E7=E3o do mundo e a=20 sua ressurrei=E7=E3o, s=E3o o actuar-se da sua palavra e o = realizar-se da sua=20 revela=E7=E3o. De modo que, para os crist=E3os, o Crucifixo =E9 = uma das imagens=20 mais sublimes e mais populares do Jesus que ensina.

Oxal=E1 todas estas = considera=E7=F5es, que se=20 situam na esteira das grandes tradi=E7=F5es da Igreja, consolidem = em n=F3s o=20 fervor para com Cristo, o Mestre que revela Deus aos homens e = revela o=20 homem a si mesmo; o Mestre que salva, santifica e guia, que est=E1 = vivo e=20 que fala, desperta, comove, corrige, julga, perdoa e caminha todos = os dias=20 connosco pelos caminhos da hist=F3ria; o Mestre que vem e que = h=E1-de vir na=20 gl=F3ria.

=C9 somente em profunda = comunh=E3o com Ele que=20 os catequistas encontrar=E3o luz e for=E7a para uma desej=E1vel = renova=E7=E3o=20 aut=EAntica da catequese.

II

UMA = EXPERI=CANCIA T=C3O ANTIGA=20 COMO A IGREJA

A Miss=E3o dos = Ap=F3stolos=20

10. A imagem de Cristo a ensinar = tinha-se=20 imprimido no esp=EDrito dos Doze e dos primeiros disc=EDpulos; e a = ordem =97=20 =ABIde... ensinai todas as gentes=BB (28)=97 orientou toda a sua = vida. S=E3o Jo=E3o=20 d=E1 testemunho disso no seu Evangelho, quando refere as palavras = de Jesus:=20 =ABJ=E1 n=E3o vos chamo servos, porque o servo n=E3o sabe o que = faz o seu senhor;=20 chamei-vos amigos, porque vos manifestei tudo o que ouvi de meu = Pai=BB (29).=20 N=E3o foram eles que escolheram seguir Jesus; foi o pr=F3prio = Jesus que os=20 escolheu, os conservou consigo e os constituiu, j=E1 antes da sua = P=E1scoa,=20 para que fossem e produzissem fruto e para que o seu fruto fosse = duradouro=20 (30). Foi por tudo isto que, ap=F3s a ressurrei=E7=E3o, Ele lhes = confiou de=20 maneira formal a miss=E3o de irem fazer disc=EDpulos de todas as = na=E7=F5es.=20

No seu conjunto, o livro dos = Actos dos=20 Ap=F3stolos testemunha que eles foram fi=E9is =E0 sua voca=E7=E3o = e =E0 miss=E3o=20 recebida. Os membros da primeira comunidade crist=E3 aparecem a=ED = =ABperseverantes no ensino dos Ap=F3stolos, na uni=E3o, na = frac=E7=E3o do p=E3o e nas=20 ora=E7=F5es=BB (31). Encontra-se aqui, sem d=FAvida alguma, a = imagem permanente de=20 uma Igreja que, gra=E7as ao ensino dos Ap=F3stolos, nasce e se = alimenta=20 continuamente da Palavra do Senhor, a celebra no Sacrif=EDcio = eucar=EDstico e=20 dela d=E1 testemunho ao mundo sob o signo da caridade.

Quando os advers=E1rios = come=E7aram a ter como=20 suspeita a actividade dos Ap=F3stolos, foi precisamente porque = estavam=20 =ABindignados por eles estarem a ensinar o povo=BB (32). E a ordem = que ent=E3o=20 lhes deram foi de n=E3o continuarem a ensinar em nome de Jesus = (33).=20 Sabemos, no entanto, que os Ap=F3stolos quanto a este ponto, = consideraram=20 justo obedecer antes a Deus do que aos homens (34).

A catequese nos tempos = apost=F3licos=20

11. Os Ap=F3stolos n=E3o = tardaram em fazer com=20 que outros compartilhassem o seu mist=E9rio do apostolado (35). O = seu m=FAnus=20 de ensinar transmitem-no aos seus sucessores. Confiam igualmente = esse=20 m=FAnus a di=E1conos, desde a sua institui=E7=E3o: Est=EAv=E3o, = =ABcheio de gra=E7a e de=20 fortaleza=BB, n=E3o cessa de ensinar, movido pela sabedoria do = Esp=EDrito (36).=20 Depois, associaram a si =ABmuitos outros=BB disc=EDpulos (37) = nesse m=FAnus de=20 ensinar; e mesmo simples crist=E3os, dispersos pela = persegui=E7=E3o, andavam de=20 terra em terra a anunciar a palavra da Boa Nova=BB (38). S=E3o = Paulo =E9 o=20 arauto por excel=EAncia de tal an=FAncio, de Antioquia at=E9 Roma. = A =FAltima=20 imagem que n=F3s temos dele, nos Actos dos Ap=F3stolos, = apresenta-no-lo como=20 um homem =ABpregando o reino de Deus e ensinando o que diz = respeito ao=20 Senhor Jesus Cristo, com toda a franqueza e sem impedimento=BB = (39). As suas=20 numerosas Cartas prolongam e aprofundam o seu ensino. E de modo = semelhante=20 as Cartas de S=E3o Pedro, de S=E3o Jo=E3o, de S=E3o Tiago e de = S=E3o Judas s=E3o=20 outros tantos testemunhos da catequese dos tempos apost=F3licos. =

Os Evangelhos foram tamb=E9m, = antes de serem=20 escritos, express=E3o de um ensinamento oral, transmitido =E0s = comunidades=20 crist=E3s, e reflectem mais ou menos claramente uma estrutura = catequ=E9tica.=20 Porventura a narra=E7=E3o de S=E3o Mateus n=E3o foi j=E1 chamada o = Evangelho do=20 catequista e a de S=E3o Marcos o Evangelho do catec=FAmeno? =

Os Padres da Igreja e a = catequese=20

12. A Igreja, por sua vez, = continua esta=20 miss=E3o de magist=E9rio dos Ap=F3stolos e dos primeiros = colaboradores.=20 Fazendo-se ela pr=F3pria, dia a dia, disc=EDpula do Senhor, por = justo motivo =E9=20 chamada =ABM=E3e e Mestra=BB (40). Desde S=E3o Clemente de Roma = at=E9 Or=EDgenes (41),=20 a =E9poca p=F3s-apost=F3lica viu aparecer obras not=E1veis. = Assistiu-se depois a=20 este facto impressionante: Bispos e Pastores, dos mais = prestigiosos,=20 sobretudo nos s=E9culos III e IV, consideram como parte importante = do seu=20 minist=E9rio episcopal proferir instru=E7=F5es ou escrever = tratados=20 catequ=E9ticos. =C9 ent=E3o a =E9poca de um Cirilo de Jerusal=E9m = e de um Jo=E3o=20 Cris=F3stomo, de um Ambr=F3sio e de um Agostinho; devidas =E0 pena = de numerosos=20 Padres da Igreja, neste per=EDodo, de facto, viram-se florescer = obras que=20 ainda hoje continuam a ser modelos para n=F3s.

Mas, como seria poss=EDvel = evocar, ainda que=20 brevemente, a catequese que esteve na base da difus=E3o e da = caminhada da=20 Igreja ao longo das diversas =E9pocas da hist=F3ria, em todos os = continentes e=20 nos ambientes sociais e culturais mais variados? Dificuldades = certamente=20 n=E3o faltaram. Contudo, a Palavra do Senhor prosseguiu o seu = curso atrav=E9s=20 dos s=E9culos, difundiu-se e foi honrada, segundo as palavras do = Ap=F3stolo=20 S=E3o Paulo (42).

A partir dos Conc=EDlios e = da=20 actividade mission=E1ria

13. O minist=E9rio da catequese = foi haurir=20 energias cada vez mais renovadas aos Conc=EDlios. O Conc=EDlio de = Trento=20 constitui neste aspecto um exemplo a real=E7ar: nas suas = constitui=E7=F5es e=20 decretos, de facto, deu prioridade =E0 catequese; =E9 ele que = est=E1 na origem=20 do =ABCatecismo Romano=BB, que por isso tem o nome de Tridentino. = Constitui=20 uma obra de primeiro plano como resumo da doutrina crist=E3 e da = teologia=20 tradicional, para uso dos sacerdotes. O mesmo Conc=EDlio suscitou = na Igreja=20 uma organiza=E7=E3o da catequese digna de nota; estimulou o clero = para o=20 cumprimento dos seus deveres de ensino catequ=E9tico; e foi = determinante,=20 ainda, para a publica=E7=E3o de catecismos, a que se dedicaram = santos=20 Te=F3logos, tais como S=E3o Carlos Borromeu, S=E3o Roberto = Belarmino, ou S=E3o=20 Pedro Can=EDsio, escritos que s=E3o verdadeiros modelos para = aquele tempo.=20 Oxal=E1 que o Conc=EDlio Vaticano II possa suscitar nos nossos = dias uma=20 anima=E7=E3o e uma obra semelhantes.

As miss=F5es constituem tamb=E9m = terreno=20 privilegiado para a catequese ser posta em pr=E1tica. Assim, = passados quase=20 dois mil anos, o Povo de Deus nunca cessou de ser educado na f=E9, = segundo=20 formas adaptadas =E0s diversas condi=E7=F5es dos fi=E9is e =E0s = m=FAltiplas=20 conjunturas eclesiais.

A catequese ainda intimamente = ligada a=20 toda a vida da Igreja. N=E3o =E9 s=F3 a extens=E3o geogr=E1fica e = o aumento=20 num=E9rico, mas sobretudo o crescimento interior da Igreja, a sua=20 correspond=EAncia ao des=EDgnio de Deus, que dependem da = catequese. A luz das=20 experi=EAncias que acabam de ser evocadas, neste olhar = retrospectivo sobre a=20 hist=F3ria da Igreja, numerosas li=E7=F5es =97 entre muitas outras = =97 merecem ser=20 postas em evid=EAncia.

A catequese: direito e = dever da=20 Igreja

14. =C9 manifesto, antes de mais = nada, que a=20 catequese, para a Igreja, foi sempre um dever sagrado e um direito = imprescrit=EDvel. Por um lado, =E9 patente tratar-se de um dever, = originado=20 numa ordem do Senhor e que incumbe sobretudo =E0queles que, na = Nova Alian=E7a,=20 recebem o chamamento para o minist=E9rio de Pastores. Por outro = lado,=20 pode-se falar igualmente de um direito: do ponto de vista = teol=F3gico, todos=20 os baptizados, pelo pr=F3prio facto do seu Baptismo, t=EAm direito = a receber=20 da Igreja um ensino e uma forma=E7=E3o que lhes permita levar = verdadeira vida=20 crist=E3; na perspectiva dos direitos do homem, toda a pessoa = humana tem=20 direito a procurar a verdade religiosa e a ela aderir livremente, = isto =E9,=20 sem =ABqualquer coac=E7=E3o, quer da parte de indiv=EDduos, de = grupos sociais ou=20 de qualquer autoridade humana; e de tal modo que, em mat=E9ria = religiosa,=20 ningu=E9m pode ser for=E7ado a agir contra a pr=F3pria = consci=EAncia, nem impedido=20 de proceder segundo a mesma consci=EAncia=BB (43).

=C9 por isso que a actividade = catequ=E9tica=20 tem de poder realizar-se em circunst=E2ncias favor=E1veis de tempo = e de lugar,=20 ter acesso aos meios de comunica=E7=E3o social e poder dispor de = instrumentos=20 de trabalho apropriados, sem discrimina=E7=F5es em rela=E7=E3o aos = pais, aos=20 catequizandos e aos catequistas. Actualmente este direito =E9 cada = vez mais=20 reconhecido, ao menos no plano dos grandes princ=EDpios, como o = atestam as=20 declara=E7=F5es ou conven=E7=F5es internacionais; nestas =97 sejam = quais forem as=20 suas limita=E7=F5es =97 pode-se reconhecer a voz da consci=EAncia = de uma grande=20 parte dos homens de hoje (44). Mas este direito =E9 violado por = numerosos=20 Estados, a ponto de o dar, mandar ministrar a catequese, ou o = receb=EA-la,=20 ser tido por delito pass=EDvel de san=E7=F5es. =C9 com vigor que, = em uni=E3o com os=20 Padres do S=EDnodo, eu levanto a voz contra todas as = discrimina=E7=F5es no=20 dom=EDnio da catequese; e uma vez mais, fa=E7o veemente apelo aos=20 respons=E1veis, para que cessem totalmente tais constrangimentos, = que pesam=20 sobre a liberdade humana em geral, e sobre a liberdade religiosa = em=20 particular.

Uma tarefa priorit=E1ria=20

15. A segunda li=E7=E3o diz = respeito ao lugar=20 pr=F3prio que h=E1-de ocupar a catequese nos planos pastorais da = Igreja.=20 Quanto mais a Igreja, a n=EDvel local ou universal, se mostrar = capaz de dar=20 prioridade =E0 catequese =97 em rela=E7=E3o a outras obras e = iniciativas cujos=20 resultados possam ser mais espectaculares =97 tanto mais = encontrar=E1 na=20 catequese o meio para a consolida=E7=E3o da sua vida interna como = comunidade=20 de fi=E9is, bem como da sua actividade externa mission=E1ria. A = Igreja, neste=20 s=E9culo XX prestes a terminar, =E9 convidada por Deus e pelos = acontecimentos,=20 que tamb=E9m s=E3o apelos de Deus, a renovar a sua confian=E7a na = actividade=20 catequ=E9tica, como tarefa verdadeiramente primordial da sua = miss=E3o. =C9=20 convidada a consagrar =E0 catequese os seus melhores recursos de = pessoal e=20 de energias, sem se poupar a esfor=E7os, trabalhos e meios = materiais, para a=20 organizar melhor e formar para ela pessoas qualificadas. Nisto = n=E3o h=E1 que=20 ater-se a c=E1lculos puramente humanos, mas tem de haver uma = atitude de f=E9.=20 E uma atitude de f=E9 refere-se sempre =E0 fidelidade de Deus, que = n=E3o deixa=20 nunca de corresponder.

Responsabilidade comum e=20 diferenciada

16. Terceira li=E7=E3o: a = catequese tem sido=20 sempre e continuar=E1 a ser uma obra pela qual toda a Igreja se = deve sentir=20 e mostrar respons=E1vel. Os membros da Igreja, =E9 certo, t=EAm=20 responsabilidades distintas, segundo a miss=E3o de cada um. Os = Pastores, em=20 virtude do seu m=FAnus, tem, a diversos n=EDveis, a mais alta = responsabilidade=20 pela promo=E7=E3o, orienta=E7=E3o e coordena=E7=E3o da catequese. = O Papa, da sua=20 parte, tem consci=EAncia viva da responsabilidade que lhe incumbe = em=20 primeiro lugar neste campo; se tem nisso motivos de = preocupa=E7=E3o pastoral,=20 tem a=ED sobretudo, uma fonte de alegria e de esperan=E7a. Os = sacerdotes, os=20 religiosos e as religiosas disp=F5em a=ED de um terreno = privilegiado para o=20 seu apostolado. Os pais t=EAm, tamb=E9m eles, ainda que a outro = n=EDvel, uma=20 responsabilidade singular. Os professores, os diversos ministros = da=20 Igreja, os catequistas e, para al=E9m destes, os promotores das = comunica=E7=F5es=20 sociais, t=EAm todos em graus diversos, responsabilidades bem = precisas nesta=20 forma=E7=E3o da consci=EAncia dos fi=E9is, forma=E7=E3o importante = para a vida da=20 Igreja e que se reflecte na vida da pr=F3pria sociedade. Seria = certamente um=20 dos melhores frutos da Assembleia Geral do S=EDnodo, consagrada = inteiramente=20 =E0 catequese, se ela viesse a despertar, em toda a Igreja e em = cada um dos=20 seus sectores, uma consci=EAncia viva e actuante dessa = responsabilidade=20 diferenciada mas comum.

Renova=E7=E3o cont=EDnua e = equilibrada=20

17. Por fim, precisa a catequese = de uma=20 renova=E7=E3o cont=EDnua, mesmo em certo alargamento do seu = pr=F3prio conceito,=20 nos seus m=E9todos, na busca de uma linguagem adaptada e na = t=E9cnica dos=20 novos meios para a transmiss=E3o da mensagem. Esta renova=E7=E3o, = por=E9m, nem=20 sempre se tem processado com igual validade; os Padres sinodais = n=E3o=20 hesitaram em reconhecer com realismo, a par de um progresso = ineg=E1vel da=20 actividade catequ=E9tica e de iniciativas promissoras, os limites = e at=E9 as=20 =ABdefici=EAncias=BB do que se tem feito at=E9 ao presente (45). = Tais limites s=E3o=20 particularmente graves quando comportam o risco de acarretar dano = =E0=20 integridade do conte=FAdo. A =ABMensagem ao Povo de Deus=BB frisou = bem que =ABuma=20 repeti=E7=E3o rotineira que se op=F5e a toda e qualquer mudan=E7a, = bem como a=20 improvisa=E7=E3o inconsiderada que enfrenta os problemas com = temeridade, s=E3o=20 igualmente perigosas=BB (46) para a catequese. A repeti=E7=E3o = rotineira leva =E0=20 estagna=E7=E3o, =E0 letargia e, por fim, =E0 paralisia. A = improvisa=E7=E3o=20 inconsiderada gera a confus=E3o dos catequizados e dos seus pais = quando se=20 trata de crian=E7as, gera desvios de toda a esp=E9cie, a ruptura = e,=20 finalmente, a derrocada total da unidade. Importa que a Igreja = hoje =97 como=20 ali=E1s o conseguiu noutros momentos da sua hist=F3ria =97 saiba = dar mostras de=20 sapi=EAncia, de coragem e de fidelidade evang=E9licas na procura e = na pr=E1tica=20 de novas vias e perspectivas para o ensino = catequ=E9tico.

III

A CATEQUESE NA = ACTIVIDADE=20 PASTORAL E MISSONARIA DA IGREJA

A catequese: uma fase da=20 evangeliza=E7=E3o

18. A catequese nunca pode ser = dissociada=20 do conjunto das actividades pastorais e mission=E1rias da Igreja. = Tem, no=20 entanto, uma especificidade acerca da qual a IV Assembleia Geral = do S=EDnodo=20 dos Bispos muitas vezes se interrogou quer durante os trabalhos=20 preparat=F3rios, quer durante o desenrolar das sess=F5es. A = quest=E3o interessa=20 at=E9 opini=E3o p=FAblica, quer dentro da Igreja quer fora dela. =

N=E3o =E9 aqui o lugar para dar = uma defini=E7=E3o=20 rigorosa e formal da catequese, suficientemente aclarada no = =ABDirect=F3rio=20 Geral da Catequese=BB (47). Compete aos especialistas enriquecer = cada vez=20 mais o seu conceito e as suas articula=E7=F5es.

No entanto, perante incertezas = no campo=20 pr=E1tico, recordemos simplesmente alguns pontos essenciais, j=E1 = solidamente=20 estabelecidos ali=E1s nos documentos da Igreja, para uma = compreens=E3o exacta=20 do que =E9 a catequese. Sem eles correr-se-ia o risco de n=E3o = captar todo o=20 seu significado e alcance.

Globalmente, pode-se partir da = no=E7=E3o de=20 que a catequese =E9 uma educa=E7=E3o da f=E9 das crian=E7as, dos = jovens e dos=20 adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina = crist=E3,=20 dado em geral de maneira org=E2nica e sistem=E1tica, com o fim de = os iniciar=20 na plenitude da vida crist=E3. Por esta raz=E3o, a catequese, sem = se confundir=20 formalmente com eles, anda ligada com certo n=FAmero de elementos = da miss=E3o=20 pastoral da Igreja, que t=EAm um aspecto catequ=E9tico, que = preparam a=20 catequese ou que a desenvolvem, como sejam: o primeiro an=FAncio = do=20 Evangelho ou prega=E7=E3o mission=E1ria pelo =ABkerigma=BB para = suscitar a f=E9; a=20 apolog=E9tica ou a busca das raz=F5es de crer; a experi=EAncia da = vida crist=E3; a=20 celebra=E7=E3o dos Sacramentos; a integra=E7=E3o na comunidade = eclesial; e o=20 testemunho apost=F3lico e mission=E1rio.

Antes de mais nada conv=E9m = recordar que=20 entre a catequese e a evangeliza=E7=E3o n=E3o existe separa=E7=E3o = nem oposi=E7=E3o,=20 como tamb=E9m n=E3o h=E1 identifica=E7=E3o pura e simples, mas = existem sim rela=E7=F5es=20 =EDntimas de integra=E7=E3o e de complementaridade rec=EDproca. =

A Exorta=E7=E3o Apost=F3lica = Evangelii=20 Nuntiandi, de 8 de Dezembro de 1975, sobre a = Evangeliza=E7=E3o no=20 Mundo Contempor=E2neo, frisava bem que a evangeliza=E7=E3o =97 = cuja finalidade =E9=20 levar a Boa Nova a toda a humanidade, a fim de que esta a viva =97 = =E9 uma=20 realidade rica, complexa e din=E2mica, constitu=EDda por elementos = ou, se se=20 preferir, de momentos, essenciais e diferentes entre si, que =E9 = preciso=20 saber abranger com uma vis=E3o de conjunto, na unidade de um = =FAnico movimento=20 (48). A catequese =E9 um desses momentos de todo o processo da=20 evangeliza=E7=E3o. E como ele h=E1-de ser tido em conta! =

Catequese e primeiro = an=FAncio do=20 Evangelho

19. A especificidade da = catequese,=20 distinta do primeiro an=FAncio do Evangelho que suscita = convers=E3o, visa o=20 duplo objectivo de fazer amadurecer a f=E9 inicial e de educar o = verdadeiro=20 disc=EDpulo de Cristo, mediante um conhecimento mais aprofundado e = sistem=E1tico da Pessoa e da mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo = (49).

Na pr=E1tica, por=E9m, a = catequese, mantendo=20 embora esta ordem normal, deve ter em conta que muitas vezes n=E3o = se=20 verificou a primeira evangeliza=E7=E3o. Certo n=FAmero de = crian=E7as baptizadas na=20 primeira inf=E2ncia chegam =E0 catequese paroquial sem terem = recebido qualquer=20 outra inicia=E7=E3o na f=E9, e sem terem ainda uma ades=E3o = expl=EDcita e pessoal a=20 Jesus Cristo; t=EAm somente a capacidade para acreditar que lhes = foi=20 conferida pelo Baptismo e pela presen=E7a do Esp=EDrito Santo. Os = preconceitos=20 do meio familiar pouco crist=E3o o esp=EDrito positivista da = educa=E7=E3o seguida,=20 bem cedo geram nessas crian=E7as certo n=FAmero de difid=EAncias. = E a estas h=E1=20 que juntar ainda outras crian=E7as, n=E3o baptizadas, para as = quais os=20 respectivos pais s=F3 tardiamente aceitam a educa=E7=E3o = religiosa: por motivos=20 de ordem pr=E1tica, a fase da sua forma=E7=E3o catecumenal = dar-se-=E1,=20 frequentemente e em grande parte, no decurso da catequese = ordin=E1ria.=20 Depois, sucede tamb=E9m que numerosos pr=E9-adolescentes e = adolescentes, que=20 foram baptizados e receberam uma catequese sistem=E1tica e os = Sacramentos,=20 permanecem ainda por longo tempo hesitantes em comprometer toda a = sua vida=20 com Jesus Cristo, quando acontece mesmo que procuram esquivar-se a = uma=20 forma=E7=E3o religiosa em nome da liberdade. Por fim, os = pr=F3prios adultos n=E3o=20 est=E3o livres das tenta=E7=F5es da d=FAvida ou do abandono da = f=E9, especialmente=20 sob influ=EAncia do meio ambiente incr=E9dulo. Tudo isto equivale = a dizer que=20 a =ABcatequese=BB muitas vezes h=E1-de ter a preocupa=E7=E3o, = n=E3o s=F3 de alimentar e=20 esclarecer a f=E9, mas tamb=E9m de a avivar incessantemente com a = ajuda da=20 gra=E7a, de lhe abrir os cora=E7=F5es, de converter e preparar = aqueles que ainda=20 est=E3o no limiar da f=E9 para uma ades=E3o global a Jesus Cristo. = Tal cuidado=20 ditar=E1, pelo menos em parte, o tom, a linguagem e o m=E9todo da = catequese.=20

Finalidade espec=EDfica da = catequese

20. A finalidade espec=EDfica da = catequese,=20 no entanto, n=E3o deixa de continuar a ser a de desenvolver, com a = ajuda de=20 Deus, uma f=E9 ainda inicial. A de promover em plenitude e de = alimentar=20 quotidianamente a vida crist=E3 dos fi=E9is de todas as idades. = Trata-se, com=20 efeito, de fazer crescer, no plano do conhecimento e da vida, o = g=E9rmen de=20 f=E9 semeado pelo Esp=EDrito Santo, com o primeiro an=FAncio do = Evangelho, e=20 transmitido eficazmente pelo Baptismo.

A catequese, portanto, h=E1-de = tender a=20 desenvolver a intelig=EAncia do mist=E9rio de Cristo =E0 luz da = Palavra, a fim=20 de que o homem todo seja por ele impregnado. Deste modo, = transformado pela=20 ac=E7=E3o da gra=E7a em nova criatura, o crist=E3o p=F5e-se a = seguir Cristo e, na=20 Igreja, aprende cada vez melhor a pensar como Ele, a julgar como = Ele, a=20 agir em conformidade com os seus mandamentos e a esperar como Ele = nos=20 exorta a esperar.

Mais precisamente, a finalidade = da=20 catequese, no conjunto da evangeliza=E7=E3o, =E9 a de construir a = fase de ensino=20 e de ajuda =E0 matura=E7=E3o do crist=E3o que, depois de ter = aceitado pela f=E9 a=20 Pessoa de Jesus Cristo como =FAnico Senhor e ap=F3s ter-Lhe dado = uma ades=E3o=20 global, por uma sincera convers=E3o do cora=E7=E3o, se esfor=E7a = por melhor=20 conhecer o mesmo Jesus Cristo, ao qual se entregou: conhecer o seu = =ABmist=E9rio=BB, o Reino de Deus que Ele anunciou, as = exig=EAncias e promessas=20 contidas na sua mensagem evang=E9lica e os caminhos que Ele = tra=E7ou para=20 todos aqueles que O querem seguir.

Se =E9 verdade, portanto, que = ser crist=E3o=20 significa dizer =ABsim=BB a Jesus Cristo, conv=E9m recordar que = tal =ABsim=BB se=20 situa a dois n=EDveis: consiste, antes de mais, em abandonar-se = =E0 Palavra de=20 Deus e apoiar-se nela; mas comporta tamb=E9m, num segundo momento, = o=20 esfor=E7ar-se por conhecer cada vez melhor o sentido profundo = dessa Palavra.=20

Necessidade de uma = catequese=20 sistem=E1tica

21. No discurso de encerramento = da IV=20 Assembleia Geral do S=EDnodo, o Papa Paulo VI congratulava-se = =ABpor verificar=20 que a necessidade absoluta de uma catequese bem estruturada e = coerente=20 (tinha) sido posta em realce por todos, porque o aprofundamento do = mist=E9rio crist=E3o =E9 que distingue fundamentalmente a = catequese de todas as=20 demais formas de an=FAncio da Palavra de Deus=BB (50).

Em vista de dificuldades = pr=E1ticas, h=E1=20 algumas caracter=EDsticas desse ensino que conv=E9m p=F4r em = evid=EAncia. Assim,=20 deve ser:

=97 um ensino sistem=E1tico; = n=E3o algo=20 improvisado, mas que siga um programa que lhe permita alcan=E7ar = um fim=20 determinado;

=97 um ensino que se concentre = no essencial,=20 sem ter a pretens=E3o de tratar todas as quest=F5es disputadas, e = sem se=20 transformar em investiga=E7=E3o teol=F3gica, ou em exegese = cient=EDfica;=20

=97 um ensino suficientemente = completo,=20 todavia, para que n=E3o se contente com ser apenas primeiro = an=FAncio do=20 mist=E9rio crist=E3o, como aquele que podemos ter no = =ABkerigma=BB;

=97 uma inicia=E7=E3o crist=E3 = integral, aberta a=20 todas as outras componentes da vida crist=E3. Sem esquecer o = interesse de=20 que se revestem m=FAltiplas ocasi=F5es de catequese que se deparam = na vida=20 pessoal, familiar e social ou eclesial, que =E9 preciso saber = aproveitar e=20 sobre as quais voltarei a falar no cap=EDtulo IV, insisto na = necessidade de=20 um ensino crist=E3o org=E2nico e sistem=E1tico, porque em diversas = partes=20 nota-se a tend=EAncia para minimizar a sua import=E2ncia. =

Catequese e experi=EAncia = vital=20

22. =C9 v=E3o tentar jogar com a = =ABortopraxis=BB=20 contra a ortodoxia: o Cristianismo =E9 inseparavelmente uma coisa = e outra.=20 Convic=E7=F5es firmes e reflectidas levam =E0 ac=E7=E3o corajosa e = correcta; o=20 esfor=E7o por educar os fi=E9is para viverem nos dias de hoje como = disc=EDpulos=20 de Cristo, reclama e facilita a descoberta aprofundada do = Mist=E9rio de=20 Cristo na hist=F3ria da Salva=E7=E3o.

=C9 v=E3o igualmente apregoar o = abandono do=20 estudo s=E9rio e sistem=E1tico da mensagem de Cristo, sob o = pretexto de uma=20 prefer=EAncia metodol=F3gica pela experi=EAncia vital. = =ABNingu=E9m pode alcan=E7ar a=20 verdade integral mediante uma simples experi=EAncia privada, quer = dizer, sem=20 uma explica=E7=E3o adequada da mensagem de Cristo, que =E9 = 'Caminho, Verdade e=20 Vida' (cf. Jo. 14,6)=BB (51).

Tamb=E9m n=E3o se h=E1-de opor = catequese a=20 partir da vida a uma catequese tradicional, doutrinal e = sistem=E1tica (52).=20 A catequese aut=EAntica =E9 sempre inicia=E7=E3o ordenada e = sistem=E1tica =E0=20 revela=E7=E3o que Deus fez de Si mesmo ao homem, em Jesus Cristo. = Esta=20 revela=E7=E3o est=E1 conservada na mem=F3ria profunda da Igreja e = nas Sagradas=20 Escrituras, e =E9 constantemente comunicada, por uma = =ABtraditio=BB (tradi=E7=E3o)=20 viva e activa, de uma gera=E7=E3o a outra. Essa revela=E7=E3o = n=E3o est=E1 isolada da=20 vida, nem justaposta a ela de maneira artificial, mas refere-se ao = sentido=20 =FAltimo da exist=EAncia; esclarece-a totalmente, para a inspirar = e para dela=20 ajuizar criticamente, =E0 luz do Evangelho.

=C9 por isso que podemos aplicar = aos=20 catequistas aquilo que o Conc=EDlio Vaticano II aplicava = especialmente aos=20 sacerdotes: educadores =97 do homem e da vida do homem =97na f=E9=20 (53).

Catequese e Sacramentos=20

23. A catequese est=E1 = intrinsecamente=20 ligada a toda a ac=E7=E3o lit=FArgica e sacramental, pois =E9 nos = Sacramentos,=20 sobretudo na Eucaristia, que Cristo Jesus age em plenitude na=20 transforma=E7=E3o dos homens.

Na Igreja primitiva, o = catecumenato e a=20 inicia=E7=E3o aos Sacramentos do Baptismo e da Eucaristia = identificavam-se.=20 Muito embora a Igreja nos antigos pa=EDses crist=E3os, tenha = mudado a sua=20 pr=E1tica neste campo, o catecumenato nunca neles foi abolido; ao = contr=E1rio,=20 est=E1 a ter at=E9 uma renova=E7=E3o (54) e =E9 amplamente = praticado nas jovens=20 Igrejas mission=E1rias. De qualquer maneira, a catequese conserva = sempre uma=20 refer=EAncia aos Sacramentos; toda a catequese leva = necessariamente aos=20 Sacramentos da f=E9. Por outro lado, a aut=EAntica pr=E1tica dos = Sacramentos tem=20 for=E7osamente um aspecto catequ=E9tico. Por outras palavras, a = vida=20 sacramental empobrece-se e depressa se torna ritualismo oco, se = n=E3o=20 estiver fundado num conhecimento s=E9rio do que significam os = Sacramentos. E=20 a catequese intelectualiza-se, se n=E3o for haurir vida na = pr=E1tica=20 sacramental.

Catequese e comunidade = eclesial=20

24. A catequese, por fim, tem = uma liga=E7=E3o=20 =EDntima com a ac=E7=E3o respons=E1vel da Igreja e dos crist=E3os = no mundo. Aqueles=20 que aderem a Jesus Cristo pela f=E9 e se esfor=E7am por consolidar = essa f=E9 na=20 catequese, t=EAm necessidade de viver em comunh=E3o com outros que = deram o=20 mesmo passo. A catequese corre o risco de se esterilizar, se uma=20 comunidade de f=E9 e vida crist=E3 n=E3o acolher o catec=FAmeno a = certo passo da=20 sua catequiza=E7=E3o. =C9 por isto que a comunidade eclesial, a = todos os n=EDveis,=20 =E9 duplamente respons=E1vel em rela=E7=E3o =E0 catequese: antes = de mais, tem a=20 responsabilidade de prover =E0 forma=E7=E3o dos pr=F3prios = membros; depois, tamb=E9m=20 a de os acolher num meio ambiente em que possam viver o mais = plenamente=20 poss=EDvel aquilo que aprenderam.

A catequese est=E1 igualmente = aberta ao=20 dinamismo mission=E1rio. Se for bem conduzida, os pr=F3prios = crist=E3os ter=E3o a=20 peito dar testemunho da sua f=E9, transmiti-la aos filhos, d=E1-la = a conhecer=20 a outros e servir de todas as maneiras a comunidade humana. =

Necessidade da catequese = no sentido=20 lato, para a matura=E7=E3o e o vigor da f=E9

25. Gra=E7as, pois, =E0 = catequese, =E9 que o=20 =ABkerigma=BB evang=E9lico =97 aquele primeiro an=FAncio cheio de = ardor que a dada=20 altura transforma uma pessoa e a leva =E0 decis=E3o de se entregar = a Jesus=20 Cristo pela f=E9 =97 ser=E1 pouco a pouco aprofundado, = desenvolvido nos seus=20 corol=E1rios impl=EDcitos, explicado mediante explana=E7=E3o que = apele tamb=E9m =E0=20 raz=E3o e oriente =E0 pr=E1tica crist=E3 na Igreja e no mundo. E = tudo isto n=E3o =E9=20 menos evang=E9lico do que o =ABkerigma=BB, embora n=E3o falte quem = diga que a=20 catequese tende for=E7osamente a racionalizar, ressequir e at=E9 a = matar o que=20 h=E1 de vivo, espont=E2neo e vibrante no =ABkerigma=BB. As = verdades que se=20 aprofundam na catequese s=E3o as mesmas que tocaram o cora=E7=E3o = do homem,=20 quando este as ouviu pela primeira vez. O facto de as conhecer = melhor,=20 longe de as embotar ou de as fazer ressequir, torna-as ainda mais=20 estimulantes e decisivas para a vida.

Na concep=E7=E3o que acaba de = ser exposta, a=20 catequese conserva uma perspectiva toda pastoral. Foi assim que o = S=EDnodo=20 intentou consider=E1-la. Este sentido amplo da catequese n=E3o = contradiz,=20 antes abarca e ultrapassa aquele sentido mais estrito da mesma, = outrora=20 comummente apresentado nas exposi=E7=F5es did=E1cticas como = simples ensino das=20 f=F3rmulas que exprimem a f=E9.

Em =FAltima an=E1lise, a = catequese =E9 t=E3o=20 necess=E1ria para o amadurecimento da f=E9 dos crist=E3os, como = para o seu=20 testemunho frente ao mundo: o seu intento =E9 levar os crist=E3os = =AB=E0 unidade=20 da f=E9, ao pleno conhecimento do Filho de Deus e ao estado de = homem=20 perfeito, at=E9 alcan=E7ar a medida da plena estatura de Cristo=BB = (55), depois,=20 fazer tamb=E9m com que os crist=E3os estejam aptos a justificar a = sua=20 esperan=E7a perante todos aqueles que lhes perguntarem as raz=F5es = dela=20 (56).

IV =

TODA A BOA = NOVA COLHIDA NA=20 FONTE

O conte=FAdo da Mensagem=20

26. Sendo a catequese um momento = ou um=20 passo da evangeliza=E7=E3o, o seu conte=FAdo n=E3o poderia ser = outro sen=E3o o da=20 mesma evangeliza=E7=E3o, globalmente tomada: a mesma mensagem =97 = a Boa Nova da=20 Salva=E7=E3o. Uma vez, cem vezes ouvida e acolhida com o = cora=E7=E3o, essa=20 mensagem =E9 aprofundada depois sem cessar na catequese, mediante = reflex=E3o e=20 estudo sistem=E1tico; mediante uma tomada de consci=EAncia cada = vez mais=20 respons=E1vel das suas repercuss=F5es da vida pessoal; e mediante = uma inser=E7=E3o=20 no todo org=E2nico e harmonioso, que =E9 a exist=EAncia crist=E3 = na sociedade e no=20 mundo.

A fonte =

27. A catequese sempre h=E1-de = haurir o seu=20 conte=FAdo na fonte viva da Palavra de Deus, transmitida na = Tradi=E7=E3o e na=20 Escritura. =ABA Sagrada Tradi=E7=E3o e a Sagrada Escritura = constituem um s=F3=20 dep=F3sito inviol=E1vel da Palavra de Deus, confiado =E0 = Igreja=BB, como o=20 recordou o Conc=EDlio Vaticano II. Segundo o mesmo Conc=EDlio =ABo = minist=E9rio da=20 palavra, que abarca a prega=E7=E3o pastoral, a catequese, e toda a = esp=E9cie de=20 instru=E7=E3o crist=E3 ... com proveito se alimenta e santa mente = se revigora=20 com a palavra da Escritura=BB(57).

Falar da Tradi=E7=E3o e da = Escritura como=20 fonte da catequese =E9 j=E1 acentuar que esta tem de ser = impregnada e embebida=20 de pensamento, esp=EDrito e atitudes b=EDblicas e evang=E9licas, = mediante um=20 contacto ass=EDduo com os pr=F3prios textos sagrados; =E9 j=E1 = recordar tamb=E9m que=20 a catequese ser=E1 tanto mais rica e eficaz, quanto mais ler os = textos com a=20 intelig=EAncia e o cora=E7=E3o da Igreja; quanto mais se inspirar = na reflex=E3o e=20 na vida duas vezes milen=E1ria da mesma Igreja .

O ensino, a liturgia e a vida da = Igreja=20 brotam desta fonte e a ela conduzem, sob a orienta=E7=E3o dos = Pastores e=20 principalmente do Magist=E9rio doutrinal que o Senhor lhes = confiou.=20

O Credo: express=E3o = doutrinal=20 privilegiada

28. Urna express=E3o = privilegiada da heran=E7a=20 viva, que os Pastores receberam o encargo de guardar, encontra-se = no=20 Credo. Mais concretamente, nos S=EDnodos que, em momentos = cruciais,=20 condensaram em afortunadas s=EDnteses a f=E9 da Igreja. No decurso = de s=E9culos,=20 um passo importante da catequese era precisamente a =ABtraditio = Symboli=BB (a=20 transmiss=E3o do resumo dos principais pontos da f=E9), seguida da = transmiss=E3o=20 (=ABtraditio=BB) da Ora=E7=E3o dominical. Nos nossos dias, este = rito expressivo=20 foi reintroduzido na cerim=F3nia da inicia=E7=E3o dos = catec=FAmenos (58). N=E3o=20 seria caso para descobrir uma utiliza=E7=E3o mais vasta e adaptada = desse=20 gesto, para marcar essa fase entre todas importante em que o novo=20 disc=EDpulo de Jesus Cristo acolhe com plena lucidez e coragem o = conte=FAdo=20 daquilo que da=ED por diante, ter=E1 de aprofundar com seriedade? =

O meu Predecessor Paulo VI houve = por bem=20 coligir, no =ABCredo do Povo de Deus=BB, proclamado por ocasi=E3o = do XIX=20 Centen=E1rio do Mart=EDrio dos Ap=F3stolos S=E3o Pedro e S=E3o = Paulo, os elementos=20 essenciais da f=E9 cat=F3lica, sobretudo aqueles que apresentavam = maior=20 dificuldade ou corriam risco de ser desconhecidos (59). =C9 um = ponto de=20 refer=EAncia seguro para o conte=FAdo da catequese.

Elementos a nunca = transcurar=20

29. O mesmo Sumo Pont=EDfice = recordou, no=20 terceiro cap=EDtulo da sua Exorta=E7=E3o Apost=F3lica Evangelii=20 Nuntiandi, =ABo conte=FAdo essencial, a subst=E2ncia = viva=BB da=20 evangeliza=E7=E3o (60). Tamb=E9m para a pr=F3pria catequese, =E9 = necess=E1rio ter=20 presente cada um desses elementos bem como a s=EDntese viva na = qual se acham=20 integrados (61).

Limitar-me-ei a dar aqui, = simples=20 apontamentos (62). =C9 f=E1cil de ver, por exemplo, qu=E3o = importante =E9 fazer=20 compreender =E0s crian=E7as, aos adolescentes e =E0queles que = progridem na f=E9 =ABo=20 que de Deus se pode conhecer=BB (63), poder dizer-lhes: =ABAquele = que v=F3s=20 adorais sem conhecer, eu vo-lo anuncio=BB (64); fazer por lhes = expor em=20 poucas palavras (65) o mist=E9rio do Verbo de Deus feito homem, = como=20 realizou a salva=E7=E3o do homem pela sua P=E1scoa, isto =E9, = mediante a sua morte=20 e ressurrei=E7=E3o, assim como pela prega=E7=E3o, pelos sinais que = realizou e=20 pelos sacramentos da sua presen=E7a permanente no meio de n=F3s. = Os Padres do=20 S=EDnodo demonstraram-se bem inspirados quando solicitaram que se = evitasse=20 reduzir Cristo =E0 sua humanidade e a sua mensagem a uma = dimens=E3o puramente=20 terrena. =C9 preciso que Ele seja reconhecido como filho de Deus e = o=20 Mediador que nos abre livre acesso ao Pai, no Esp=EDrito (66). =

Importa que =E0 luz da f=E9, se = torne bem=20 patente, aos olhos da intelig=EAncia e do cora=E7=E3o, este = sacramento da=20 presen=E7a de Cristo que =E9 o Mist=E9rio da Igreja, assembleia de = homens=20 pecadores mas ao mesmo tempo santificados de forma a = constitu=EDrem a=20 fam=EDlia de Deus, reunida pelo Senhor sob a condu=E7=E3o daqueles = que =ABo=20 Esp=EDrito Santo... estabeleceu vigilantes para pastorearem a = Igreja de=20 Deus=BB (67).

=C9 igualmente importante = explicar que a=20 hist=F3ria dos homens, com as suas marcas de gra=E7a e de pecado, = de grandeza=20 e de mis=E9ria, =E9 assumida por Deus em seu Filho Jesus Cristo e = =ABconsegue=20 apresentar j=E1 uma certa prefigura=E7=E3o do mundo que h=E1-de = vir=BB=20 (68).

Importa, finalmente, apresentar = sem=20 rodeios as exig=EAncias, feitas de ren=FAncias mas tamb=E9m de = alegrias,=20 requeridas por aquilo a que o Ap=F3stolo gostava de chamar =ABvida = nova=BB (69),=20 =ABnova criatura=BB (70), estar ou existir em Cristo (71), =ABvida = eterna em=20 Jesus Cristo=BB (72), que n=E3o =E9 outra coisa sen=E3o a vida no = mundo, mas=20 vivida segundo as bem-aventuran=E7as e destinada a ser prolongada = e=20 transfigurada para al=E9m da morte.

De tudo isto se deduz a = import=E2ncia duma=20 catequese que inclua as exig=EAncias morais e pessoais requeridas = pelo=20 Evangelho, e as atitudes crist=E3s frente =E0 vida e frente ao = mundo, sejam=20 elas her=F3icas ou as mais simples: n=F3s costumamos chamar-lhes = virtudes=20 crist=E3s ou virtudes evang=E9licas. Da=ED tamb=E9m o cuidado a = ter na catequese=20 em n=E3o omitir, nem deixar de esclarecer como conv=E9m, num = constante esfor=E7o=20 de educa=E7=E3o da f=E9, realidades como a ac=E7=E3o do homem para = a sua liberta=E7=E3o=20 integral (73), o empenho na busca de uma sociedade mais = solid=E1ria e=20 fraterna e o compromisso na luta pela justi=E7a e pela = constru=E7=E3o da paz.=20

Nem se pense que esta dimens=E3o = da=20 catequese =E9 absolutamente nova. J=E1 desde a =E9poca = patr=EDstica, Santo=20 Ambr=F3sio e S=E3o Jo=E3o Cris=F3stomo, por exemplo, para n=E3o = citar outros, tinham=20 posto em evid=EAncia as consequ=EAncias sociais das exig=EAncias = evang=E9licas. E,=20 em tempos mais pr=F3ximos, o Catecismo de S=E3o Pio X citava = explicitamente=20 entre os pecados que bradam aos c=E9us, a reclamar castigo divino, = a=20 opress=E3o dos pobres e o n=E3o pagar o sal=E1rio justo aos = trabalhadores (74).=20 Sobretudo depois da Enc=EDclica Rerum=20 Novarum, a preocupa=E7=E3o social esteve sempre = activamente presente=20 no ensino catequ=E9tico dos Papas e dos Bispos. Numerosos Padres = do S=EDnodo=20 solicitaram, com leg=EDtima insist=EAncia, que o rico patrim=F3nio = da doutrina=20 social da Igreja, tivesse lugar, de forma apropriada, na = forma=E7=E3o=20 catequ=E9tica ordin=E1ria dos fi=E9is.

Integridade do conte=FAdo=20

30. A prop=F3sito do conte=FAdo = da catequese,=20 h=E1 ainda tr=EAs pontos importantes, que em nossos dias merecem = particular=20 aten=E7=E3o.

O primeiro diz respeito =E0 = integridade do=20 pr=F3prio conte=FAdo. Para ser perfeita a obla=E7=E3o da sua f=E9 = (75), aqueles que=20 se tornam disc=EDpulos .de Cristo t=EAm direito a receber a = =ABpalavra da f=E9=BB=20 (76) plena e integral, em todo o seu rigor e em todo o seu vigor; = n=E3o=20 mutilada, falsificada ou diminu=EDda. Atrai=E7oar, seja em que = for, a=20 integridade da mensagem, =E9 esvaziar perigosamente a pr=F3pria = catequese; =E9=20 comprometer os frutos que Cristo e a comunidade eclesial t=EAm = direito a=20 esperar dela. N=E3o =E9 certamente por acaso que o mandato final = de Jesus, no=20 Evangelho de S=E3o Mateus, tem a marca de certa totalidade: = =ABTodo o poder me=20 foi dado... Ensinai todas as gentes ... ensinando-as a observar = tudo o que=20 vos mandei... Eu estou convosco todos os dias at=E9 ao fim do = mundo=BB. Por=20 isso, quando uma pessoa pressente pela f=E9 =ABa superioridade do = conhecimento=20 de Jesus Cristo=BB (77), e, talvez de modo inc=F4nscio, sente o = desejo de o=20 compreender cada vez melhor por =ABum an=FAncio e uma = instru=E7=E3o segundo a=20 verdade que existe em Jesus=BB (78), n=E3o pode haver nenhum = pretexto v=E1lido=20 para lhe recusar parte alguma desse conhecimento. Que seria duma = catequese=20 que n=E3o desse o devido lugar =E0 cria=E7=E3o do homem e ao = pecado que cometeu,=20 ao des=EDgnio de reden=E7=E3o do nosso Deus, =E0 longa e amorosa = prepara=E7=E3o e=20 realiza=E7=E3o desse mesmo des=EDgnio, =E0 Encarna=E7=E3o do Filho = de Deus, a Maria =97=20 a Imaculada, a M=E3e de Deus, sempre Virgem, elevada ao C=E9u em = corpo e alma=20 =97 e ao seu papel no mist=E9rio da salva=E7=E3o, ao mist=E9rio da = iniquidade que=20 continua a operar em nossas vidas (79) e ao poder de Deus que dele = nos=20 liberta, =E0 necessidade de penit=EAncia e ascese, aos gestos = sacramentais e=20 lit=FArgicos, =E0 realidade da presen=E7a eucar=EDstica de Cristo, = =E0 participa=E7=E3o=20 da vida divina j=E1 aqui na terra e para al=E9m da morte, etc.? = Nenhum=20 catequista aut=EAntico poderia legitimamente fazer, a seu = pr=F3prio arb=EDtrio,=20 uma selec=E7=E3o no dep=F3sito da f=E9, entre aquilo que ele = considerasse=20 importante e aquilo que julgasse sem import=E2ncia, para ensinar o = =ABimportante=BB e rejeitar o resto.

Servir-se de m=E9todos = pedag=F3gicos=20 adaptados

31. Daqui deriva, ainda, uma = segunda=20 observa=E7=E3o: =E9 poss=EDvel que a presente situa=E7=E3o da = catequese ou raz=F5es de=20 m=E9todo ou pedagogia aconselhem o predispor a comunica=E7=E3o do = rico conte=FAdo=20 da catequese duma determinada maneira em vez de outra. De resto, a = integridade n=E3o dispensa o equil=EDbrio, nem o car=E1cter = org=E2nico e=20 hierarquizado; gra=E7as a eles se poder=E1 dar =E0s verdades a = ensinar, =E0s=20 normas a transmitir e aos caminhos de vida crist=E3 a indicar, a = import=E2ncia=20 que respectivamente lhes compete. =C9 poss=EDvel tamb=E9m que = determinada=20 linguagem seja prefer=EDvel para transmitir esse conte=FAdo a = certa pessoa ou=20 grupo de pessoas. A escolha v=E1lida, ent=E3o, n=E3o deve ser = ditada por teorias=20 ou preconceitos mais ou menos subjectivos e marcados por = determinada=20 ideologia, mas inspirada pela humilde preocupa=E7=E3o de captar um = conte=FAdo=20 que deve permanecer intacto. O m=E9todo e a linguagem utilizados = devem=20 manter-se verdadeiramente como instrumentos para comunicar a = totalidade e=20 n=E3o apenas parte das =ABpalavras de vida eterna=BB (80) ou dos = =ABcaminhos da=20 vida=BB (81).

Dimens=E3o ecum=E9nica da = catequese=20

32. O grande movimento que por = inspira=E7=E3o=20 do Esp=EDrito de Jesus, de h=E1 alguns anos para c=E1, vem = impelindo a Igreja=20 Cat=F3lica a procurar com outras Igrejas ou confiss=F5es crist=E3s = a=20 recomposi=E7=E3o da perfeita unidade desejada pelo Senhor, leva-me = a dizer uma=20 palavra sobre o car=E1cter ecum=E9nico da catequese. Esse = movimento assumiu=20 todo o relevo no Conc=EDlio Vaticano II (82). A partir da=ED = revestiu-se na=20 Igreja de nova amplid=E3o, concretizada numa s=E9rie = impressionante de factos=20 e iniciativas que j=E1 todos conhecem.

A catequese n=E3o pode ficar = alheia a esta=20 dimens=E3o ecum=E9nica. Todo e qualquer fiel, cada um segundo a = sua capacidade=20 e situa=E7=E3o na Igreja, =E9 chamado a participar no movimento = para a unidade=20 (83).

A catequese ter=E1, pois, uma = dimens=E3o=20 ecum=E9nica sempre que, sem deixar de ensinar que a plenitude das = verdades=20 reveladas e dos meios de salva=E7=E3o institu=EDdos por Cristo se = mant=E9m na=20 Igreja (84), fizer tal ensino com sincero respeito em palavras e = obras,=20 para com as comunidades eclesiais que n=E3o est=E3o em perfeita = comunh=E3o com=20 esta mesma Igreja.

Neste contexto, =E9 sobremaneira = importante=20 fazer sempre uma apresenta=E7=E3o correcta e leal das outras = Igrejas e=20 comunidades eclesiais. O Esp=EDrito de Cristo n=E3o recusa = servir-se delas=20 como de meios de salva=E7=E3o; =ABentre os elementos e bens, = tomados em=20 conjunto, com que a Igreja se edifica e =E9 vivificada, alguns, e = at=E9 muitos=20 e muito importantes, podem existir fora dos limites vis=EDveis da = Igreja=20 Cat=F3lica=BB (85). Uma apresenta=E7=E3o assim, ajudar=E1 os = cat=F3licos, por um lado,=20 a aprofundarem a sua pr=F3pria f=E9 e, por outro, a melhor = conhecerem e=20 estimarem os outros irm=E3os crist=E3os. Dessa maneira se facilita = a procura=20 em comum do caminho para a plena unidade na verdade total. Isso = ajudar=E1=20 tamb=E9m os n=E3o-cat=F3licos a melhor conhecerem e apreciarem a = Igreja Cat=F3lica=20 e a compreenderem a convic=E7=E3o que ela tem de ser o =ABmeio = universal de=20 salva=E7=E3o=BB.

A catequese ter=E1 tamb=E9m = dimens=E3o=20 ecum=E9nica, se souber suscitar e alimentar um verdadeiro desejo = de unidade.=20 Mais ainda, se inspirar s=E9rios esfor=E7os =97 incluindo o de se = purificar com=20 humildade e fervor de Esp=EDrito, a fim de desimpedir mais os = caminhos =97 n=E3o=20 para um irenismo f=E1cil, baseado em omiss=F5es e concess=F5es no = plano=20 doutrinal, mas para a perfeita unidade, quando o Senhor a quiser e = pelas=20 vias que Ele quiser.

A catequese ser=E1 ecum=E9nica, = enfim, se=20 souber preparar as crian=E7as e os jovens, bem como os adultos = cat=F3licos,=20 para viverem em contacto com n=E3o-cat=F3licos, afirmando a = pr=F3pria identidade=20 cat=F3lica , com respeito pela f=E9 dos outros.

Colabora=E7=E3o = ecum=E9nica no dom=EDnio da=20 catequese

33. Nas situa=E7=F5es de = pluralismo religioso,=20 os Bispos julgar=E3o se s=E3o oportunas ou mesmo necess=E1rias = certas=20 experi=EAncias de colabora=E7=E3o no dom=EDnio da catequese entre = cat=F3licos e=20 outros crist=E3os, como complemento da catequese normal, que, de = todas as=20 maneiras, os cat=F3licos devem sempre receber. Tais = experi=EAncias, tem=20 fundamento nos elmentos comuns a todos os crist=E3os (86). Mas a = comunh=E3o de=20 f=E9 entre os cat=F3licos e os outros crist=E3os, n=E3o =E9 = completa e perfeita;=20 existem mesmo, nalguns casos, profundas diverg=EAncias. Por = consequ=EAncia.=20 esta colabora=E7=E3o ecum=E9nica =E9 por sua natureza limitada: = nunca poder=E1=20 significar uma =ABredu=E7=E3o=BB a um m=EDnimo comum. Al=E9m disso = a catequese n=E3o=20 consiste s=F3 em ensinar a doutrina, mas tamb=E9m em iniciar a = toda a vida=20 crist=E3, levando para tanto a participar plenamente nos = Sacramentos da=20 Igreja. Daqui a necessidade, naquelas partes onde exista uma = experi=EAncia=20 de colabora=E7=E3o ecum=E9nica no dom=EDnio da catequese, de velar = por que a=20 forma=E7=E3o dos cat=F3licos fique bem assegurada na Igreja = Cat=F3lica em mat=E9ria=20 de doutrina e de vida crist=E3.

Houve certo n=FAmero de Bispos = que no=20 decorrer do S=EDnodo, fizeram notar o caso =97 cada vez mais = frequente, diziam=20 eles =97 em que as autoridades civis de alguns pa=EDses ou outras=20 circunst=E2ncias imp=F5em que nas escolas haja um ensino da = religi=E3o crist=E3=20 (com manuais pr=F3prios, horas de aulas, etc.) comum a cat=F3licos = e a=20 n=E3o-cat=F3licos. N=E3o ser=E1 muito necess=E1rio, mas =E9 bom = que se diga: em tais=20 casos n=E3o se trata de verdadeira catequese, embora, tenha = import=E2ncia=20 ecum=E9nica quando apresenta com lealdade a doutrina crist=E3. No = caso de as=20 circunst=E2ncias imporem esse ensino, importa que seja assegurada = al=E9m dele,=20 com maior cuidado ainda, uma catequese especificamente=20 cat=F3lica.

Problemas dos manuais que = apresentam=20 as diversas religi=F5es

34. Torna-se necess=E1rio = acrescentar aqui=20 outra observa=E7=E3o, que se situa nesta mesma linha, embora em = perspectiva=20 diferente. Sucede que escolas do Estado p=F5em =E0 disposi=E7=E3o = dos alunos=20 livros em que s=E3o apresentadas, por motiva=E7=F5es culturais =97 = hist=F3ricas,=20 morais ou liter=E1rias =97 as diversas religi=F5es, incluindo a = religi=E3o=20 cat=F3lica. Uma apresenta=E7=E3o objectiva dos factos = hist=F3ricos, das v=E1rias=20 religi=F5es e das diversas confiss=F5es crist=E3s, poder=E1 = contribuir at=E9 para=20 melhor compreens=E3o rec=EDproca. Estar-se-=E1 ent=E3o atento a = que quanto=20 poss=EDvel, a apresenta=E7=E3o seja verdadeiramente objectiva, com = isen=E7=E3o em=20 rela=E7=E3o a sistemas ideol=F3gicos ou pol=EDticos, bem como a = preconceitos=20 pretensamente cient=EDficos, que lhe deformassem o verdadeiro = sentido. Em=20 qualquer hip=F3tese, esses manuais n=E3o poder=E3o, evidentemente, = ser=20 considerados como obras catequ=E9ticas: para isso falta-lhes o = testemunho de=20 exporem a f=E9 como um crente a exporia a outros crentes, e uma = compreens=E3o=20 dos mist=E9rios crist=E3os e da especificidade cat=F3lica a partir = do interior=20 da f=E9.

V =

TODOS PRECISAM = DE SER=20 CATEQUIZADOS

A import=E2ncia das = crian=E7as e dos=20 jovens

35. O tema designado pelo meu = Predecessor=20 Paulo VI para a IV Assembleia Geral do S=EDnodo dos Bispos era o = seguinte:=20 =ABA catequese, no mundo contempor=E2neo, com particular = refer=EAncia =E0s=20 crian=E7as e aos jovens=BB. A subida de influ=EAncia dos jovens = =E9 sem d=FAvida o=20 facto mais rico de esperan=E7as e tamb=E9m de inquietudes para boa = parte do=20 mundo de hoje. Alguns pa=EDses, especialmente os do Terceiro = Mundo, t=EAm mais=20 de metade da preocupa=E7=E3o com idade inferior aos vinte e cinco = ou trinta=20 anos. Isso equivale a dizer que h=E1 milh=F5es e milh=F5es de = crian=E7as e de=20 jovens que est=E3o a preparar-se para o seu futuro de adultos. E = nisto n=E3o=20 conta somente o factor num=E9rico: acontecimentos recentes e = notici=E1rios da=20 cr=F3nica quotidiana dizem-nos que esta multid=E3o inumer=E1vel de = jovens,=20 embora possa ser aqui e acol=E1 dominada pela incerteza e pelo = medo, ou=20 seduzida pela evas=E3o atrav=E9s da indiferen=E7a e da droga, ou = mesmo tentada=20 pelo niilismo e pela viol=EAncia =97 na sua maior parte = representa, n=E3o=20 obstante, a grande for=E7a que, por entre muitos riscos, se = prop=F5e construir=20 a civiliza=E7=E3o do futuro.

Por isso, com solicitude = pastoral, temos=20 de p=F4r-nos a pergunta: como apresentar a tantos jovens e = crian=E7as Jesus=20 Cristo, Deus feito homem? E apresentar-lh'O n=E3o simplesmente num = momento=20 de exalta=E7=E3o dum primeiro encontro fugidio, mas mediante um = conhecimento=20 cada vez mais aprofundado e luminoso da sua Pessoa, da sua = mensagem, do=20 des=EDgnio de Deus que Ele quis revelar, do chamamento que Ele = dirige a cada=20 um, do Reino que Ele quer inaugurar neste mundo com o =ABpequeno = rebanho=BB=20 (87) daqueles que acreditam n'Ele, o qual n=E3o ficar=E1 completo = sen=E3o na=20 eternidade. Sim, como se h=E1-de dar a conhecer o sentido, o = alcance, as=20 exig=EAncias fundamentais, a lei de amor, as promessas e as = esperan=E7as deste=20 Reino?

Muitas observa=E7=F5es haveria a = fazer aqui,=20 quanto =E0s caracter=EDsticas que tem de assumir a catequese nos = diversos=20 per=EDodos da vida.

Na primeira inf=E2ncia=20

36. Momento muitas vezes = decisivo =E9 aquele=20 em que as criancinhas recebem dos pais e do meio ambiente familiar = os=20 primeiros elementos da catequese. N=E3o ser=E3o talvez mais do que = uma simples=20 revela=E7=E3o do Pai celeste, bom e providente, para o qual as = criancinhas=20 h=E3o-de aprender logo a voltar o cora=E7=E3o. Brev=EDssimas = ora=E7=F5es, que elas=20 h=E3o-de aprender a balbuciar, constituir=E3o o in=EDcio de um = di=E1logo amoroso=20 com esse Deus escondido cuja Palavra v=E3o come=E7ar em breve a = ouvir. Nunca =E9=20 demais insistir com os pais crist=E3os para que fa=E7am essa = inicia=E7=E3o precoce=20 das crian=E7as. =C9 por ela que as sua faculdades h=E3o-de ser = integradas numa=20 revela=E7=E3o vital com Deus. Tarefa fundamental, exige grande = amor e profundo=20 respeito para com as crian=E7as, as quais, t=EAm direito a uma = apresenta=E7=E3o=20 simples e verdadeira da f=E9 crist=E3.

Crian=E7as =

37. Em seguida, passado pouco = tempo, na=20 escola e na igreja, na par=F3quia ou no =E2mbito da assist=EAncia = religiosa do=20 col=E9gio cat=F3lico ou das escolas do Estado, simultaneamente com = a abertura=20 a um c=EDrculo social mais vasto, chega o momento de uma catequese = destinada=20 a introduzir as crian=E7as de modo org=E2nico na vida da Igreja, e = a=20 prepar=E1-las para a celebra=E7=E3o dos Sacramentos. Catequese = did=E1ctica, sem=20 d=FAvida, mas visando um testemunho de f=E9 que h=E1-de ser dado; = catequese=20 inicial, sim, mas n=E3o fragment=E1ria, pois dever=E1 apresentar, = embora de=20 maneira elementar, todos os mist=E9rios principais da f=E9 e sua = incid=EAncia na=20 vida moral e religiosa das crian=E7as; catequese, enfim, que = h=E1-de dar=20 sentido aos Sacramentos, mas ao mesmo tempo receber desses = Sacramentos=20 vividos uma dimens=E3o vital, que a impe=E7a de permanecer = simplesmente=20 doutrinal e comunique =E0s crian=E7as a alegria de serem = testemunhas de Cristo=20 no meio em que vivem.

Adolescentes =

38. Depois chega a fase da = puberdade e da=20 adolesc=EAncia, com o que esta idade representa de grande e de = arriscado. =C9=20 o tempo da descoberta de si mesmo e do pr=F3prio mundo interior; o = tempo dos=20 planos generosos; o tempo do desabrochar do sentimento do amor, = com os=20 impulsos biol=F3gicos da sexualidade; o tempo do desejo de estar = junto com=20 os outros; o tempo de uma alegria particularmente intensa, ligada = =E0=20 inebriante descoberta da vida. Muitas vezes, por=E9m, =E9 = simultaneamente a=20 idade das interroga=E7=F5es mais profundas; das indaga=E7=F5es = angustiadas ou=20 mesmo frustrantes; de certa desconfian=E7a em rela=E7=E3o aos = outros,=20 acompanhada do debru=E7ar-se sobre si mesmo fechando-se; =E9 a = idade, por=20 vezes, dos primeiros fracassos e das primeiras amarguras. Ora a = catequese=20 n=E3o pode ignorar tais aspectos facilmente vari=E1veis deste = delicado per=EDodo=20 da vida. Uma catequese capaz de levar o adolescente a uma = revis=E3o da sua=20 pr=F3pria vida e ao di=E1logo, uma catequese que n=E3o ignore os = seus grandes=20 problemas =97 o dom de si, a cren=E7a, o amor e sua media=E7=E3o = que =E9 a=20 sexualidade =97 poder=E1 ser decisiva. A apresenta=E7=E3o de Jesus = Cristo como=20 amigo, como guia, como modelo ideal capaz de provocar = admira=E7=E3o e arrastar=20 =E0 imita=E7=E3o; depois, a apresenta=E7=E3o da sua mensagem de = molde a poder dar=20 resposta aos problemas fundamentais; finalmente, a = apresenta=E7=E3o do=20 des=EDgnio de amor de Cristo Salvador, como encarna=E7=E3o do = =FAnico amor=20 verdadeiro com possibilidade de unir entre si os homens: tudo isto = poder=E1=20 proporcionar a base para uma aut=EAntica educa=E7=E3o na f=E9. Mas = h=E3o-de ser=20 sobretudo os mist=E9rios da Paix=E3o e Morte de Jesus, aos quais = S=E3o Paulo=20 atribui o m=E9rito da sua gloriosa Ressurrei=E7=E3o, que mais = poder=E3o dizer =E0=20 consci=EAncia e ao cora=E7=E3o dos adolescentes e projectar luz = sobre os seus=20 primeiros sofrimentos e sobre os do mundo que eles est=E3o a = descobrir.=20

Jovens

39. Com a idade da juventude = chega o=20 momento das primeiras grandes decis=F5es. Apoiados, porventura = pelos membros=20 da fam=EDlia e por amigos, contudo entregues a si mesmos e =E0 sua = consci=EAncia=20 moral, s=E3o os jovens que passam a ter de assumir por si = pr=F3prios a=20 responsabilidade do seu destino, de modo cada vez mais frequente e = determinante. O bem e o mal, a gra=E7a e o pecado, a vida e a = morte=20 afrontar-se-=E3o no mais =EDntimo deles mesmos. Como categorias = morais,=20 certamente, mas sobretudo como op=E7=F5es fundamentais que eles = t=EAm de assumir=20 ou rejeitar, com lucidez, conscientes da pr=F3pria = responsabilidade. =C9=20 evidente que nesta fase uma catequese que denuncie o ego=EDsmo = apelando para=20 a generosidade, que apresente, sem simplismos nem esquematismos = ilus=F3rios,=20 o sentido crist=E3o do trabalho, do bem comum, da justi=E7a e da = caridade, uma=20 catequese da paz entre as na=E7=F5es e da promo=E7=E3o da = dignidade humana, do=20 desenvolvimento e da liberta=E7=E3o, tais como estas coisas s=E3o = apresentadas=20 nos documentos recentes da Igreja (88), ter=E1 de completar de = maneira feliz=20 no esp=EDrito dos jovens uma boa catequese das realidades = propriamente=20 religiosas, a qual nunca deve ser descurada. A catequese assume = ent=E3o uma=20 import=E2ncia consider=E1vel. =C9 o momento em que o Evangelho = poder=E1 ser=20 apresentado, compreendido e acolhido como algo capaz de dar = sentido =E0=20 vida, e por isso de inspirar atitudes de outra forma = inexplic=E1veis, como=20 por exemplo: a ren=FAncia, o desapego, a mansid=E3o, a justi=E7a, = a fidelidade=20 aos compromissos, a reconcilia=E7=E3o, o sentido do Absoluto e do = invis=EDvel,=20 etc., outros tantos tra=E7os que h=E3o-de permitir identificar = determinado=20 jovem entre os seus companheiros como disc=EDpulo de Cristo. =

A catequese h=E1-de preparar = deste modo os=20 grandes compromissos crist=E3os da vida adulta. No que diz = respeito, por=20 exemplo, =E0s voca=E7=F5es para a vida sacerdotal e religiosa, = h=E1 a certeza de=20 que muitas delas nasceram no decurso de uma catequese bem feita = durante a=20 inf=E2ncia e durante a adolesc=EAncia.

Desde a primeira inf=E2ncia = at=E9 ao limiar da=20 maturidade, a catequese torna-se pois uma escola permanente de = f=E9 e segue=20 as grandes linhas da vida, =E0 maneira de um farol que ilumina o = caminho da=20 crian=E7a, do adolescente e do jovem.

Adapta=E7=E3o da catequese = aos jovens=20

40. =C9 algo reconfortante = verificar que n=E3o=20 s=F3 durante a IV Assembleia Geral do S=EDnodo, mas tamb=E9m = durante os anos que=20 se lhe seguiram, toda a Igreja compartilhou em ampla escala esta=20 preocupa=E7=E3o: como dar catequese =E0s crian=E7as e aos jovens? = Queira Deus que=20 a aten=E7=E3o assim despertada na consci=EAncia da Igreja = permane=E7a por muito=20 tempo! O S=EDnodo foi muito ben=E9fico para toda a Igreja. = Esfor=E7ou-se por=20 retratar com a maior exactid=E3o poss=EDvel a face complexa da = juventude dos=20 nossos dias; mostrou que esta juventude se serve de uma linguagem, = para a=20 qual importa saber traduzir, com paci=EAncia e sabedoria, a = mensagem de=20 Jesus, sem a trair; demonstrou que, malgrado as apar=EAncias, esta = juventude=20 =E9 portadora, quando mais n=E3o fosse pelo vazio que sente, de = algo mais do=20 que uma disponibilidade e uma abertura: ela =E9 portadora de um = verdadeiro=20 desejo de conhecer aquele =ABJesus, que - se chama Cristo=BB (89); = por fim p=F4s=20 em evid=EAncia que a obra da catequese, se se quiser realizar com = rigor e=20 seriedade, se apresenta hoje mais =E1rdua e fatigante do que = nunca, por=20 causa dos obst=E1culos e dificuldades de todo o g=E9nero com que = depara; mas=20 que a catequese =E9 tamb=E9m mais consoladora do que nunca, em = raz=E3o da=20 profundidade e correspond=EAncia que vai encontrando por parte das = crian=E7as=20 e dos jovens. Est=E1 a=ED um tesouro, com o qual a Igreja pode e = deve contar=20 nos anos que h=E3o-de vir.

H=E1, no entanto, algumas = categorias de=20 jovens destinat=E1rios da catequese que, em virtude da sua = particular=20 situa=E7=E3o, exigem aten=E7=E3o especial.

Deficientes =

41. Trata-se, antes de mais, das = crian=E7as=20 e dos jovens deficientes f=EDsicos ou mentais. T=EAm direito, como = quaisquer=20 outros da sua idade, a conhecer o =ABmist=E9rio da f=E9=BB. As = dificuldades que=20 eles encontram, por serem maiores, tornam tamb=E9m mais = merit=F3rios os seus=20 esfor=E7os e os dos seus educadores. =C9 motivo de regozijo = verificar que=20 organismos cat=F3licos, que se dedicam especialmente aos, jovens=20 deficientes, quiseram trazer ao S=EDnodo a contribui=E7=E3o da sua = experi=EAncia=20 neste campo e ao S=EDnodo vieram buscar um desejo renovado para = melhor=20 enfrentarem este importante problema. Tais organismos merecem ser=20 vivamente encorajados nesta sua preocupa=E7=E3o de procura. =

Jovens religiosamente sem=20 apoio

42. O meu pensamento dirige-se = em seguida=20 para as crian=E7as e para os jovens, cada vez mais numerosos que, = embora=20 nascidos e educados num lar n=E3o crist=E3o ou pelo menos n=E3o = praticante,=20 est=E3o desejosos de conhecer a f=E9 crist=E3. H=E1 que fazer todo = o poss=EDvel por=20 lhes proporcionar uma catequese adaptada, a fim de poderem crescer = na f=E9 e=20 viv=EA-la progressivamente, malgrado a falta de apoio, ou talvez = mesmo a=20 oposi=E7=E3o encontrada no seu meio ambiente.

Adultos =

43. E prosseguindo a s=E9rie dos = destinat=E1rios da catequese, n=E3o posso deixar de real=E7ar aqui = um dos=20 cuidados dos Padres do S=EDnodo, requerido com vigor e urg=EAncia = pelas=20 experi=EAncias que se est=E3o a fazer no mundo inteiro: trata-se = do problema=20 crucial da catequese dos adultos. =C9 a principal forma de = catequese, porque=20 se dirige a pessoas que t=EAm as maiores responsabilidades e = capacidade para=20 viverem a mensagem crist=E3 na sua forma plenamente desenvolvida = (90).=20

Efectivamente, a comunidade = crist=E3, nunca=20 poder=E1 p=F4r em pr=E1tica uma catequese permanente sem a = participa=E7=E3o directa=20 e experimentada dos adultos, quer sejam eles os destinat=E1rios = quer os=20 promotores da actividade catequ=E9tica. O mundo em que os jovens = s=E3o=20 chamados a viver e testemunhar a f=E9, que a catequese intenta = aprofundar e=20 consolidar neles, =E9 um mundo governado pelos adultos; a f=E9 = destes,=20 portanto, tem de ser continuamente esclarecida, estimulada e = renovada, a=20 fim de impregnar as realidades temporais desse mundo por que eles = s=E3o os=20 respons=E1veis.

Assim, para ser eficaz, a = catequese tem de=20 .ser permanente; seria em v=E3o, quase pela certa, se parasse no = come=E7o da=20 maturidade, uma vez que ela se demonstra n=E3o menos necess=E1ria = para=20 adultos, embora sob outra .forma, obviamente.

Quase = catec=FAmenos

 44. Dentre todos os = adultos que t=EAm=20 necessidade de catequese, um sol=EDcito pensamento pastoral e = mission=E1rio me=20 vai agora para aqueles que, nascidos e educados em regi=F5es ainda = n=E3o=20 cristianizadas, nunca puderam aprofundar a doutrina crist=E3, que = as=20 circunst=E2ncias da vida alguma vez lhes permitiram encontrar; vai = tamb=E9m=20 para aqueles que na sua inf=E2ncia receberam uma catequese = correspondente a=20 tal idade, mas que em seguida se afastaram de toda a pr=E1tica = religiosa e=20 se acham na idade madura com conhecimentos religiosos = prevalentemente=20 infantis; vai depois para aqueles que se ressentem de uma = catequese=20 precoce, mal orientada e mal assimilada; e vai por fim para = aqueles que,=20 embora nascidos em pa=EDses crist=E3os, que o mesmo =E9 dizer num = ambiente=20 sociologicamente crist=E3o, nunca foram educados na sua f=E9 e = s=E3o, chegados =E0=20 idade adulta, verdadeiros catec=FAmenos.

Catequeses diversificadas = e=20 complementares

45. Os adultos, em qualquer = idade que se=20 encontrem e as pr=F3prias pessoas idosas =97 que dada a sua = experi=EAncia e os=20 seus problemas, merecem aten=E7=E3o particular =97 s=E3o t=E3o = destinat=E1rios da=20 catequese, como as crian=E7as, os adolescentes e os jovens. E = haveria que=20 falar ainda dos migrantes, das pessoas =ABmarginalizadas=BB pela = evolu=E7=E3o=20 moderna e daquelas que vivem nos bairros de grandes metr=F3poles, = muitas=20 vezes desprovidos de igreja, de locais e de estruturas = apropriadas... Em=20 rela=E7=E3o a todos estes, n=E3o se podem deixar de formular votos = por que se=20 multipliquem as iniciativas destinadas =E0 sua forma=E7=E3o = crist=E3, com meios=20 apropriados (sistemas audio-visuais, publica=E7=F5es, encontros, = confer=EAncias,=20 etc.), de tal maneira que os adultos possam ou suprir uma = catequese que=20 ficou insuficiente ou deficiente, ou completar harmoniosamente, a = n=EDvel=20 superior, aquela que receberam na inf=E2ncia, ou mesmo = enriquecer-se neste=20 aspecto, de molde a poderem ajudar mais seriamente os outros. =

=C9 importante tamb=E9m que a = catequese das=20 crian=E7as e dos jovens, a catequese permanente e a catequese dos = adultos=20 n=E3o sejam dom=EDnios estanques e sem comunica=E7=E3o. E importa = mais ainda que=20 entre elas n=E3o haja ruptura. Muito pelo contr=E1rio, =E9 = -necess=E1rio favorecer=20 a sua perfeita complementaridade: os adultos t=EAm muito que dar = aos jovens=20 e =E0s crian=E7as em mat=E9ria de catequese, mas tamb=E9m eles = podem receber muito=20 pela catequese, em ordem ao incremento da sua. pr=F3pria vida = crist=E3.=20

Tem que se repetir, uma vez = mais: ningu=E9m=20 na Igreja de Jesus Cristo deveria sentir-se dispensado de receber=20 catequese. Tal imperativo abrange mesmo o caso dos jovens = seminaristas e=20 dos jovens religiosos, bem como de todos aqueles que s=E3o = chamados a=20 desempenharem o m=FAnus de pastores e de catequistas: = desempenh=E1-lo-=E3o tanto=20 melhor quanto mais souberem aprender com humildade na escola da = Igreja,=20 que =E9 n=E3o s=F3 a grande catequista mas tamb=E9m a grande=20 catequizada.

 

VI =

ALGUMAS VIAS E = MEIOS PARA=20 A CATEQUESE

Meios de comunica=E7=E3o = social=20

46. Desde o ensino oral dos = Ap=F3stolos e=20 das Cartas que circulavam entre as Igrejas, at=E9 aos meios mais = modernos, a=20 catequese nunca deixou de procurar vias e meios adaptados para se=20 desempenhar da sua miss=E3o, com a participa=E7=E3o activa das = comunidades, sob=20 o impulso dos Pastores. E, nesta linha, esse esfor=E7o tem de = continuar.=20

Espontaneamente v=EAm-me ao = pensamento as=20 grandes possibilidades que oferecem os meios de comunica=E7=E3o = social e os=20 meios de comunica=E7=E3o de grupos: televis=E3o, r=E1dio, = imprensa, discos, fitas=20 magn=E9ticas, enfim, todos os meios audio-visuais. Os esfor=E7os = que j=E1 foram=20 feitos nestes dom=EDnios s=E3o de molde a dar-nos as melhores = esperan=E7as. A=20 experi=EAncia demonstra, por exemplo, a repercuss=E3o que pode ter = um ensino=20 radiof=F3nico ou televisivo que saiba conjugar bem uma express=E3o = est=E9tica de=20 valor com uma rigorosa fidelidade ao Magist=E9rio. Mas dado que a = Igreja=20 disp=F5e nesta altura de muitas ocasi=F5es para tratar destes = problemas =97=20 inclusive os =ABDias=BB dos meios de comunica=E7=E3o social =97 = n=E3o obstante a sua=20 import=E2ncia capital, n=E3o ser=E1 necess=E1rio estar aqui a = alongar-me agora=20 sobre este ponto.

M=FAltiplos lugares, = movimentos ou=20 reuni=F5es a valorizar

47. Penso, de igual modo, em = diversos=20 movimentos de grande alcance, nos quais tem pleno cabimento uma = catequese:=20 por exemplo, as peregrina=E7=F5es diocesanas, regionais ou = nacionais, que=20 certamente lucrar=E3o se forem centradas num tema criteriosamente = escolhido,=20 a partir da vida de Jesus, de Nossa Senhora e dos Santos; depois, = as=20 miss=F5es tradicionais, abandonadas muitas vezes precocemente e = que s=E3o=20 insubstitu=EDveis para uma renova=E7=E3o peri=F3dica e vigorosa da = vida crist=E3: =E9=20 necess=E1rio retom=E1-las e rejuvenesc=EA-las; de igual modo, os = c=EDrculos=20 b=EDblicos que devem ir al=E9m da simples exegese, a fim de = fazerem viver a=20 Palavra de Deus; e por fim, as reuni=F5es das comunidades = eclesiais de base,=20 na medida em que estas corresponderem aos crit=E9rios expostos na = Exorta=E7=E3o=20 Apost=F3lica Evangelii=20 Nuntiandi (91). Podem-se mencionar ainda os agrupamentos = de=20 jovens, que nalgumas partes, sob diversas denomina=E7=F5es e com = diferentes=20 fisionomias =97 mas com id=EAntica finalidade, qual =E9 a de = fazerem com que se=20 conhe=E7a Jesus Cristo e se viva o Evangelho =97 se multiplicam e = florescem=20 como numa primavera muito alentadora para a Igreja: grupos de = ac=E7=E3o=20 cat=F3lica, grupos caritativos, grupos de ora=E7=E3o, grupos de = reflex=E3o crist=E3,=20 etc. Tais grupos suscitam grandes esperan=E7as para a Igreja de = amanh=E3. No=20 entanto, em nome de Jesus Cristo, pe=E7o ardentemente aos jovens = que os=20 comp=F5em, aos respons=E1veis por eles e aos sacerdotes que lhes = consagram o=20 melhor do seu minist=E9rio: nunca permitais, custe o que custar, = que a estes=20 grupos =97 ocasi=F5es privilegiadas de encontro, ricos de tantos = valores de=20 amizade e de solidariedade entre os jovens, de alegria, de = entusiasmo e de=20 reflex=E3o sobre os acontecimentos e as coisas =97 falte um = estudo-s=E9rio da=20 doutrina crist=E3. Sem isto, corriam o risco =97 e tal perigo, = infelizmente,=20 tem-se verificado muitas vezes =97 de decepcionar os que a eles = aderem e de=20 decepcionar a pr=F3pria Igreja.

O esfor=E7o catequ=E9tico que = =E9 poss=EDvel=20 nestas diversas situa=E7=F5es, e ainda em muitas outras, tem tanto = maiores=20 possibilidades de ser bem acolhido e de dar os seus frutos, quanto = mais=20 respeitar a sua natureza pr=F3pria. Ao inserir-se em tais = situa=E7=F5es de=20 maneira apropriada, tal esfor=E7o h=E1-de procurar p=F4r em = ac=E7=E3o aquela=20 diversidade e complementaridade de achegas que lhe permitam = desenvolver=20 toda a riqueza do seu conceito, com a tr=EDplice dimens=E3o de = palavra, de=20 mem=F3ria e de testemunho =97 de doutrina, de celebra=E7=E3o e de = compromisso na=20 vida =97 que a Mensagem do S=EDnodo ao Povo de Deus p=F4s em = evid=EAncia (92).=20

A homilia =

48. Esta observa=E7=E3o torna-se = mais v=E1lida=20 ainda quando a catequese =E9 feita dentro do enquadramento = lit=FArgico, e=20 especialmente na assembleia eucar=EDstica: respeitando a = especificidade e o=20 ritmo pr=F3prio de tal enquadramento, a homilia retoma o = itiner=E1rio da f=E9=20 proposto na catequese e leva-o ao seu complemento natural; ao = mesmo tempo,=20 impulsiona os disc=EDpulos do Senhor a retomarem cada dia o seu = itiner=E1rio=20 espiritual na verdade, na adora=E7=E3o e na ac=E7=E3o de gra=E7as. = Neste sentido,=20 pode-se dizer que tamb=E9m a pedagogia da f=E9 tem a sua fonte e o = seu=20 complemento final na Eucaristia, ao longo do ciclo completo do ano = lit=FArgico. A prega=E7=E3o, centrada nos textos b=EDblicos, = dever=E1 ent=E3o, =E0 sua=20 maneira, dar azo a que os fi=E9is se familiarizem com o conjunto = dos=20 mist=E9rios da f=E9 e das normas da vida crist=E3. H=E1-de ser = dispensada uma=20 grande aten=E7=E3o =E0 homilia: esta n=E3o deve ser muito longa = nem demasiado=20 breve, sempre cuidadosamente preparada, substanciosa e adaptada, e = reservada aos ministros ordenados. Dever=E1 ser feita em todas as=20 celebra=E7=F5es dominicais e festivas da Eucaristia, e tamb=E9m na = celebra=E7=E3o=20 dos Baptismos, das liturgias penitenciais, dos Matrim=F3nios e dos = funerais.=20 =C9 um dos grandes benef=EDcios da renova=E7=E3o lit=FArgica. =

Livros = catequ=E9ticos=20

49. Neste conjunto de vias e de = meios =97=20 toda a actividade da Igreja, ali=E1s, tem dimens=E3o catequ=E9tica = =97 as obras=20 catequ=E9ticas, longe de perderem a sua import=E2ncia essencial, = adquirem nova=20 relev=E2ncia. Um dos aspectos mais salientes da renova=E7=E3o da = catequese nos=20 nossos dias consiste na remodela=E7=E3o e na multiplica=E7=E3o de = livros=20 catequ=E9ticos, mais ou menos por toda a parte. T=EAm visto a luz = da=20 publicidade, realmente, obras numerosas. E t=EAm tido grande = =EAxito,=20 constituindo uma verdadeira riqueza ao servi=E7o do ensino da = catequese.=20 Contudo =E9 necess=E1rio reconhecer com honestidade e humildade, = que tal=20 floresc=EAncia e riqueza tamb=E9m deu azo a experi=EAncias e = publica=E7=F5es=20 equ=EDvocas, nocivas para os jovens e para a vida da Igreja. Com = muita=20 frequ=EAncia, aqui e al=E9m, com a preocupa=E7=E3o de se encontrar = a linguagem=20 mais adaptada ou de seguir modas referentes a m=E9todos = pedag=F3gicos, algumas=20 obras catequ=E9ticas desorientam os jovens e at=E9 mesmo os = adultos, quer pela=20 omiss=E3o, consciente ou inconsciente, de elementos essenciais = para a f=E9 da=20 Igreja, quer pela import=E2ncia excessiva dada a certos temas com = preju=EDzo=20 de outros, quer sobretudo por uma perspectiva de conjunto = demasiado=20 horizontalista, n=E3o conforme ao ensino do Magist=E9rio da = Igreja.=20

N=E3o basta, pois, que se = multipliquem os=20 livros de catequese. Para que estes correspondam =E0 sua = finalidade s=E3o=20 indispens=E1veis condi=E7=F5es, como por exemplo:

=97 que sejam adaptados =E0 vida = concreta da=20 gera=E7=E3o a que s=E3o destinados, tendo bem presentes as suas = inquietudes e=20 interroga=E7=F5es, bem como as suas lutas e esperan=E7as ; =

=97 que se esforcem por = encontrar a=20 linguagem compreens=EDvel a essa mesma gera=E7=E3o;

=97 que se esmerem em ser a = express=E3o de=20 toda a mensagem de Cristo e da sua Igreja, sem nada descurar ou = deformar,=20 procurando exp=F4-la inteiramente e segundo um centro de = refer=EAncia e uma=20 estrutura que fa=E7am ressaltar o essencial;

=97 que intentem verdadeiramente = provocar=20 maior conhecimento dos mist=E9rios de Cristo naqueles que deles se = servirem,=20 em vista de uma aut=EAntica convers=E3o e de uma vida mais = conforme =E0 vontade=20 de Deus.

Catecismos

50. Todos aqueles que assumem a = pesada=20 tarefa de preparar tais instrumentos para a catequese, sobretudo = os textos=20 de catecismos, n=E3o o podem fazer sem a aprova=E7=E3o dos = Pastores que tenham=20 autoridade para a dar e sem se inspirarem, o mais de perto = poss=EDvel, no=20 Direct=F3rio Geral da Catequese, que continua a ser a norma a que = referir-se=20 (93).

A tal prop=F3sito, n=E3o posso = deixar de=20 dirigir vivo encorajamento =E0s Confer=EAncias Episcopais do mundo = inteiro:=20 que elas tomem a iniciativa, com paci=EAncia mas com firme = resolu=E7=E3o, desse=20 grande trabalho a ser realizado de acordo com a S=E9 = Ap=F3st=F3lica, qual =E9 o de=20 preparar verdadeiros catecismos, fi=E9is aos conte=FAdos = essenciais da=20 Revela=E7=E3o e actualizados pelo que se refere ao m=E9todo, em = condi=E7=F5es de=20 educar para uma f=E9 vigorosa as gera=E7=F5es crist=E3s dos tempos = novos.=20

Esta breve men=E7=E3o de meios e = vias para a=20 catequese contempor=E2nea n=E3o =E9 exaustiva em rela=E7=E3o =E0 = riqueza de=20 proposi=E7=F5es elaboradas pelos Padres do S=EDnodo. =C9 motivo de = conforto pensar=20 que em cada na=E7=E3o se est=E1 a realizar actualmente preciosa = colabora=E7=E3o em=20 ordem a uma renova=E7=E3o mais org=E2nica e segura destes aspectos = da catequese.=20 Como se poderia duvidar das possibilidades que a Igreja tem de = encontrar=20 pessoas avisadas e competentes e meios adaptados para = corresponder, com=20 gra=E7a de Deus, =E0s complexas exig=EAncias da comunica=E7=E3o = com os homens do=20 nosso tempo? 

VII =

COMO DAR A = CATEQUESE=20

Diversidade dos = m=E9todos=20

51. A idade e o desenvolvimento=20 intelectual dos crist=E3os, bem como o seu grau de maturidade = eclesial e=20 espiritual e muitas outras circunst=E2ncias pessoais exigem que a = catequese=20 adopte m=E9todos muito diversos, para poder alcan=E7ar a sua = finalidade=20 espec=EDfica: a educa=E7=E3o para a f=E9. Tal variedade =E9 = tamb=E9m exigida, num=20 plano mais geral, pelo meio s=F3cio-cultural em que a Igreja = desenvolve a=20 sua actividade catequ=E9tica. A variedade de m=E9todos =E9 um = sinal de vida e=20 uma riqueza. Foi assim que a consideraram os Padres da IV = Assembleia Geral=20 do S=EDnodo, ao chamarem a aten=E7=E3o para as condi=E7=F5es = indispens=E1veis a que=20 tal variedade seja =FAtil e n=E3o prejudicial =E0 unidade do = ensino da =FAnica f=E9.=20

Ao servi=E7o da = Revela=E7=E3o e da=20 convers=E3o

52. O primeiro problema da ordem = geral que=20 se apresenta refere-se ao risco e =E0 tenta=E7=E3o de misturar = indevidamente com=20 o ensino catequ=E9tico perspectivas ideol=F3gicas, claras ou = disfar=E7adas,=20 sobretudo de natureza pol=EDtico-social, ou ent=E3o op=E7=F5es = pol=EDticas pessoais.=20 Quando tais perspectivas prevalecem sobre a mensagem central a ser = transmitida, at=E9 ao ponto de a obscurecerem e fazerem com que se = torne=20 secund=E1ria, ou mesmo de a utilizarem at=E9 para os seus = pr=F3prios fins, a=20 catequese passa a ficar profundamente desnaturada at=E9 =E0s = ra=EDzes. O S=EDnodo=20 insistiu, e muito a prop=F3sito, na necessidade de a catequese se = manter=20 acima de tend=EAncias unilaterais divergentes =97 de evitar = =ABdicotomias=BB =97=20 mesmo no campo das interpreta=E7=F5es teol=F3gicas que s=E3o dadas = a quest=F5es=20 semelhantes. H=E1-de ser pela Revela=E7=E3o que a catequese se = procurar=E1 reger;=20 e a Revela=E7=E3o tal como a transmite o Magist=E9rio universal da = Igreja, na=20 sua forma solene ou ordin=E1ria. Esta Revela=E7=E3o =E9 a de um = Deus Criador e=20 Redentor, cujo Filho, ao vir ao meio dos homens revestido de carne = humana,=20 n=E3o s=F3 entra na hist=F3ria pessoal de cada homem, como na = pr=F3pria hist=F3ria=20 humana, da qual Ele se toma o centro. Tal Revela=E7=E3o, por = conseguinte, =E9=20 revela=E7=E3o da mudan=E7a radical do homem e do universo, de tudo = aquilo que=20 constitui o tecido da exist=EAncia humana, sob a influ=EAncia da = Boa Nova de=20 Jesus Cristo. Uma catequese concebida assim, ultrapassa todo o = moralismo=20 formalista, se bem que inclua uma verdadeira moral crist=E3; = ultrapassa=20 principalmente todo o =ABmessianismo=BB temporal, social ou = pol=EDtico. Tal=20 catequese procura atingir o que h=E1 de mais profundo no homem. =

Encarna=E7=E3o da mensagem = nas culturas=20

53. Passo agora a tocar outro = problema.=20 Como tive ocasi=E3o de dizer recentemente aos membros da = Comiss=E3o B=EDblica,=20 =ABO termo 'acultura=E7=E3o', ou 'incultura=E7=E3o', apesar de ser = um neologismo,=20 exprime muito bem uma das componentes do grande mist=E9rio da = Encarna=E7=E3o=BB=20 (94). Podemos dizer da catequese, como da evangeliza=E7=E3o em = geral, que ela=20 =E9 chamada a levar a for=E7a do Evangelho ao cora=E7=E3o da = cultura e das=20 culturas. Para isso, a catequese tem de procurar conhecer essas = culturas e=20 suas componentes essenciais; apreender as suas express=F5es mais=20 significativas; saber tamb=E9m respeitar os seus valores e = riquezas=20 pr=F3prias. =C9 deste modo que poder=E1 propor a essas culturas o = conhecimento=20 do mist=E9rio escondido (95) e ajud=E1-las a fazer surgir da sua = pr=F3pria=20 tradi=E7=E3o viva express=F5es originais de vida, de = celebra=E7=E3o e de pensamento=20 crist=E3os. H=E1 que recordar-se entretanto de duas = coisas:

 =97 por um lado, a = Mensagem evang=E9lica=20 n=E3o =E9 isol=E1vel pura e simplesmente da cultura em que = primeiramente se=20 inseriu (o mundo b=EDblico e mais concretamente o meio cultural = onde viveu=20 Jesus de Nazar=E9); nem mesmo, sem perdas graves, das culturas em = que j=E1 se=20 exprimiu ao longo de s=E9culos; n=E3o surge de maneira = espont=E2nea de nenhum=20 substracto cultural; al=E9m disso transmite-se sempre atrav=E9s de = um di=E1logo=20 apost=F3lico que inevitavelmente est=E1 inserido num certo = di=E1logo de=20 culturas;

 =97 por outro lado, a = for=E7a do=20 Evangelho por toda a parte =E9 transformadora e regeneradora. = Quando penetra=20 numa determinada cultura, quem se maravilhar=E1 de que a=ED = aperfei=E7oe muitos=20 elementos? Deixaria de haver catequese se fosse o Evangelho a ter = que=20 alterar-se no contacto com as culturas.

Se sucedesse esquecerem-se estas = coisas,=20 chegar-se-ia simplesmente =E0quilo que S=E3o Paulo chama, com = express=E3o muito=20 forte, =ABdesvirtuar a Cruz de Cristo=BB (96).

Bem diferente =E9 a dilig=EAncia = que, com=20 prud=EAncia e discernimento, parte de elementos =97 religiosos ou = de outro=20 g=E9nero =97 que fazem parte do patrim=F3nio cultural de um grupo = humano, com o=20 intento de ajudar as pessoas a compreenderem melhor a integridade = do=20 mist=E9rio crist=E3o. Os catequetas aut=EAnticos sabem bem que a = catequese se=20 tem de =ABencarnar=BB nas diferentes culturas e nos diversos = meios: basta=20 pensar em tanta diversidade de povos, na novidade dos jovens do = nosso=20 tempo e nas circunst=E2ncias t=E3o variadas em que se encontram os = homens de=20 hoje; apesar de tudo, nenhum desses catequetas aceita que a = catequese se=20 empobre=E7a, por abdica=E7=E3o ou atenua=E7=E3o da luz da sua = mensagem e por=20 adapta=E7=F5es, mesmo de linguagem, que porventura comprometessem = o =ABbom=20 dep=F3sito=BB da f=E9 (97), ou ainda por concess=F5es em mat=E9ria = de f=E9 ou moral;=20 todos est=E3o persuadidos de que a verdadeira catequese h=E1-de = acabar por=20 enriquecer essas culturas, ajudando-as a superar os aspectos = deficientes=20 ou mesmo inumanos que nelas existam, comunicando aos seus = l=EDdimos valores=20 a plenitude de Cristo (98).

Contribui=E7=E3o das = devo=E7=F5es=20 populares

54. Outro problema de m=E9todo = diz respeito=20 =E0 valoriza=E7=E3o dos elementos v=E1lidos da piedade popular, = pelo ensino=20 catequ=E9tico. Penso, a este prop=F3sito, naquelas devo=E7=F5es = que s=E3o praticadas=20 pelo povo fiel nalgumas regi=F5es com um fervor e uma pureza de = inten=E7=E3o=20 comovedores embora a f=E9 que est=E1 na sua base deva ser = purificada, ou mesmo=20 rectificada, sob muitos aspectos. Penso igualmente em certas = ora=E7=F5es=20 f=E1ceis de compreender, que tantas pessoas simples gostam de = repetir. E=20 penso ainda em certos actos de piedade, praticados com desejo = sincero de=20 fazer penit=EAncia e de agradar ao Senhor. Subjacentes =E0 maior = parte dessas=20 ora=E7=F5es e atitudes, ao lado de elementos que s=E3o de p=F4r de = parte, outros=20 h=E1 tamb=E9m que, se bem utilizados, poderiam perfeitamente = servir para fazer=20 progredir e aperfei=E7oar o conhecimento do mist=E9rio de Cristo = ou da sua=20 mensagem: o amor e a miseric=F3rdia de Deus, a Encarna=E7=E3o de = Cristo, a sua=20 Cruz redentora e a sua Ressurrei=E7=E3o, a ac=E7=E3o do Esp=EDrito = Santo em cada um=20 dos crist=E3os e na Igreja, o mist=E9rio de al=E9m-t=FAmulo, as = virtudes=20 evang=E9licas a praticar, a presen=E7a do crist=E3o no mundo, etc. = Sendo assim,=20 porque haver=EDamos de estar a aproveitar elementos n=E3o = crist=E3os =97 ou at=E9=20 anti-crist=E3os =97 deixando de apoiar elementos que, muito embora = precisem de=20 ser revistos e corrigidos, t=EAm j=E1 alguma coisa de crist=E3o na = sua=20 raiz?

Memoriza=E7=E3o =

55. O =FAltimo dos problemas = metodol=F3gicos=20 que conv=E9m ao menos p=F4r em destaque =97 pois foi por mais de = uma vez=20 debatido no S=EDnodo =97 =E9 o problema da memoriza=E7=E3o. Os = in=EDcios da catequese=20 crist=E3, coincidiram com uma civiliza=E7=E3o prevalentemente = oral; por isso=20 recorreram em larga escala =E0 memoriza=E7=E3o. E assim a = catequese,=20 imediatamente conheceu uma longa tradi=E7=E3o de aprendizagem dos = princ=EDpios e=20 das verdades usando prevalentemente a mem=F3ria. Bem sabemos todos = que tal=20 m=E9todo pode apresentar inconvenientes: n=E3o =E9 o menor de = todos, o facto de=20 se prestar a uma assimila=E7=E3o insuficiente, por vezes quase = nula, reduzindo=20 todo o saber a f=F3rmulas que se repetem sem nunca se terem = aprofundado.=20 Estes inconvenientes, juntamente com diversas caracter=EDsticas da = nossa=20 civiliza=E7=E3o levaram aqui e al=E9m =E0 supress=E3o quase = completa =97 alguns dizem=20 mesmo, o que n=E3o =E9 para seguir, definitiva =97 da = memoriza=E7=E3o na catequese.=20 Contudo, por ocasi=E3o da IV Assembleia Geral do S=EDnodo, vozes = muito=20 autorizadas se fizeram ouvir em favor de um reequil=EDbrio = criterioso na=20 catequese entre reflex=E3o e espontaneidade, di=E1logo e = sil=EAncio, trabalhos=20 escritos e de mem=F3ria. De resto, h=E1 algumas culturas que = continuam a dar=20 grande import=E2ncia =E0 memoriza=E7=E3o.

Assim, numa altura em que, no = ensino=20 profano de alguns pa=EDses, se ouvem queixas cada vez mais = numerosas, quanto=20 =E0s lament=E1veis consequ=EAncias do menosprezo desta faculdade = humana que =E9 a=20 mem=F3ria, porque haver=EDamos de ser n=F3s a n=E3o procurar = revaloriz=E1-la de=20 maneira inteligente e at=E9 original na catequese, tanto mais que = a=20 celebra=E7=E3o ou =ABmem=F3ria=BB dos grandes acontecimentos da = hist=F3ria da Salva=E7=E3o=20 exige que deles se possua um conhecimento preciso? Certa = memoriza=E7=E3o,=20 pois, das palavras de Jesus, de passagens b=EDblicas importantes, = dos dez=20 Mandamentos, de f=F3rmulas de profiss=E3o de f=E9, de textos = lit=FArgicos e=20 ora=E7=F5es essenciais e de no=E7=F5es-chave da doutrina..., longe = de ser contra a=20 dignidade dos jovens crist=E3os, ou de constituir para eles = obst=E1culo ao=20 di=E1logo pessoal com o Senhor, =E9 uma verdadeira necessidade, = como=20 recordaram com vigor os Padres sinodais. E preciso ser-se = realista. As=20 flores da f=E9 e da piedade crist=E3, se assim se pode dizer, = n=E3o crescem nos=20 espa=E7os ermos de uma catequese sem mem=F3ria. O essencial =E9 = que os textos=20 memorizados sejam tamb=E9m interiorizados, compreendidos pouco a = pouco na=20 sua profundidade, a fim de se tornarem fonte de vida crist=E3 = pessoal e=20 comunit=E1ria.

A pluralidade de m=E9todos na = catequese=20 contempor=E2nea pode ser sinal de vitalidade e de talento = inventivo. Em=20 qualquer hip=F3tese, importa que o m=E9todo escolhido se atenha = acima de tudo=20 a uma lei fundamental para toda a vida da Igreja: a lei da = fidelidade a=20 Deus e da fidelidade ao homem, numa =FAnica atitude de = amor.

VIII =

A ALEGRIA DA = F=C9 NUM MUNDO=20 DIF=CDCIL

Afirmar a identidade = crist=E3=20

56. Vivemos num mundo dif=EDcil = em que a=20 ang=FAstia de ver as melhores cria=E7=F5es do homem a = escaparem-se-lhe e a=20 voltarem-se contra ele (99) cria um clima de incerteza. =C9 neste = mundo=20 assim que a catequese tem de ajudar os crist=E3os a serem, pela = sua alegria=20 e servi=E7o a todos, =ABluz=BB e =ABsal=BB (100). Isso exige que = ela os consolide na=20 sua identidade pr=F3pria e que incessantemente se reserve a si = mesma das=20 hesita=E7=F5es, incertezas e insipidez ambientes. Dentre muitas = outras=20 dificuldades, que constituem para a f=E9 outros tantos desafios, = vou anotar=20 algumas para ajudar a catequese a super=E1-las.

Num mundo indiferente=20

57. Falava-se muito, h=E1 alguns = anos, de=20 mundo secularizado e de era p=F3s-crist=E3. A moda, como sempre, = passa... Mas=20 permanece uma realidade profunda. Os crist=E3os de hoje t=EAm de = ser formados=20 para viverem num mundo que em vasta escala ignora a Deus, ou que = em=20 mat=E9ria religiosa, em vez de di=E1logo exigente e fraterno, = estimulante para=20 todos, se atola com muita frequ=EAncia num indiferentismo = nivelador, quando=20 n=E3o permanece mesmo numa atitude despiciente de =ABsuspeita=BB, = em nome dos=20 seus progressos em mat=E9ria de =ABexplica=E7=F5es=BB = cient=EDficas. Para conseguir=20 =ABaguentar=BB neste mundo assim, para oferecer a todos a = possibilidade de um=20 =ABdi=E1logo da salva=E7=E3o=BB (101) em que cada um se sinta = respeitado na sua=20 dignidade verdadeiramente fundamental, que =E9 a de um ser que = busca Deus,=20 precisamos de uma catequese que ensine jovens e adultos das nossas = comunidades a permanecerem l=FAcidos e coerentes na sua f=E9 e a = afirmarem=20 serenamente a sua identidade crist=E3 e cat=F3lica, a =ABverem o = invis=EDvel=BB=20 (102) e a aderirem de tal modo ao absoluto de Deus, que possam = dele dar=20 testemunho no seio de uma civiliza=E7=E3o materialista que o nega. =

Com a pedagogia original = da f=E9=20

58. A originalidade = inconfund=EDvel da=20 identidade crist=E3, tem como corol=E1rio e condi=E7=E3o uma = pedagogia n=E3o menos=20 original da f=E9. Dentre as in=FAmeras e prestigiosas ci=EAncias = do homem, nas=20 quais se verifica em nossos dias imenso progresso, a pedagogia =E9 = certamente uma das mais importantes. Al=E9m disso as conquistas de = outras=20 ci=EAncias =97 biologia, psicologia, sociologia =97 fornecem-lhe = elementos=20 preciosos. Acontece ainda que tanto a ci=EAncia da educa=E7=E3o = como a arte de=20 ensinar est=E3o a ser objecto de cont=EDnuas investiga=E7=F5es = para conseguir=20 delas melhor adapta=E7=E3o ou maior efic=E1cia, com resultados = tamb=E9m diversos.=20

Ora sucede que h=E1 tamb=E9m uma = pedagogia da=20 f=E9; e nunca ser=E1 demais tudo o que se disser sobre o que essa = pedagogia=20 pode contribuir para a catequese. =C9 normal que se adaptem =E0 = educa=E7=E3o da f=E9=20 as t=E9cnicas aperfei=E7oadas e comprovadas da educa=E7=E3o em = geral. No entanto,=20 importa ter em conta em cada momento a originalidade pr=F3pria da = f=E9. Na=20 pedagogia da f=E9, n=E3o se trata simplesmente de transmitir um = saber humano,=20 por mais elevado que se considere; trata-se de comunicar na sua=20 integridade a Revela=E7=E3o de Deus. Ora ao longo de toda a = hist=F3ria sagrada,=20 sobretudo no Evangelho, o pr=F3prio Deus serviu-se de uma = pedagogia que deve=20 continuar a ser modelo para a pedagogia da f=E9. Nenhuma t=E9cnica = ser=E1 v=E1lida=20 na catequese sen=E3o na medida em que for posta ao servi=E7o da = f=E9 a=20 transmitir e a educar; caso contr=E1rio, n=E3o ter=E1 valor. =

Linguagem adaptada ao = servi=E7o do=20 Credo

59. Problema em continuidade com = o=20 precedente =E9 o da linguagem. De todos =E9 sabido quanto esta = quest=E3o =E9=20 candente nos dias de hoje. N=E3o ser=E1 porventura paradoxal = verificar que=20 enquanto por um lado os estudos contempor=E2neos, nos campos da = comunica=E7=E3o,=20 da sem=E2ntica e da ci=EAncia dos s=EDmbolos, por exemplo, d=E3o = not=E1vel=20 import=E2ncia =E0 linguagem, essa mesma linguagem seja por outro = lado,=20 abusivamente utilizada nos nossos dias ao servi=E7o da = mistifica=E7=E3o=20 ideol=F3gica, da massifica=E7=E3o do pensamento e da redu=E7=E3o = do homem ao estado=20 de objecto?

Tudo isto tem not=E1veis = influ=EAncias no=20 dom=EDnio da catequese. Para esta, de facto, =E9 um dever = imperioso, encontrar=20 a linguagem adaptada =E0s crian=E7as, aos jovens do nosso tempo em = geral e a=20 muitas outras categorias de pessoas: linguagem para os estudantes, = para os=20 intelectuais e para os homens de ci=EAncia; linguagem para os = analfabetos e=20 para as pessoas de cultura elementar; linguagem para os = deficientes, etc.=20 Santo Agostinho tinha j=E1 deparado com este problema e contribuiu = para o=20 resolver no que se refere =E0 sua =E9poca, com a obra famosa, = De=20 catechizandis rudibus. Na catequese, como na teologia, o = problema da=20 linguagem =E9, sem d=FAvida, primordial. No entanto n=E3o ser=E1 = sup=E9rfluo=20 recordar aqui o seguinte: a catequese nunca poderia admitir uma = linguagem=20 que, sob qualquer pretexto que fosse, mesmo pretensamente = cient=EDfico,=20 levasse a desfigurar o conte=FAdo do Credo. Nem lhe = conv=E9m, em=20 qualquer hip=F3tese, uma linguagem que engane ou seduza. A lei = suprema, deve=20 ser esta: os grandes progressos da ci=EAncia da linguagem s=F3 = podem ser=20 postos ao servi=E7o da catequese, a fim de que esta esteja em = condi=E7=F5es de=20 =ABdizer=BB e =ABcomunicar=BB verdadeiramente =E0s crian=E7as, aos = adolescentes, aos=20 jovens e aos adultos de hoje todo o conte=FAdo doutrinal de = sempre, sem=20 deforma=E7=F5es.

Investiga=E7=E3o e certeza = da f=E9=20

60. Desafio mais subtil = prov=E9m, por vezes,=20 da pr=F3pria concep=E7=E3o da f=E9. Certas escolas filos=F3ficas = contempor=E2neas, que=20 parecem exercer forte influ=EAncia nalgumas correntes teol=F3gicas = e, atrav=E9s=20 delas, na pr=E1tica pastoral, acentuam de bom grado que a atitude = humana=20 fundamental =E9 a atitude de procura at=E9 ao infinito, de busca = que nunca=20 chega a alcan=E7ar o seu objectivo. Em teologia, este modo de ver = as coisas=20 levar=E1 mesmo a afirmar categoricamente que a f=E9 nunca =E9 uma = certeza, mas=20 uma interroga=E7=E3o; que n=E3o =E9 uma claridade, mas um salto na = escurid=E3o.=20

Tais correntes de pensamento = t=EAm a=20 vantagem de nos recordar que a f=E9 diz respeito a coisas que = ainda n=E3o s=E3o=20 possu=EDdas, pois se esperam e n=E3o se v=EAem ainda, sen=E3o como = que =ABnum=20 espelho, de maneira confusa=BB (103); que Deus habita sempre numa = luz=20 inacess=EDvel (104). Ajudam-nos tamb=E9m a n=E3o fazermos da f=E9 = crist=E3 uma=20 atitude de instalados, mas a consider=E1-la como uma marcha para = diante,=20 como a de Abra=E3o. E com maior raz=E3o ainda a evitar apresentar = como certas,=20 coisas que o n=E3o s=E3o.

=C9 preciso, todavia, n=E3o cair = no extremo=20 oposto, como se faz muitas vezes. A Ep=EDstola aos Hebreus diz-nos = que =ABa f=E9=20 =E9 firme fundamento daquilo que se espera e demonstra=E7=E3o de = realidades que=20 n=E3o se v=EAem=BB (105). Contudo, se n=F3s n=E3o temos uma posse = plena, temos uma=20 garantia e uma prova. Quando educamos crian=E7as, adolescentes e = jovens, n=E3o=20 lhe demos da f=E9 um conceito totalmente negativo =97 com um = n=E3o-saber=20 absoluto, uma esp=E9cie de cegueira, uni mundo de trevas; = procuremos antes=20 fazer-lhes ver que a atitude de procura humilde e corajosa do = crente,=20 longe de partir do nada, de simples ilus=F5es, de opini=F5es = fal=EDveis, de=20 incertezas, se funda na Palavra de Deus, que n=E3o se engana nem = engana, e=20 se constr=F3i incessantemente sobre a rocha inabal=E1vel dessa = Palavra. =C9 a=20 procura dos Magos no seguimento de uma estrela (106), procura a = respeito=20 da qual, retomando um pensamento de Santo Agostinho, escrevia = Pascal de=20 maneira profund=EDssima: =ABTu n=E3o me buscarias, se n=E3o me = tivesses j=E1=20 encontrado=BB (107).

=C9, pois, uma das finalidades = da catequese=20 proporcionar aos jovens catec=FAmenos as certezas que temos, = simples mas=20 s=F3lidas; s=E3o elas que os h=E3o-de ajudar a procurar mais e = melhor o=20 conhecimento do Senhor.

Catequese e = teologia=20

61. Neste contexto parece-me = importante=20 que se compreenda bem a liga=E7=E3o entre a catequese e a = teologia.=20

Esta liga=E7=E3o =E9 = evidentemente algo de=20 profundo e vital para quem compreenda a miss=E3o insubstitu=EDvel = da teologia=20 ao servi=E7o da f=E9. N=E3o =E9 de admitir, pois, que qualquer = turbilh=E3o no campo=20 da teologia venha tamb=E9m a provocar repercuss=F5es no campo da = catequese.=20 Ora sucede que a Igreja est=E1, precisamente agora a seguir ao = Conc=EDlio, a=20 viver um momento importante, mas que n=E3o deixa de ser arriscado = para a=20 pesquisa teol=F3gica. E o mesmo se ter=E1 de dizer quanto =E0 = hermen=EAutica na=20 exegese.

Os Padres sinodais, provenientes = de todos=20 os continentes, ventilaram este assunto com linguagem muito clara: = falaram=20 eles de um =ABequil=EDbrio inst=E1vel=BB, que corre o risco de = passar da teologia=20 para a catequese, e frisarem a necessidade de se achar rem=E9dio a = esse mal.=20 O Papa Paulo VI tinha j=E1 tocado este problema, em termos n=E3o = menos claros,=20 na introdu=E7=E3o =E0 sua Solene Profiss=E3o de F=E9 (108) e na = Exorta=E7=E3o Apost=F3lica=20 que assinalou o quinto anivers=E1rio do encerramento do Conc=EDlio = Vaticano II=20 (109).

Conv=E9m insistir novamente = neste ponto.=20 Conscientes da influ=EAncia das suas investiga=E7=F5es no ensino = catequ=EDstico,=20 os te=F3logos e exegetas t=EAm o dever de estar muito atentos para = procederem=20 de tal maneira que n=E3o se tomem como verdades certas aquelas = coisas que=20 ainda s=E3o quest=F5es de opini=E3o ou de disputa entre peritos. = Os catequistas,=20 por seu turno, h=E3o-de ter a prud=EAncia de colher no campo da = investiga=E7=E3o=20 teol=F3gica aquilo que possa esclarecer a sua pr=F3pria reflex=E3o = e o seu=20 ensino, indo beber, como os mesmos te=F3logos, nas verdadeiras = fontes, =E0 luz=20 do Magist=E9rio. E ter=E3o o cuidado de n=E3o perturbarem o = esp=EDrito das=20 crian=E7as e dos jovens, nesta fase da sua catequese, com teorias=20 peregrinas, v=E3os problemas ou discuss=F5es est=E9reis, coisas = muitas vezes=20 repreendidas por S=E3o Paulo nas suas Cartas pastorais (110). =

O dom mais precioso que a Igreja = pode=20 oferecer ao mundo contempor=E2neo, desorientado e inquieto, =E9 o = de nele=20 formar crist=E3os bem firmados no essencial e humildemente felizes = na sua=20 f=E9. A catequese h=E1-de ensinar-lhes isto e ela pr=F3pria da=ED = tirar=E1 proveito:=20 =ABO homem que quiser compreender-se a si pr=F3prio profundamente = =97 n=E3o apenas=20 segundo crit=E9rios e medidas imediatas, parciais, por vezes = superficiais e=20 s=F3 aparentes =97 deve aproximar-se de Cristo, com toda a sua = inquietude e=20 incerteza, sua fraqueza e pecaminosidade, sua vida e sua morte. = Deve, por=20 assim dizer, entrar n'Ele com tudo o que =E9 em si mesmo, deve = =ABapropriar-se=20 e assimilar toda a realidade da Encarna=E7=E3o e da Reden=E7=E3o, = para se=20 encontrar a si mesmo=BB (111).

IX =

A TAREFA DIZ = RESPEITO A=20 TODOS N=D3S

Encorajamento a todos os=20 respons=E1veis

62. Agora, car=EDssimos Irm=E3os = e Filhos,=20 desejaria que as minhas palavras, escritas =E0 maneira de grave e = ardente=20 exorta=E7=E3o, ditada pelo meu minist=E9rio de Pastor da Igreja = universal,=20 inflamassem os vossos cora=E7=F5es, como as Cartas de S=E3o Paulo = inflamaram=20 seus companheiros de Evangelho Tito e Tim=F3teo; ou ent=E3o, vos = alentassem=20 como Santo Agostinho, quando escreveu esse verdadeiro tratado em = ponto=20 pequeno, sobre a alegria de catequizar (112), dirigido ao = Di=E1cono=20 Deogratias, que andava desalentado com a sua tarefa de catequista. = Sim,=20 desejaria semear abundantemente nos cora=E7=F5es de t=E3o = numerosos e diversos=20 respons=E1veis pelo ensino religioso e pela prepara=E7=E3o para = uma vida=20 conforme ao Evangelho, a coragem, a esperan=E7a e o = entusiasmo.

Bispos

63. Dirijo-me em primeiro lugar = aos meus=20 Irm=E3os Bispos: o Conc=EDlio Vaticano II j=E1 vos recordou = explicitamente as=20 vossas tarefas no campo da catequese (113); os pr=F3prios Padres = da IV=20 Assembleia Geral do S=EDnodo as acentuaram com vigor.

Na verdade, car=EDssimos = Irm=E3os, tendes=20 neste campo uma miss=E3o particular nas vossas Igrejas; sois a=ED = os primeiros=20 respons=E1veis pela catequese, os catequistas por excel=EAncia. = Depois, tamb=E9m=20 a v=F3s juntamente com o Papa, no esp=EDrito da colegialidade = episcopal,=20 incumbe a responsabilidade pela catequese na Igreja inteira. = Permiti,=20 pois, que vos fale com o cora=E7=E3o nas m=E3os.

Sei que tendes de arrostar com = um=20 minist=E9rio episcopal cada vez mais complexo e sobrecarregado. = Mil e um=20 compromissos vos solicitam. Desde a forma=E7=E3o de novos = sacerdotes =E0=20 presen=E7a activa no meio das comunidades dos fi=E9is. Desde a = celebra=E7=E3o=20 digna e vivida do culto e dos Sacramentos ao cuidado da = promo=E7=E3o humana e=20 da defesa dos direitos do homem. Pois bem: que a preocupa=E7=E3o = de promover=20 uma catequese activa e eficaz n=E3o ceda nada frente a qualquer = outra=20 preocupa=E7=E3o, seja ela qual for. Tal solicitude levar-vos-=E1, = certamente, a=20 transmitirdes v=F3s pr=F3prios a doutrina da vida aos fi=E9is. Mas = o mesmo=20 cuidado h=E1-de levar-vos a assumir nas vossas Dioceses, segundo = planos da=20 Confer=EAncia Episcopal de que fazeis parte, a superior = direc=E7=E3o da=20 catequese, rodeando-vos de colaboradores competentes e merecedores = de=20 confian=E7a. O vosso papel principal h=E1-de ser o de suscitar e = alimentar nas=20 vossas Igrejas uma verdadeira paix=E3o pela catequese; uma = paix=E3o, por=E9m,=20 que se encarne numa organiza=E7=E3o adaptada e eficaz, que empenhe = na=20 actividade as pessoas, meios e instrumentos e tamb=E9m os recursos = financeiros necess=E1rios. Podeis ter a certeza disto: se a = catequese for=20 bem feita, nas vossas Igrejas locais tudo o mais ser=E1 feito com = maior=20 facilidade. Por outro lado =97 nem seria necess=E1rio que vo-lo = dissesse =97 se=20 o vosso zelo tiver de vos impor algumas vezes a ingrata tarefa de=20 denunciar desvios, corrigir erros, muito mais frequentemente = h=E1-de=20 proporcionar-vos a alegria e a consola=E7=E3o de ver as vossas = Igrejas=20 florescentes, por a catequese a=ED ser dada como o Senhor = quer.

Sacerdotes

64. Quanto a v=F3s sacerdotes, = estamos num=20 terreno em que sois os colaboradores imediatos dos vossos Bispos. = Foi o=20 Conc=EDlio que vos chamou =ABeducadores da f=E9=BB (114); e de que = maneira melhor=20 o podereis ser do que envidando todos os esfor=E7os poss=EDveis = para o=20 crescimento das vossas comunidades na f=E9 ? Quer estejais = encarregados duma=20 par=F3quia, ou sejais assistentes espirituais numa escola, liceu = ou=20 universidade, quer sejais respons=E1veis pela pastoral a qualquer = n=EDvel, os=20 animadores de pequenas ou grandes comunidades mas sobretudo de = grupos de=20 jovens, a Igreja espera que nada descureis em vista de uma = actividade=20 catequ=E9tica bem estruturada e orientada. Os di=E1conos e outros = ministros,=20 se porventura tendes a dita de os terdes convosco, s=E3o para isso = os vossos=20 cooperadores natos. Todos os que cr=EAem t=EAm direito =E0 = catequese; e todos os=20 pastores t=EAm o dever de a ela proverem. Aos detentores do poder = civil eu=20 pediria para respeitarem sempre a liberdade de ensino = catequ=E9tico; e a=20 v=F3s, ministros de Jesus Cristo, suplico com todas as minhas = for=E7as: nunca=20 deis azo a que, por falta de zelo, ou em consequ=EAncia de = qualquer=20 malfadada ideia preconcebida, os fi=E9is fiquem privados de = catequese. Que=20 jamais se possa dizer: =ABOs pequeninos pediram p=E3o, e n=E3o = havia quem lho=20 desse=BB (115).

Religiosos e Religiosas=20

65. H=E1 muitas Fam=EDlias = religiosas,=20 masculinas e femininas, que nasceram para a educa=E7=E3o crist=E3 = das crian=E7as e=20 dos jovens, sobretudo dos mais abandonados. No decorrer da = hist=F3ria, os=20 Religiosos e as Religiosas estiveram muito comprometidos na = actividade=20 catequ=E9tica da Igreja, realizando nesse campo trabalho = particularmente=20 adaptado e eficaz. Estando n=F3s numa altura em que se pretendem = estreitar=20 os la=E7os entre religiosos e pastores e, por consequ=EAncia, = acentuar a=20 presen=E7a activa das Comunidades religiosas e seus membros nos = planos=20 pastorais das Igrejas locais, exorto-vos de todo o cora=E7=E3o =97 = a v=F3s, a quem=20 a consagra=E7=E3o religiosa h=E1-de tornar ainda mais = dispon=EDveis para o servi=E7o=20 da Igreja =97 a que vos prepareis o melhor poss=EDvel para a = tarefa da=20 catequese, segundo as diversas voca=E7=F5es dos vossos institutos = e as miss=F5es=20 que vos s=E3o confiadas, levando convosco por toda a parte esta = preocupa=E7=E3o.=20 Que as comunidades consagrem o m=E1ximo das suas capacidades e=20 possibilidades =E0 obra espec=EDfica da catequese!

Catequistas leigos=20

66. Desejo agradecer-vos em nome = de toda a=20 Igreja, tamb=E9m a v=F3s, catequistas paroquiais, leigos, homens, = e mulheres=20 em maior n=FAmero ainda, a v=F3s todos que pelo mundo inteiro vos = dedicastes =E0=20 educa=E7=E3o religiosa de numerosas gera=E7=F5es. A vossa = actividade, muitas vezes=20 humilde e escondida, mas realizada com zelo inflamado e generoso, = =E9 uma=20 forma eminente de apostolado leigo, particularmente importante = naquelas=20 partes onde, por diversas raz=F5es, as crian=E7as e os jovens = n=E3o recebem no=20 lar forma=E7=E3o religiosa conveniente. Quantos somos, realmente, = aqueles que=20 recebemos de pessoas como v=F3s as primeiras no=E7=F5es de = catecismo e a=20 prepara=E7=E3o para o sacramento da Penit=EAncia, para a primeira = Comunh=E3o, para=20 a Confirma=E7=E3o! A IV Assembleia Geral do S=EDnodo n=E3o vos = esqueceu. E, em=20 continuidade com ela, vos encorajo a prosseguir na colabora=E7=E3o = que=20 prestais =E0 vida da Igreja.

No entanto, s=E3o os que ensinam = em terras=20 de miss=E3o que por excel=EAncia t=EAm este t=EDtulo de = =ABcatequistas=BB. Nascidos de=20 fam=EDlias j=E1 crist=E3s ou convertidas um dia ao cristianismo, e = instru=EDdos=20 pelos mission=E1rios ou por outro catequista, consagram depois a = pr=F3pria=20 vida, durante longos anos, =E0 catequiza=E7=E3o das crian=E7as e = dos adultos das=20 suas povoa=E7=F5es. Igrejas hoje florescentes n=E3o teriam sido = edificadas sem=20 eles. Regozijo-me com os esfor=E7os desenvolvidos pela Sagrada = Congrega=E7=E3o=20 para a Evangeliza=E7=E3o dos Povos no sentido de aperfei=E7oar = cada vez mais a=20 forma=E7=E3o desses catequistas. E neste momento evoco com = gratid=E3o a mem=F3ria=20 daqueles que o Senhor j=E1 chamou para Si. Quero invocar tamb=E9m = a=20 intercess=E3o daqueles que os meus Predecessores elevaram =E0 = gl=F3ria dos=20 altares. De todo o cora=E7=E3o, exorto =E0 coragem aqueles que = est=E3o em=20 actividade; e de igual modo desejo que muitos outros se = prontifiquem a=20 rend=EA-los e que o seu n=FAmero aumente, na dedica=E7=E3o a uma = obra t=E3o=20 necess=E1ria para a causa mission=E1ria.

Na par=F3quia =

67. Quero evocar agora o = enquadramento=20 concreto onde agem habitualmente todos estes catequistas, voltando = ainda,=20 de maneira mais sint=E9tica, ao assunto dos =ABlugares=BB da = catequese; alguns=20 destes j=E1 foram evocados no cap=EDtulo IV: par=F3quia, = fam=EDlia, escola e=20 movimentos.

Se =E9 verdade que em toda a = parte se pode=20 catequizar, quero no entanto real=E7ar =97 em conformidade com o = voto de=20 grande n=FAmero de Bispos =97 que a comunidade paroquial deve = continuar a ser=20 a animadora da catequese e o seu lugar privilegiado. =C9 certo = que, em=20 muitas na=E7=F5es, a par=F3quia foi profundamente abalada pelo = fen=F3meno da=20 urbaniza=E7=E3o. Alguns chegaram mesmo a admitir com demasiada = facilidade, que=20 a par=F3quia estava ultrapassada, se n=E3o mesmo votada ao = desaparecimento, em=20 favor de pequenas comunidades mais adaptadas e mais eficazes. Quer = se=20 queira quer n=E3o, a par=F3quia continua a ser ponto de = refer=EAncia importante=20 para o povo crist=E3o, e at=E9 para os n=E3o praticantes. O = realismo e a=20 prud=EAncia exigem, pois, que se continue a dar-lhe de novo = estruturas=20 adequadas, conforme for preciso, e sobretudo novo impulso mediante = a=20 integra=E7=E3o crescente de membros qualificados, respons=E1veis e = generosos.=20

Dito isto, e tendo em conta a = necess=E1ria=20 diversidade dos lugares de catequese =97 a pr=F3pria par=F3quia, = as fam=EDlias que=20 acolhem crian=E7as e adolescentes, as aulas de religi=E3o nas = escolas do=20 Estado, as institui=E7=F5es escolares cat=F3licas, os movimentos = de apostolado=20 que mant=EAm tempos reservados =E0 catequese, os centros abertos a = todos os=20 jovens, os =ABfins de semana=BB para forma=E7=E3o espiritual, etc. = =97 importa=20 sobremaneira que todos estes canais catequ=E9ticos convirjam = realmente para=20 uma mesma confiss=E3o de f=E9, para uma comum consci=EAncia de = pertencer =E0 mesma=20 Igreja e para uma fidelidade aos compromissos na sociedade, = vividos com o=20 mesmo esp=EDrito evang=E9lico: =AB... um s=F3 Senhor, uma s=F3 = f=E9, um s=F3 baptismo,=20 um s=F3 Deus e Pai ...=BB (116).

=C9 por isso que todas as = par=F3quias=20 importantes e todos os agrupamentos de par=F3quias numericamente = mais=20 reduzidas t=EAm o grave dever de formar respons=E1veis, que se = dediquem=20 totalmente =E0 anima=E7=E3o da catequese: sacerdotes, religiosos, = religiosas e=20 leigos; o dever de proverem ao que for necess=E1rio para uma = catequese=20 considerada sob todos os seus aspectos; o dever de multiplicarem e = adaptarem os locais de catequese, na medida em que isso for = poss=EDvel e=20 =FAtil, e o de vigiarem pela qualidade da forma=E7=E3o religiosa e = pela=20 integra=E7=E3o dos diversos grupos no corpo eclesial.

Em resumo, sem monopolizar nem = querer=20 uniformizar, a par=F3quia, como se disse acima, continua a ser o = lugar=20 privilegiado da catequese. Precisa para isso de reencontrar a sua = voca=E7=E3o=20 neste aspecto, que =E9 a de ser a casa de fam=EDlia, fraterna e = acolhedora,=20 onde os baptizados e confirmados tomam consci=EAncia de ser Povo = de Deus e=20 onde o p=E3o da boa doutrina e o p=E3o da Eucaristia lhes s=E3o = repartidos com=20 abund=E2ncia, no quadro de um =FAnico acto de culto (117); =E9 = da=ED que s=E3o=20 quotidianamente reenviados para a sua miss=E3o apost=F3lica em = todos os=20 sectores da vida do mundo.

Na fam=EDlia =

68. A ac=E7=E3o catequ=E9tica da = fam=EDlia tem um=20 car=E1cter particular e, em certo sentido, insubstitu=EDvel, = justificadamente=20 posto em evid=EAncia pela Igreja, de modo especial pelo Conc=EDlio = Vaticano II=20 (118). A educa=E7=E3o para a f=E9, feita pelos pais =97 a = come=E7ar desde a mais=20 tenra idade das crian=E7as (119) =97 j=E1 se realiza quando os = membros de=20 determinada fam=EDlia se ajudam uns aos outros a crescer na f=E9, = gra=E7as ao=20 pr=F3prio testemunho de vida crist=E3 muitas vezes silencioso, mas = perseverante, no desenrolar da vida de todos os dias, vivida = segundo o=20 Evangelho. Torna-se ainda mais marcante quando, ao ritmo dos=20 acontecimentos familiares =97 como por exemplo a recep=E7=E3o dos = Sacramentos, a=20 celebra=E7=E3o de grandes festas lit=FArgicas, o nascimento de um = filho, um luto=20 =97 se tem o cuidado de explicar em fam=EDlia o conte=FAdo = crist=E3o ou religioso=20 de tais acontecimentos. Importa. por=E9m, ir ainda mais longe: os = pais=20 crist=E3os h=E3o-de esfor=E7ar-se por prosseguir e retomar no = ambiente familiar,=20 a forma=E7=E3o mais met=F3dica que =E9 recebida noutras partes. = S=F3 o facto de=20 determinadas verdades sobre os principais problemas da f=E9 e da = vida crist=E3=20 serem retomadas num quadro familiar, impregnado de amor e de = respeito,=20 far=E1 muitas vezes que elas marquem as crian=E7as de maneira = decisiva para=20 toda a vida. E os pr=F3prios pais beneficiar=E3o do esfor=E7o que = isso lhes=20 imp=F5e, porque nesse di=E1logo catequ=E9tico cada um recebe e = d=E1 alguma coisa.=20

A catequese familiar, portanto, = precede,=20 acompanha e enriquece todas as outras formas de catequese. Por = outro lado,=20 naquelas partes onde uma legisla=E7=E3o anti-religiosa pretende = impedir a=20 educa=E7=E3o para a f=E9, e onde a incredulidade difundida ou o = secularismo=20 avassalador tornam praticamente imposs=EDvel um verdadeiro = crescimento=20 religioso, a fam=EDlia, essa =ABcomo que Igreja dom=E9stica=BB = (120), acaba por=20 ser o =FAnico meio onde as crian=E7as e os jovens poder=E3o = receber uma=20 aut=EAntica catequese. Sendo assim, nunca ser=E3o demais os = esfor=E7os que=20 fizerem os pais crist=E3os para se prepararem para este = minist=E9rio de=20 catequistas de seus pr=F3prios filhos e para o exercerem com zelo=20 infatig=E1vel. Nesta linha =E9 preciso encorajar tamb=E9m as = pessoas ou=20 institui=E7=F5es que, mediante contactos individuais, encontros, = reuni=F5es e=20 recurso a toda a esp=E9cie de meios pedag=F3gicos, ajudam os pais = a cumprirem=20 a sua miss=E3o: prestam =E0 catequese um servi=E7o inestim=E1vel. =

Na escola =

69. Ao lado da fam=EDlia e em = liga=E7=E3o com=20 ela, tamb=E9m a escola proporciona =E0 catequese possibilidades = que n=E3o h=E3o-de=20 ser desaproveitadas. Naqueles pa=EDses, cada vez mais raros = infelizmente,=20 onde =E9 poss=EDvel ministrar uma educa=E7=E3o da f=E9 dentro do = enquadramento=20 escolar, =E9 dever da Igreja procurar faz=EA-lo o melhor = poss=EDvel. Isto=20 refere-se, em primeiro lugar, evidentemente, =E0s escolas = cat=F3licas:=20 mereceriam elas esse nome, se, apesar de brilharem por um n=EDvel = elevado de=20 ensino em mat=E9rias profanas, houvesse justificados motivos de = lhes=20 censurar neglig=EAncia ou desvio na educa=E7=E3o propriamente = religiosa? E n=E3o=20 se diga que esta sempre se h=E1-de dar implicitamente ou de = maneira=20 indirecta! O car=E1cter pr=F3prio e a profunda raz=E3o de ser das = escolas=20 cat=F3licas, aquilo por que os pais cat=F3licos as devem preferir = =E9=20 precisamente a qualidade de o ensino religioso ser integrado na = educa=E7=E3o=20 dos alunos. Se =E9 verdade que as institui=E7=F5es cat=F3licas = devem respeitar a=20 liberdade de consci=EAncia, quer dizer, evitar influenciar esta do = exterior,=20 mediante press=F5es f=EDsicas ou morais, especialmente no que se = refere aos=20 actos religiosos dos adolescentes, t=EAm n=E3o obstante o grave = dever de=20 propor uma forma=E7=E3o religiosa, adaptada =E0s situa=E7=F5es dos = alunos=20 frequentemente muito diversas; t=EAm al=E9m disso o dever de lhes = fazer=20 compreender que o apelo de Deus a servi-l'O em esp=EDrito e = verdade, segundo=20 os seus mandamentos e os preceitos da Igreja, n=E3o deixa de = obrigar o homem=20 em consci=EAncia, embora sem o constranger.

Mas penso tamb=E9m nas escolas=20 n=E3o-confessionais e nas p=FAblicas. Quero exprimir ardentes = votos por que,=20 em conson=E2ncia com um claro direito da pessoa humana e das = fam=EDlias e no=20 respeito pela liberdade de cada um, se torne poss=EDvel a todos os = alunos=20 cat=F3licos progredirem na sua forma=E7=E3o espiritual, com a = contribui=E7=E3o de um=20 ensino religioso que dependa da Igreja. Esse ensino, conforme os = pa=EDses,=20 pode ser proporcionado pela escola ou no quadro da pr=F3pria = escola, ou=20 ent=E3o no quadro de um acordo com os poderes p=FAblicos sobre a = programa=E7=E3o e=20 hor=E1rios escolares, no caso de a catequese ser dada s=F3 na = par=F3quia ou=20 noutro centro pastoral. Com efeito, mesmo naqueles lugares onde = existam=20 dificuldades objectivas, por exemplo a de os alunos serem de = religi=F5es=20 diversas, =E9 necess=E1rio combinar os hor=E1rios escolares de tal = maneira que=20 permitam aos cat=F3licos aprofundarem a sua f=E9 e a sua = experi=EAncia=20 religiosa, com a ajuda de educadores qualificados, sacerdotes e = leigos.=20

Muitos outros elementos vitais, = para al=E9m=20 da escola, contribuem certamente para influenciar a mentalidade = dos=20 jovens: divertimentos, meio social, meio de trabalho, etc. Os que = se=20 encontram em fase escolar s=E3o for=E7osamente marcados por isso, = ao serem=20 iniciados em valores culturais ou morais no clima da = institui=E7=E3o de ensino=20 e ainda postos frente-a-frente com as ideias recebidas na escola. = Importa,=20 pois, que a catequese tenha muito em conta esta escolariza=E7=E3o, = a fim de=20 abranger realmente os outros elementos do saber e da educa=E7=E3o, = de modo a=20 que o Evangelho impregne a mentalidade dos alunos no pr=F3prio = ambiente da=20 sua forma=E7=E3o e a harmoniza=E7=E3o da sua cultura se fa=E7a =E0 = luz da f=E9. Neste=20 sentido, desejo estimular os sacerdotes, os professores de = religi=E3o e=20 assistentes espirituais, religiosos ou leigos, que se aplicam a = dar apoio=20 =E0 f=E9 desses alunos. Mais uma vez se me oferece ocasi=E3o para = reafirmar a=20 minha firme convic=E7=E3o de que o respeito manifestado pela f=E9 = dos jovens at=E9=20 ao ponto de lhes facilitar a educa=E7=E3o, o arreigamento, a = consolida=E7=E3o e a=20 livre profiss=E3o e pr=E1tica da sua f=E9, s=F3 poder=E1 honrar = qualquer Governo=20 seja qual for o sistema em que se baseie ou a ideologia que o = inspire.=20

Nas associa=E7=F5es e = movimentos=20

70. Por fim, tamb=E9m uma = palavra de=20 encorajamento para as associa=E7=F5es, movimentos ou agrupamentos = de fi=E9is,=20 quer tenham como objectivo a vida de piedade, quer visem o = apostolado=20 directo, a pr=E1tica da caridade, a assist=EAncia, ou mesmo a = presen=E7a crist=E3=20 nas realidades temporais. Todos eles alcan=E7ar=E3o melhor os seus = objectivos=20 e melhor servir=E3o a Igreja, se na sua organiza=E7=E3o interna e = nos seus=20 m=E9todos de ac=E7=E3o souberem dar lugar importante a uma s=E9ria = forma=E7=E3o=20 religiosa dos seus membros. Neste sentido, todas as = associa=E7=F5es de fi=E9is=20 t=EAm na Igreja, por defini=E7=E3o, o dever de ser educadoras da = f=E9.

Aparece assim mais manifesta a = parte=20 atribu=EDda aos leigos na catequese dos nossos dias, sempre sob a = direc=E7=E3o=20 pastoral dos seus Bispos, como por mais de uma vez frisaram as = Proposi=E7=F5es=20 apresentadas pelo S=EDnodo.

Institutos de forma=E7=E3o =

71. Este facto, do papel = reconhecido aos=20 leigos na catequese, pelo qual devemos estar reconhecidos ao = Senhor,=20 constitui um desafio =E0 nossa responsabilidade de Pastores. Esses = catequistas leigos, com efeito, t=EAm de ser cuidadosamente = formados para o=20 seu papel que, se n=E3o =E9 um minist=E9rio formalmente = institu=EDdo, =E9 pelo menos=20 uma fun=E7=E3o de grand=EDssima import=E2ncia na Igreja. A = necessidade de tal=20 forma=E7=E3o h=E1-de levar-nos, pois a organizar Centros e = Institutos adaptados,=20 que os Bispos h=E3o-de acompanhar com uma ass=EDdua aten=E7=E3o. = Aqui est=E1 um=20 sector em que uma conjuga=E7=E3o de esfor=E7os a n=EDvel = diocesano,=20 interdiocesano, ou mesmo nacional, se demonstra fecunda e = frutuosa.=20 Trata-se igualmente de um campo em que a ajuda material dada pelas = Igrejas=20 mais favorecidas =E0s suas irm=E3s mais pobres poder=E1 manifestar = a maior=20 efic=E1cia: que melhor coisa uma Igreja poder=E1 dar a outra do = que ajud=E1-la a=20 crescer por si mesma como Igreja?

A todos aqueles que trabalham=20 generosamente ao servi=E7o do Evangelho e aos quais acabo de = exprimir os=20 meus vivos encorajamentos, quereria ainda lembrar urna = recomenda=E7=E3o que=20 gostava de fazer o meu venerando Predecessor Paulo VI: =ABCorno=20 evangelizadores, devemos apresentar... a imagem de pessoas = amadurecidas na=20 f=E9, capazes de se encontrarem para al=E9m de tens=F5es que se = verifiquem,=20 gra=E7as =E0 procura comum, sincera e desinteressada da verdade. = Sim, a sorte=20 da evangeliza=E7=E3o anda sem d=FAvida ligada ao testemunho de = unidade dado pela=20 Igreja. Nisto se h=E1-de ver uma fonte de responsabilidade, como = tamb=E9m de=20 reconforto=BB (121).

 

CONCLUS=C3O

O Esp=EDrito Santo, Mestre interior

72. Ao terminar esta Exorta=E7=E3o Apost=F3lica, o olhar do = cora=E7=E3o volta-se=20 para Aquele que =E9 o princ=EDpio inspirador de todas as = actividades=20 catequ=E9ticas e daqueles que as realizam: o Esp=EDrito do Pai e = do Filho =97 o=20 Esp=EDrito Santo. Ao descrever a miss=E3o que este Esp=EDrito = havia de ter na=20 Igreja, Cristo usa estas palavras significativas: =ABEle = ensinar-vos-=E1 todas=20 as coisas e vos recordar=E1 tudo o que eu vos disse=BB (122). E = acrescenta:=20 =ABQuando vier o Esp=EDrito da Verdade, ele guiar-vos-=E1 por toda = a verdade...,=20 e anunciar-vos-=E1 as coisas vindouras=BB (123).

O Esp=EDrito Santo, por conseguinte, =E9 prometido =E0 Igreja e = a cada um dos=20 fi=E9is como Mestre interior, que no segredo da consci=EAncia e do = cora=E7=E3o faz=20 compreender aquilo que se tinha ouvido, sem se estar ainda em = condi=E7=F5es de=20 o captar. =ABO Esp=EDrito Santo instrui doravante os = fi=E9is=97dizia a este=20 prop=F3sito Santo Agostinho=97segundo a capacidade espiritual de = cada um. E=20 acende nos seus cora=E7=F5es um desejo cada vez mais vivo, =E0 = medida que cada=20 um vai progredindo nesta caridade, que o leva a amar aquilo que = j=E1 conhece=20 e a desejar o que ainda n=E3o conhece=BB (124).

Al=E9m disso, =E9 tamb=E9m miss=E3o do Esp=EDrito Santo = transformar os disc=EDpulos=20 em testemunhas de Cristo: =ABEle dar=E1 testemunho de mim=BB e = =ABv=F3s tamb=E9m=20 dareis testemunho de mim=BB (125).

Mas ainda h=E1 mais. Para S=E3o Paulo, que sintetiza neste = ponto uma=20 teologia latente em todo o Novo Testamento, =E9 =ABtodo o ser = crist=E3o=BB. toda a=20 vida crist=E3, vida nova dos filhos de Deus, que =E9 unia vida = segundo o=20 Esp=EDrito (126). S=F3 o Esp=EDrito nos permite dizer a Deus: = =ABAbb=E1, Pai=BB (127).=20 Sem o Esp=EDrito n=E3o podemos dizer: =ABJesus =E9 o Senhor=BB = (128). E do Esp=EDrito,=20 enfim, v=EAm todos os carismas que edificam a Igreja, comunidade = dos=20 crist=E3os (129). E neste sentido que S=E3o Paulo d=E1 a todos os = disc=EDpulos de=20 Cristo esta norma: =ABProcurai estar repletos do Esp=EDrito=BB = (130). E Santo=20 Agostinho =E9 bem expl=EDcito: =ABO facto de acreditar e o facto = de agir=20 rectamente s=E3o coisas muito nossas, em raz=E3o da escolha livre = da nossa=20 vontade; e no entanto, uma e outra coisa s=E3o um dom, proveniente = do=20 Esp=EDrito de f=E9 e de caridade=BB (131).

A catequese, que =E9 crescimento na f=E9 e amadurecimento da = vida crist=E3 em=20 ordem =E0 sua plenitude =E9, por consequ=EAncia, obra do = Esp=EDrito Santo, obra=20 que s=F3 Ele pode suscitar e manter na Igreja.

Tal verifica=E7=E3o, originada da leitura dos textos acima = citados e de=20 numerosas outras passagens do Novo Testamento, leva-nos a formar = duas=20 convic=E7=F5es.

Antes de mais, a convic=E7=E3o de que a Igreja, ao realizar a = sua miss=E3o de=20 catequizar =97 como de resto cada um dos crist=E3os que em Igreja = e em nome da=20 Igreja se aplica a essa miss=E3o =97 deve estar. bem consciente de = agir como=20 instrumento vivo e d=F3cil do Esp=EDrito Santo. Por isso, invocar=20 incessantemente esse Esp=EDrito, estar em comunh=E3o com Ele, = esfor=E7ar-se por=20 conhecer as suas aut=EAnticas inspira=E7=F5es, tem de ser a = atitude da Igreja=20 que ensina, bem como de todo e qualquer catequista.

Depois =97 uma vez que =ABestamos a viver na Igreja um momento = privilegiado=20 do Esp=EDrito=BB, como notava o meu Predecessor Paulo VI na sua = Exorta=E7=E3o=20 Apost=F3lica Evangelii=20 Nuntiandi (132) =97 a convic=E7=E3o de que o desejo = profundo de=20 compreender melhor a ac=E7=E3o do Esp=EDrito e de se confiar mais = a Ele deve=20 provocar um despertar catequ=E9tico. A =ABrenova=E7=E3o no = Esp=EDrito=BB,=20 efectivamente, ser=E1 aut=EAntica e ter=E1 na Igreja verdadeira = fecundidade, n=E3o=20 tanto na medida em que ela suscitar carismas extraordin=E1rios, = mas na=20 medida em que levar o maior n=FAmero de fi=E9is, pelos caminhos da = vida de=20 todos os dias, ao esfor=E7o humilde, paciente e perseverante de = conhecerem=20 cada vez melhor o mist=E9rio de Cristo e darem testemunho dele. =

Invoco pois sobre a Igreja catequizante, esse Esp=EDrito do Pai = e do=20 Filho e suplico-Lhe que renove na mesma Igreja o dinamismo = catequ=E9tico.=20

Maria, m=E3e e modelo do disc=EDpulo

73. E que a Virgem Sant=EDssima do Pentecostes nos alcance = tamb=E9m Ela,=20 pela sua intercess=E3o, tudo isto! Por voca=E7=E3o singular, viu o = seu Filho=20 Jesus crescer =ABem sabedoria, em estatura e em gra=E7a=BB (133). = Sobre os seus=20 joelhos e ao ouvi-lo durante a vida oculta de Nazar=E9, esse = Filho, o=20 Unig=E9nito do Pai =ABpleno de gra=E7a e de verdade=BB, foi por um = lado formado=20 por Ela no conhecimento humano das Escrituras e da hist=F3ria do = des=EDgnio de=20 Deus sobre o seu Povo, assim como na adora=E7=E3o do Pai (134). = Por outro=20 lado, Ela foi a primeira dos seus disc=EDpulos: primeira quanto ao = tempo,=20 porque j=E1 quando se d=E1 o encontro no Templo Ela recebe do seu = Filho=20 adolescente li=E7=F5es que conserva no seu cora=E7=E3o (135); e a = primeira,=20 sobretudo, em grau de profundidade porque ningu=E9m foi assim = =ABensinado por=20 Deus=BB (136).

=ABM=E3e e disc=EDpula ao mesmo tempo=BB, dizia a respeito = d'Ela Santo=20 Agostinho, e acrescentava com ousadia que ser disc=EDpula para Ela = foi mais=20 importante do que ser M=E3e (137). N=E3o foi sem raz=E3o, pois, = que na Sala=20 sinodal se disse de Maria que Ela =E9 =ABum catecismo vivo=BB, = =ABm=E3e e modelo dos=20 catequistas=BB.

Que a presen=E7a do Esp=EDrito Santo, pois, pela intercess=E3o = de Maria,=20 possa alcan=E7ar =E0 Igreja um impulso sem precedentes na = actividade=20 catequ=E9tica que para ela =E9 essencial! A Igreja = desempenhar-se-=E1 ent=E3o de=20 modo eficaz, neste tempo de gra=E7a, da miss=E3o inalien=E1vel e = universal=20 recebida do seu Senhor: =ABIde e ensinai todas as gentes=BB (138). =

Com a minha B=EAn=E7=E3o Apost=F3lica!

Dado em Roma, junto de S=E3o Pedro, aos 16 de Outubro de = 1979, ano=20 segundo do meu Pontificado.

JO=C3O PAULO II


Notas

1. Cf. Mt. 28,19 s.

2. Cf. 1 Jo. 1,1.

3. Cf. Jo. 20,31.

4. Cf. AAS 63 (1971), pp. 758-764.

5. Cf. n. 44; cf. tamb=E9m nn. 45-48 e 54: AAS 68 = (1976), pp.=20 34-35;35-38; 43.

6. Como =E9 sabido, segundo o =ABMotu-proprio=BB Apostolica=20 Sollicitudo, de 15 de Setembro de 1965, o S=EDnodo dos Bispos = pode=20 reunir-se em Assembleia Geral, em Assembleia Extraordin=E1ria ou = em=20 Assembleia Especial. Na presente Exorta=E7=E3o Apost=F3lica, as = simples palavras=20 =ABS=EDnodo=BB, ou =ABPadres sinodais=BB, ou =ABSala sinodal=BB = referem-se sempre, salvo=20 indica=E7=E3o em contr=E1rio, =E0 IV Assembleia Geral do S=EDnodo = dos Bispos,=20 realizada em Roma no m=EAs de Outubro de 1977, a qual teve como = tema a=20 catequese.

7. Cf. Synodus Episcoporum, De cathechesi hoc nostro tempere = tradenda praesertim pueris atque iuvenibus, Ad Populum Dei = Nuntius, e=20 Civitate Vaticana, 28-X-1977; cf. =ABL'Osservatore = Romano=BB (30 de=20 Outubro de 1979), pp. 3-4.

N.T.=97 Entre n=F3s foi publicado em op=FAsculo: =ABMensagem ao = Povo de Deus e=20 discursos de Paulo VI sobre a Catequese=BB, Editorial A. O., = Braga, 2=AA=20 edi=E7=E3o, 1978.

8. Cf. AAS 69 (1977), p. 633.

9. Jo. 1,14. '

10. Jo. 14,6.

11. Ef. 3,9. 18 s.

12. Cf. Jo. 14, 6.

13.  Jo. 7,16. Est=E1 enunciado nesta passagem um = tema=20 frequente no quarto Evangelho: cf. Jo. 3,34; 8,28; 12,49 = s.; 14,24;=20 17,8.14.

14. 1 Cor. 11,23: a palavra =ABtransmitir=BB, empregada = nesta=20 passagem por S=E3o Paulo, foi repetida com id=EAntico sentido e = frequentemente=20 na Exorta=E7=E3o Apost=F3lica Evangelii Nuntiandi, para = descrever a=20 actividade evangelizadora da Igreja, por exemplo nos nn. = 4,15,78,79.

15. Act. 1,1.

16. Mt. 26,55; cf. Jo. 18,20.

17. Mc. 10,1.

18. Mc. 1,22; cf. tamb=E9m Mt. 5,2; 11,1; 13,54; = 22,16;=20 Mc. 2,13; 4,1; 6,2.6; Lc. 5,3.17; Jo. 7,14; = 8,2, etc.=20

19 Lc. 23,5.

20. Em cerca de cinquenta passagens dos quatro Evangelhos, este = t=EDtulo=97herdado de toda a Tradi=E7=E3o judaica, mas = revestindo-se aqui de um=20 significado novo, que o pr=F3prio Cristo procura muitas vezes = p=F4r em=20 evid=EAncia =97 =E9 atribu=EDdo a Jesus.

21. Cf.; entre outras passagens: Mt. 8,19; Mc. = 4,38;=20 9,38; 10,33; 13,1; Jo. 11,28.

22.  Mt. 12,38.

23. Lc. 10,25; Mt. 22,16.

24. Jo. 13,13 s.; cf. tamb=E9m Mt. 10,25; 26,18; = e=20 paralelos.

25. Mt. 23,8. Santo In=E1cio de Antioquia aduz esta = afirma=E7=E3o e=20 comenta-a nos seguintes termos: =ABN=F3s recebemos a f=E9; e =E9 = por isso que=20 resistimos, a fim de sermos reconhecidos como disc=EDpulos de = Jesus Cristo,=20 nosso =FAnico Mestre=BB (Epistola ad Magnesios, IX, 1: FUNK = 1,239).

26. Jo. 3,2.

27. A representa=E7=E3o de Cristo Mestre, em atitude de ensinar = j=E1 aparece=20 nas catacumbas romanas. Depois, =E9 frequentemente utilizada nos = mosaicos da=20 arte romano-bizantina do s=E9culo III e do s=E9culo IV. E a mesma = figura=E7=E3o=20 viria a constituir um motivo art=EDstico predominante nas = esculturas das=20 grandes catedrais romanas e g=F3ticas da Idade M=E9dia.

28. Mt. 28,19.

29. Jo. 15;15.

30. Cf. 1o. 15,16.

31. Act. 2,42.

32. Act. 4,2.

33. Cf. Act. 4,18 5,28.

34. Cf. Act. 4,19.

35. Cf. Act. 1,25.

36. Cf. Act. 6,8 ss.; cf. tamb=E9m o epis=F3dio de = Filipe a=20 catequizar o funcion=E1rio de uma rainha da Eti=F3pia: Act. = 8,26 ss.=20

37. Cf. Act. 15,35.

38. Cf. Act. 8,4.

39. Act. 28,31.

40. Cf. JO=C3O PP. XXIII, Enc=EDclica Mater et Magistra = (AAS=20 53 [1961], p. 401): a Igreja =E9 =ABm=E3e=BB, porque gera = incessantemente novos=20 filhos, pelo Baptismo, e assim faz crescer a fam=EDlia dos filhos = de Deus; e=20 =E9 =ABmestra=BB, porque age de molde a que os filhos cres=E7am na = gra=E7a do seu=20 Baptismo, alimentando neles o =ABsensus fidei=BB (sentido da = f=E9), com o ensino=20 das verdades da f=E9.

41. Cf. por exemplo: a Carta de S=E3o Clemente de Roma =E0 = Igreja de=20 Corinto, o escrito denominado =ABDidach=E8=BB, a =ABEpistola = Apostolorum=BB, os=20 escritos de Santo Ireneu de Li=E3o (Demonstratio Apostolicae=20 praedicationis e Adversus haereses), de Tertuliano = (De=20 Baptismo), de S=E3o Cipriano (Testimonia ad Quirinum), = de=20 Or=EDgenes (Contra Celsum), etc.

42. Cf. 2 Tim. 3,1.

43. Conc. Ecum. Vaticano II, Declara=E7=E3o sobre a Liberdade = Religiosa=20 Dignitatis Humanae, n. 2: AAS 58 (1966), p. 930.

44. Cf. Declara=E7=E3o Universal dos Direitos do Homem (ONU), = de 10 de=20 Dezembro de 1948, art. Acordo Internacional relativo aos direitos = civis e=20 pol=EDticos (ONU), de 16 de Dezembro de 1966, art. 4; Acta final = da=20 Confer=EAncia sobre a Seguran=E7a. e a Coopera=E7=E3o na Europa, = par. VIII.

45. Synodus Episcoporum, De cctechesi hoc nostro tempore = tradenda=20 praesertim pueris atque iuvenibus, Ad Populum Dei Nuntius, nn. = 1 e 4;=20 loc. cit., pp. 3-4 e 6-7; cf. =ABL'Osservatore Romano=BB = (30 de Outubro=20 de 1977), p. 3

46. Ibidem, n. 6 loc. cit., pp. 7-8.

47. Sagrada Congrega=E7=E3o para o Clero, Directorum = Catechisticum=20 Generale, nn. 17-35: AAS 64 (1972), pp. 110-118.

48. Cf. nn. 14-34: AAS 68 (1976), pp. 17-22.

49. Synodus Episcoporum, De catechesi hoc nostro tempere = tradenda=20 praesertirn pueris atque iuvenibus, Ad Populum Dei Nuntius, n. = 1: loc.=20 cit., pp. 3 ss.; cf. =ABL'Osservatore Romano=BB (30 de Outubro de = 1977), p.=20 3.

50. Discurso de encerramento do S=EDnodo, a 29 de Outubro de = 1977:=20 AAS 69 (1977), p. 634.

51. Ibidem.

52. Cf. Directorium Catechisticum Generale, nn. 40 e 46: = AAS 64 (1972), pp. 121 e 124 s.

53. Cf. Decr. sobre o Minist=E9rio e a Vida dos Sacerdotes=20 Presbyterorum Ordinis, n. 6: AAS 58 (1966), p. 999. =

54. Cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum.

55. Ef. 4,13.

56. Cf. 1 Pdr. 3,15.

57. Cf. Const. dogm=E1tica sobre a Revela=E7=E3o Divina Dei = Verbum,=20 nn. 10,24: AAS 58 (1966), pp. 822 e 828 s.; cf. tamb=E9m Sagrada = Congrega=E7=E3o=20 para o Clero, Directorium Catechisticum Generale, n. 45: = AAS 64=20 (1972), p. 124; nele se situam bem as fontes principais ou = complementares=20 da catequese.

58. Cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, rn. = 25-26;=20 183-187

59. Cf. AAS 60 (1968), pp. 436-445. Ao lado destas = grandes=20 profiss=F5es de f=E9 do Magist=E9rio, podem-se observar tamb=E9m = profiss=F5es de f=E9=20 populares, enraizadas na cultura crist=E3 tradicional de alguns = Pa=EDses; cf.=20 a este prop=F3sito aquilo que eu tive oportunidade de dizer aos = jovens em=20 Gniezno, a 3 de Junho de 1979, a respeito do c=E2ntico-mensagem a=20 Bogurodzica: =ABN=E3o se trata apenas de um c=E2ntico: ele = =E9 tamb=E9m uma=20 profiss=E3o de f=E9, um s=EDmbolo do Credo polaco, =E9 uma = catequese e =E9 mesmo um=20 documento de educa=E7=E3o crist=E3. Nele se acham contidas as = principais=20 verdades da f=E9 e os princ=EDpios da moral. Ele n=E3o =E9 apenas = uma pe=E7a=20 hist=F3rica; =E9 documento da vida, algu=E9m j=E1 lhe chamou = mesmo, o 'catecism=20 polaco'=BB: AAS 71 (1979), p. 754.
N. T. =97 Entre = n=F3s o =ABCredo do=20 Povo de Deus de Paulo VI foi publicado pela Editorial A. O., = Braga.

60. N. 25: AAS 68 (1976), p. 23.

61. Ibidem, especialmente os nn. 26-39: 1. c., pp., = 23-25; o=20 =ABelementos principais da mensagem crist=E3=BB acham-se expostos = de maneira=20 ainda mais sistem=E1tica no Directorium Catechisticui = Generale, nn.=20 47-69: AAS 64 (1972), pp. 125-141; nele se encontra tamb=E9m a = norma do=20 conte=FAdo essencial da catequese.

62. Tomar-se-=E1 como ponto de refer=EAncia tamb=E9m o = cap=EDtulo do=20 Directorium Catechisticurn Generale, sobre este assunto nn. = 37-46:=20 1. c., pp. 120-125.

63. Rom. 1, 19.

64. Act. 17,23.

65. Cf. Ef. 3,3.

66. Cf. Ef. 2,18.

67. Cf. Act. 20,28

68. Conc. Ecum. Vaticano II, Const. pastoral sobre a Igreja no = mundo=20 contempor=E2neo Gaudium et Spes, n. 39: AAS 58 = (1966), pp.=20 1056 s.

69. Rom. 6,4.

70. 2 Cor. 5,17.

71. Cf. ibidem.

72. Rom. 6,23.

73. Cf. Paulo PP. VI, Exorta=E7=E3o Apost=F3lica Evangelli = Nuntiandi,=20 nn. 30-38: AAS 68 (1976), pp. 25-30.

74. Cf. Catechismo maggiore, 5.' parte, cap. 6.=B0, nn. = 965-966.=20

75. Cf. Flp, 2,17.

76. Rom. 10,8.

77. Flp.3,8.

78. Ef. 4,20 s.

79. Cf. 2 Tim. 2,7.

80. Jo. 6,69; cf. Act. 5,20; 7,38.

81. Act. 2,28, onde se cita o Sl. 16,11.

82. Cf. todo o Decreto sobre o Ecumenismo Unitatis=20 Redintegratio: AAS 57 (1965). pp. 90-112.

83. Cf. ibidem; n. 5: 1. c., p. 96; cf. tamb=E9m Conc. = Ecum.=20 Vaticano II, Decr. sobre a Actividade Mission=E1ria da Igreja = Ad=20 Gentes, n. 15; AAS 58 (1966), pp. 963-965; Sagrada = Congrega=E7=E3o para=20 o Clero, Directorium Catechisticum Generale, n. 27; AAS = 64=20 (1972), p. 115.

84. Cf. Conc. Ecum. Vaticano II, Decr. sobre o = Ecumenismo=20 Unitatis Redintegratio, nn. 3-4: AAS 57 (1965), pp. = 92-96.=20

85. Ibidem, n. 3: 1. c., p. 93.

86. Cf. ibidem; cf. tamb=E9m Const. dogm=E1tica sobre a = Igreja=20 Lumen Gentium, n. 15: AAS 57 (1965), p. 19.

87. Lc. 12,32.

88. Cf., por exemplo, Conc. Ecum. Vaticano II Const. = pastoral=20 sobre a Igreja no Mundo Contempor=E2neo Gaudium et Spes: = AAS=20 58 (1966), pp. 1025-1120; Paulo PP. VI, Enc=EDclica Populorum=20 Progressio: AAS 59 (1967), pp. 257-299; Carta Apost=F3lica = Octogesima=20 Adveniens: AAS 63 (1971), pp. 401-441; e Exorta=E7=E3o = Apost=F3lica=20 Evangelii Nuntiandi: AAS 68 (1976), pp. 5-76.

89. Mt. 1,16.

90. Cf. Conc. Ecum. Vaticano II, Decr. sobre o M=FAnus = Pastoral=20 dos Bispos Christus Dominus, n. 14: AAS 58 (1966), = p. 679.=20 Decr. sobre a Actividade Mission=E1ria da Igreja Ad Gentes, = n. 14:=20 AAS 58 (1966), pp. 962-963; Sagrada Congrega=E7=E3o para o = Clero,=20 Directoriuun Catechisticum Generale, n. 20: AAS 64 = (1972),=20 p. 112; cf. tamb=E9m Ordo Initiationis Christianae = Adultorum.

91. Cf. n. 58: AAS 68 (1976), pp. 46-49.

92. Cf. Synodus Episcoporum, De catechesi hoc mostro tempore = tradenda praesertinz pueris atque iuvenibus, Ad Populum Dei = Nuntius,=20 nn. 7-10: loc. cit., pp. 9-12; cf. =ABL'Osservatore Romano=BB (30 = de Outubro=20 de 1977), p. 3.

93. Cf. Sagrada Congrega=E7=E3o para o Clero, = Directorium=20 Catechisticunt Generale, nn. 119-121; 134; AAS 64 = (1972), pp,=20 166-167; 172.

94. Cf. AAS 71 (1979), p. 607.

95. Cf. Rom. 16,26; Ef. 3,5.

96. 1 Cor. 1,7.

97. Cf. 2 Tim. 1,14.

98. Cf. Jo. 1,16 Ef. 1,10.

99. Cf. Enc=EDclica Redemptor Hominis, nn. 15-16: = AAS 71=20 (1979), pp. 286-295.

100. Cf. Mt. 5,13-16.

101. Cf. Paulo PP. VI, Enc=EDclica Ecclesiam Suam, III = parte:=20 AAS 56 (1964), pp. 637-659.

102. Cf. Hebr. 12,27.

103. 1 Cor. 13,12.

104. Cf. 1 Tim. 6,16.

105. Hebr. 11,1.

 106. Cf. Mt. 2,1 ss

107. PASCAL-Blaise, Le myst=E8re de J=E9sus: Pens=E9es, = n. 553.

108. PAULO PP. VI, Sollemnis Prof. Fidei, n. 4: = AAS 60=20 (1968), p. 434.

109. PAULO PP. VI, Exorta=E7=E3o Apost=F3lica Quinque iam = Anni:=20 AAS 63 (1971), p. 99.

110. Cf. 1 Tim. 1,3 ss.; 4,1 ss.; 2 Tim. 2,14 = ss.; 4,1-5;=20 Tit. 1,10-12; cf. tamb=E9m Exorta=E7=E3o Apost=F3lica = Evangelii=20 Nuntiandi, 78: AAS 68 (1976), p. 60.

111. Enc=EDclica Redemptor Hominis, n. 10: AAS 71 = (1979), p.=20 274.

112. De catechizandis rudibus: PL 40,310-347. =

113. Cf. Decr. sobre o M=FAnus Pastoral dos Bispos Christus=20 Dominus, n. 14: AAS 58 (1966), p. 679.

114. Decr. sobre o Minist=E9rio e Vida dos Sacerdotes = Presbyterorum=20 Ordinis, n. 6: AAS 58 (1966), p. 999.

115. Lam. 4,4.

116. Ef. 4,5 s.

117. Cf. Conc. Ecum. Vaticano II, Const. sobre a Sagrada = Liturgia Sacrosanctum Concilium, nn. 35,52: AAS 56 = (1964),=20 pp. 109, 114; cf. tamb=E9m Institutio Generalis Missalis = Ronzani,=20 promulgado por decreto da Sagrada Congrega=E7=E3o dos Ritos, a 6 = de Abril de=20 1969, n. 33; e, ainda, aquilo que se disse mais acima no = cap=EDtulo VI sobre=20 a homilia.

118. Desde a alta Idade M=E9dia, os conc=EDlios provinciais = insistiam na=20 responsabilidade dos pais quanto =E0 educa=E7=E3o para a f=E9: = cfr. o VI Conc=EDlio=20 de Arles (813), can. 19; Conc=EDlio de Mog=FAncia (813), can.s = 45,47; VI=20 Conc=EDlio de Paris (829), livro 1, cap. 7: MANSI, Sacrorum = Conciliorum=20 nova et amplissima collectio, XIV, 62,74,542. Entre os = documentos mais=20 recentes do Magist=E9rio, devem citar-se a Enc=EDclica Divini = illius=20 Magistri de Pio XI, de 31 de Dezembro de 1929: AAS 22 = (1930),=20 pp. 49-86; numerosos discursos e mensagens de Pio XII; e sobretudo = os=20 textos do Conc=EDlio Vaticano II. Constitui=E7=E3o dogm=E1tica = sobre a Igreja=20 Lumen Gentium, nn. 11,35: AAS 57 (1965), pp. 15,40; = Decreto=20 sobre o Apostolado dos Leigos Apostolicam Actuositatem, nn. = 11,30:=20 AAS 58 (1966), pp. 847, 850; Constitui=E7=E3o pastoral = sobre a Igreja=20 no Mundo Contempor=E2neo Gaudium et Spes, n. 52: AAS 58 = (1966), p.=20 1073; e especialmente a Declara=E7=E3o sobre a Educa=E7=E3o = Crist=E3 Gravissimum=20 Educationis, n. 3: AAS 58 (1966), p. 731.

119. Cf. Conc. Ecum. Vaticano II, Decl. sobre a Educa=E7=E3o = Crist=E3=20 Gravissimum Educationis, n. 3: AAS 58 (1966), p. = 731.

120. Conc. Ecum. Vaticano II, Const. dogm=E1tica sobre a Igreja = Lumen=20 Gentium, n. 11: AAS 57 (1965), p. 16; cf. Decr. sobre o = Apostolado dos Leigos Apostolicam Actuositatem, n. 11: = AAS=20 58 (1966), p. 848.

121. Exorta=E7=E3o Apost=F3lica Evangelii Nuntiandi, n. = 77: AAS=20 68 (1966), p. 69.

122. Jo. 14,26.

123. Jo. 16,13.

124. In loannis Evangelium Tractatus, 97 PL = 35,1877.

125. Jo. 15,26-27.

126. Cf. Rom. 8,14-17; Gal. 4,6.

127. Rom. 8,15.

128. 1 Cor. 12,3.

129. Cf. 1 Cor. 12,4-11.

130. Ef. 5,18.

131. Retractationum liber I, 23,2: PL 32,621.

132. N. 75: AAS 68 (1976), p. 66.

133. Cf. Lc. 2,52.

134. Cf. Jo. 1,14; Hebr. 10,5; S. Th. III, Q. 12, = a. 2;=20 a. 3, ad 3.

135. Cf. Lc. 2,51.

136 Cf. Jo. 6.45.

137. Cf. Sermo 25,7: PL 46,937-938.

138.  Mt. 28,19.

 

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