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Departamento da Pastoral Universitária | 18 Fev 2021
Narrativas de quarentena de uma jovem universitária (2ª temporada)
Ana Sofia Carvalho, Direito (UMinho)
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2021 seria o ano em que entraríamos com o pé direito, na esperança de que a vida voltasse ao mais normal possível. Mas, em janeiro, aconteceu o oposto. Ao invés da esperança, reinou a incerteza, e ao invés de uma vida “normal”, acabamos por ter de ficar, novamente, confinados.  

Mas apesar dos obstáculos que a pandemia nos obriga diariamente a enfrentar, não podemos baixar os braços e nada fazer. É importante, neste momento, encararmos este tempo com positividade. Foi assim que decidi enfrentar esta segunda etapa! Não podemos ceder às grandes consequências deste confinamento: o isolamento, desmotivação e incapacidade para trabalhar estas emoções negativas. O facto de nos fecharmos em casa pode trazer efeitos graves, pelo que devemos estar atentos a nós próprios e aos outros. Distanciamento social não é, nem deve ser, sinónimo de esquecimento (dos outros e de nós próprios)! Aliás, na minha opinião, o termo “distanciamento social” deveria ser substituído por “distanciamento físico”, pois o primeiro pode implicar um afastamento da sociedade. Mas é isso que, na verdade, precisamos neste momento? De nos afastar da sociedade?

É crucial ter uma mente otimista e esperançosa perante esta pandemia, tentando sempre ver os aspetos positivos que este tempo pandémico nos traz. A esperança é a única coisa mais forte que o medo. Se já sabemos que a permanência constante na habitação pessoal e o afastamento social têm consequências graves no nosso estado de espírito, temos então de pensar como podemos alimentar o nosso ânimo, a nossa alma. Qual é a minha estratégia? Exercício físico, meditação, ver séries, planear novos hábitos, fazer atividades que nunca tinha realizado por falta de tempo; ajudar o outro e fazer voluntariado (na verdade, ajudou-me imenso manter-me no voluntariado na Pastoral Universitária), etc. Mas, talvez o mais importante, é não nos esquecermos de manter o contacto com os nossos familiares e amigos, principalmente aqueles que precisam de uma palavra amiga para não se sentirem sós. Não nos podemos deixar afetar pela apatia! Pelo contrário, temos de pensar que, nesta altura, as pessoas precisam ainda mais de nós e nós precisamos ainda mais de quem nos é próximo.  

Consequentemente, se pusermos em prática estas ideias, não será preciso esquecer 2020, nem 2021, porque, mais importante do que pensar nos eventos trágicos que este vírus nos trouxe, será apontar as várias lições e aprendizagens que retiramos.  

2020 não foi um ano para esquecer, foi um ano para aprender. O que quero dizer com isto?! Por exemplo, antes da pandemia, tomávamos tudo como garantido (quer quanto às pessoas, quer quanto a momentos); deixávamos tudo para amanhã e, se estivéssemos atrasados, agíamos rapidamente sem prestar atenção ao nosso redor; adiávamos tudo, porque dava para fazer noutra altura ou estávamos à espera de alturas melhores para o fazer. Nesta pandemia, percebemos o quão fugaz é a vida e o quão frágil é o ser humano.  

Não podemos desperdiçar o tempo, esperando por melhores alturas para fazer aquilo que queremos. O tempo é demasiado valioso e nós não somos seres imortais. Para mim, este período ajudou-me a atingir uma melhor consciencialização sobre a vida e a relembrar-me que as situações são momentâneas. Desta forma, retiro uma citação marcante que li algures: “Ama o que tens, antes que a vida te ensine a amar aquilo que tinhas”.

Concluo esta minha partilha, acentuando um ponto muito importante. Não estamos sós! Por isso, lembra-te do outro, ouve o apelo de quem precisa de ti. E se és tu quem precisa de ajuda, então não tenhas vergonha de procurar uma mão amiga. É crucial, num tempo como este, deixarmo-nos guiar pela compaixão humana, que nos liga uns aos outros e nos transforma, esta é a forma de transformar o sofrimento partilhado em esperança para o futuro! (Nelson Mandela).  

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