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DACS com Vida Nueva Digital | 23 Jun 2021
O último desejo do Cardeal Parolin no México: uma “laicidade positiva”
Na sua última mensagem, o Secretário de Estado da Santa Sé considerou que é chegado o momento da colaboração mútua, com profundo respeito entre Estado e Igreja.
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  © María Langarica/ Desde la fe

Esta segunda-feira, 21 de Junho, foi o último dia da visita ao México do Secretário de Estado da Santa Sé, o Cardeal Pietro Parolin, cujo principal motivo foi a ordenação episcopal do sacerdote Fermín Sosa Rodríguez, que o Papa Francisco nomeou Núncio Apostólico da Papua Nova Guiné.

Antes de regressar a Roma, Itália, o purpurado participou da recepção oferecida pela Nunciatura Apostólica por ocasião do VIII Aniversário do Pontificado do Papa Francisco, e ofereceu uma mensagem sobre a laicidade do Estado mexicano.


Um trabalho conjunto e o princípio da laicidade

Neste sentido, disse que a Santa Sé considera que “chegou o momento de um pacto renovado de colaboração mútua, marcado por um profundo respeito pela legítima distinção entre Estado e Igreja, pacto baseado no princípio da laicidade”.

Explicou que este princípio não deve continuar a ser entendido ou rejeitado como uma oposição entre a esfera religiosa e a secular, mas sim como uma necessária autonomia de compromisso e acção para o bem de todos.

“É por isso que há algum tempo que se fala de uma «laicidade positiva» e, ultimamente, também de uma «laicidade construtiva». No sentido de que, longe de ser um motivo ulterior de divisão ou oposição, ao princípio da laicidade compete, por um lado, respeitar e acolher a valiosa contribuição que as convicções espirituais oferecem à sociedade e, por outro, também agir como uma barreira para qualquer tipo de desvio fundamentalista ou secularista”, afirmou.


A bênção do Papa

O Cardeal Parolin aproveitou a sua última mensagem para transmitir a saudação e a bênção do Papa Francisco, “que acompanha com especial atenção e solicitude o caminho do povo mexicano”.

D. Parolin, que integrou a delegação apostólica no México chefiada por Girolamo Prigione, de 1989 a 1991, disse estar feliz por poder regressar ao país.

“Um país rico em história e cultura, cujas raízes cristãs, enxertadas na árvore viva e fecunda das culturas indígenas - já profundamente religiosas - têm favorecido o desenvolvimento de uma identidade profundamente solidária, especialmente demonstrada nos momentos mais difíceis”, adiantou.

Convidou ainda aqueles que participavam na recepção, autoridades civis e religiosas, a brindar em homenagem a Francisco e pela amizade entre o México e a Santa Sé.

No evento também esteve presente o Secretário de Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, que garantiu ao Secretário de Estado, ao Arcebispo do México e ao Núncio Apostólico no país que “o México valoriza o carcáter valente e transformador do Papa Francisco”.

“Desde que assumiu o Pontificado, em 2013, pôs em primeiro lugar os menos favorecidos e a causa da paz, assim como também se manteve firme na busca de soluções para questões fundamentais como os direitos humanos, o cuidado dos migrantes, a solidariedade com os sem-abrigo, aspectos com os quais o governo do México concorda plenamente”, disse.

Pela manhã, o Cardeal Parolin tomou o pequeno almoço com o Presidente Andrés Manuel López Obrador e, posteriormente, teve um encontro com a Chefe de Governo da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, que o nomeou “ilustre convidado da capital do país”.

 

Artigo de Miroslava López, publicado em Vida Nueva Digital a 22 de Junho de 2021.

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