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DACS com Vida Nueva Digital | 18 Jun 2021
México: bispo partilha com governadora eleita o seu “método de ouro” para conseguir a paz na região
O bispo de Chilpancingo-Chilapa garante ao Vida Nueva Digital que o diálogo com grupos criminosos lhe permitiu pacificar grande parte do estado de Guerrero e recomenda que a próxima governadora faça o mesmo.
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  © Diocese de Chilpancingo-Chilapa

O bispo de Chilpancingo-Chilapa, D. Salvador Rangel Mendoza, garante que conseguiu reduzir a violência gerada pelo crime organizado em grande parte do estado de Guerrero através do diálogo com os gangues de traficantes. Agora, recomenda à próxima governadora Evelyn Salgado que faça o mesmo.

Em entrevista ao portal Vida Nueva Digital, o bispo alegra-se, em primeiro lugar, por Guerrero ter a sua primeira governadora: Evelyn Salgado, especialmente por causa do machismo que existe no México.

“Parabéns pela primeira governadora do estado. Agora que tanto procuramos a igualdade de género, acho que ela carrega a bandeira adiante”.

A professora Evelyn Salgado Pineda, filha de Félix Salgado Macedonio, substituiu o pai como candidata pelo partido Morena, depois de o Instituto Nacional Eleitoral e o Tribunal Eleitoral do Judiciário Federal terem cancelado a sua candidatura à governação do estado.

Nesse sentido, D. Rangel Mendoza deixa claro que a escolha da professora foi tanto por ela, quanto pelo seu pai, mas também é claro que o actual partido no governo local, o PRI, não poderia manter o governo “porque lhes faltou humildade e apoio do povo, que já está cansado de tantas promessas não cumpridas”.

“Talvez as pessoas se tenham decidido agora pelo Morena agora porque já estavam cansados de comer a mesma comida e agora queriam trocar os pratos”, afirma o bispo.

 

Ao puro estilo franciscano

O bispo Salvador Rangel Mendoza teve a oportunidade de falar com Evelyn Salgado antes do dia das eleições, a 6 de Junho. Descreve-a como uma pessoa muito calma e comedida. Deu-lhe uma boa impressão porque nunca falou mal dos partidos da oposição. "Espero que se rodeie de boas pessoas e possa fazer um bom governo para o bem de Guerrero”.

Porém, o bispo adverte neste momento para um grande perigo: os grupos criminosos aliados ao governo poderiam ficar desprotegidos e procurariam impor-se pela força. Por outro lado, alguns narcotraficantes ofereciam grandes somas de dinheiro aos candidatos e procuravam obter favores. Isso pode desencadear incidentes de violência, de acordo com D. Rangel.

“A Evelyn Salgado recomendei-lhe, como frade franciscano, o método de ouro: o diálogo. Não é hora da separação, como os pugilistas, cada um no seu canto e, ao tocar da campainha, sair para atacar. Tem de haver diálogo porque muitas vezes a outra pessoa tem a razão e a verdade”, explicou.

 

O método de ouro

Segundo o bispo de Chilpancingo-Chilapa, nos últimos anos a criminalidade diminuiu consideravelmente na região. “Há quatro ou cinco anos, havia mortes em todos os lugares; apareciam cabeças decapitadas. Felizmente, neste momento, pelo menos a minha diocese está calma, excepto Iguala porque há quatro grupos criminosos que estão a pilhar as minas, de onde obtêm recursos por meio de extorsão”.

O prelado garante que embora o Estado tenha participado neste processo de paz, D. Rangel teve muito a ver com a pacificação tanto em Chilpancingo quanto em Chilapa, assim como no leste e nordeste da região.

“Tive a oportunidade de pacificar outras áreas, mas as autoridades não colaboraram. Eu já tinha falado com os narcotraficantes, mas as autoridades não quiseram falar (...) se tivéssemos unido forças, teríamos um estado muito melhor. Realmente, a ajuda que recebi para pacificar foi a nível federal”, afirmou.

 

E a melhor política

O bispo insiste: “Vale a pena abordar esses grupos e descobrir por que lutam, o que querem. O diálogo, a reaproximação, é para mim a melhor política: encontrar a outra pessoa e fazer acordos. Eles podem não o conseguir fazer de forma oficial, mas têm intermediários para conseguir essa reaproximação”.

D. Rangel afirma que o diálogo e a confiança é que deram frutos, até para negociar a libertação de pessoas sequestradas.

“Por exemplo, o governo anterior disse que a lei não dialoga com quem a viola; no entanto, todos nós sabemos que eles fizeram acordos por baixo da mesa. É melhor remover essa máscara de hipocrisia e falar abertamente”, pediu.

Por fim, o Bispo Rangel dá outro conselho à próxima governadora de Guerrero: “que faça as coisas com muita clareza e transparência, que diga o que deseja fazer para que tenha o apoio das pessoas que a trouxeram ao governo”.

Artigo de Miroslava López, publicado no Vida Nueva Digital a 17 de Junho de 2021.

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Palavras-Chave:
México  •  Diálogo  •  Guerrero  •  Narcotraficantes  •  Evelyn Salgado
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