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Mariana Macedo | 31 Mar 2021
Narrativas de quarentena de uma jovem universitária (2ª temporada)
Mariana Macedo, Medicina | UMinho
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Um ano após o início da pandemia em Portugal, continuamos a ser bombardeados diariamente com informações sobre este tema pelos meios de comunicação, havendo pouco espaço para todos os outros acontecimentos da atualidade. Assim sendo, acredito que todos estamos cansados e que este já não é de todo um tema apelativo. Seria muito mais interessante refletirmos sobre os planos, os encontros e os projetos que todos idealizamos para quando a pandemia for apenas uma memória longínqua. Acredito que esse tempo irá chegar e que a normalidade se irá estabelecer lentamente, no entanto, vivemos um contexto de grande incerteza relativamente ao futuro e penso que temos ainda um longo caminho a percorrer até que isso seja uma realidade. Desta forma, este é um tema ao qual não consigo fugir e sobre o qual considero importante refletir.  

Como estudante de Medicina, ao longo dos últimos meses, tive a oportunidade de continuar a realizar os estágios clínicos no hospital, mesmo quando a universidade cancelou as atividades presenciais e, tive ainda a oportunidade de reforçar a linha do SNS24 num período mais crítico de chamadas. Estas experiências permitiram-me assistir de perto ao sentido de verdadeira missão de muitos profissionais de saúde, que viveram e vivem este tempo de uma forma verdadeiramente inspiradora e altruísta. Foi necessário um grande esforço de adaptação de todos os profissionais de saúde e também de todos os estudantes. Tivemos de nos adaptar ao novo funcionamento dos serviços e procurar perceber qual o nosso lugar, de forma a maximizar a nossa aprendizagem num contexto tão atípico, ao mesmo tempo que tentávamos ser úteis neste combate que é de todos nós.  

Por outro lado, numa perspetiva menos positivo, pudemos também vivenciar o sofrimento e a solidão profunda que muitas pessoas experienciaram em consequência da pandemia. Todos passámos por experiências novas, algumas geradoras de preocupações, ansiedade e tristeza, mas creio que, de uma forma geral, este tempo que vivemos tem-nos feito sentir especialmente inseguros. Vivemos o incerto, com as expectativas adiadas uma e outra vez e procuramos respostas quando tudo parece eternamente dúbio.  

Retirar algo positivo de toda esta situação poderá nem sempre parecer óbvio, no entanto, acredito que, acima de tudo, a pandemia ensinou-nos a ser humildes. Humildes na consciência dos nossos limites e da nossa finitude. Humildes na certeza de que precisamos uns dos outros e que todos somos frágeis.  

Este exercício de humildade impulsiona-nos também a estar mais disponíveis para nos questionarmos, nos desmontarmos e nos reconstruirmos. Assim sendo, este nosso estado pode também ser uma oportunidade única para vivermos a Semana Santa com maior profundidade, percorrendo um caminho capaz de despertar dentro de nós uma maior sensibilidade para a procura e o reconhecimento da verdade. Em toda a sua vida, Jesus é um exemplo de humildade e é, na Semana Santa, em especial no momento em que Jesus lava os pés aos seus discípulos, que o sentido de humildade e da importância do serviço ao outro mais se evidência. Tal como os discípulos também nós somos convidados por Jesus a imitar este gesto nas nossas vidas. Não poderá ser este um dos exemplos que Jesus nos dá para vivermos da melhor forma este tempo de pandemia?  

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