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4 Mai 2021
Este São Mamede
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Situada a Este da cidade de Braga, donde dista cerca de 7 quilómetros, a paróquia de S. Mamede, ainda que com outra designação, terá sido criada em pleno século VI segundo o Paroquial Suevo, escrito entre 572 e 582-585, sendo o seu topónimo, segundo alguns estudiosos, de origem germânica.

Nela nasce o rio Este, que terá sido, sem sombra de dúvida, fator de capital importância para a fixação dos povos. Provam-no os povoados fortificados existentes na freguesia, melhor conhecidos pela designação de Castros, que ainda hoje são visíveis, com ocupação humana desde pelo menos o terceiro milénio antes de Cristo, cerca de cinco mil anos.

O primeiro documento escrito conhecido que refere a paróquia com a designação de S. Mamede, é de 8 de julho de 1028, está escrito em latim, língua oficial da altura e aparece num documento de compra de uma propriedade, «iuxta ecclesiam Sancti Mametis»[1].

Até 1136, pertenceu ao mosteiro de Antealtares (Santiago de Compostela), cujo abade, nesta data permutou com D. Paio Mendes, arcebispo de Braga, três quartas partes da igreja. Neste mosteiro, os monges tinham como missão guardar e organizar o culto das relíquias do apóstolo, conforme documento compostelano de 1077 - Concórdia de Antealtares -, onde é descrito de maneira resumida a sua finalidade.

Paralelamente à paróquia de S. Mamede, existiu até ao século XV, 1439, a paróquia de S. Simão Deste, tendo esta sido anexada pelo arcebispo D. Fernando da Guerra, ao Tesourado-Mor da Sé de Braga, a quem pertencia a igreja. Estas anexações ocorriam pela falta de interesse dos párocos de tomar para si algumas freguesias, que por serem muito pequenas, não davam rendimento suficiente para a sua sobrevivência e sustentação da paróquia, pelo que se tornava difícil arranjar quem a paroquiasse. Efetivamente a freguesia devia ter muito pouca gente, existindo dois motivos para se produzir esta afirmação: Em primeiro lugar, em 1320, foi concedido ao rei D. Dinis, licença papal para taxar as igrejas, e Braga não foi exceção. S. Mamede, como pertencia ao Tesourado da Sé, não foi taxada, ou, por outras palavras, entrou na taxação do referido Tesourado, e, S. Simão, pagou de taxa dezasseis libras, sendo de todas as paróquias do couto de Braga, a que menos pagou. Em segundo lugar, ao tempo do rei D. Manuel, em princípios do século XVI, S. Simão tinha 10 vizinhos ou fogos, o que quer dizer que na melhor das hipóteses e utilizando um rácio de 5, teria 50 moradores, o que é extremamente pouco, dando para aquilatar o que se afirma acima. S. Mamede, tinha, segundo o mesmo autor, 31 vizinhos ou fogos, o que dá 155 moradores. Nas memórias paroquiais de 1758 e segundo o seu relator, existem já 110 fogos com 425 moradores, o que dá um rácio de 3,9 moradores por fogo, sendo das médias mais altas do concelho de Braga.

A batalha do Carvalho Deste, travada na Serra do Carvalho, é um dos episódios mais marcantes da história de S. Mamede, dado que foi possível suster a força inimiga, melhor apetrechada em armas e homens durante três dias, na segunda invasão francesa, entre 18 e 20 de março de 1809.

O Rev.º Padre Abílio Gomes Correia, por quem ansiamos seja declarado Venerável, Beato e Santo, será por ventura, pelos seus feitos, um dos episódios mais marcantes da história desta paróquia, que se espera venha a concretizar-se cada uma das etapas necessárias à sua canonização.

 

[1] Liber Fidei, doc. n.º 32, fl. 18-v

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