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DACS | 20 Jul 2021
José Carlos Ballbé, o jogador olímpico que trocou o hóquei pela batina
Conferência Episcopal Espanhola confiou-lhe a coordenação de uma futura área da pastoral desportiva.
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  © DR

José Carlos Ballbé viveu o sonho olímpico pelos olhos de Deus. Ex-jogador de hóquei em campo, desde muito jovem sempre com o “stick” na mão, imaginou-se nos Jogos Olímpicos juntamente com os seus companheiros da selecção espanhola. E conseguiu-o, com uma recompensa extra: poder vivê-lo como um dom, uma oferta de Deus que acompanhava a sua vocação ao sacerdócio.

“Litus”, como os amigos o conhecem, respirava hóquei quase antes do ar. A família tem uma grande tradição no desporto, com alguns internacionais de ponta, e “Litus” foi um deles. A sua habilidade para o desporto permitiu-lhe chegar ao Atletic Terrassa, onde conquistou diversos títulos nacionais – ligas e copas – e chegou à selecção espanhola, aparecendo na lista dos pré-seleccionados para os Jogos Olímpicos de Pequim.

Naquele ano, com o Terrassa, chegaram à final da Champions League, que perderam para o alemão Crefelder. As actuações de Ballbé fizeram com que a equipa campeã lhe oferecesse uma posição na equipa. Tinha tudo pronto para fazer as malas e crescer como atleta.

 

Sucesso, mas falta alguma coisa

Porém, já no topo, tudo deu uma volta de 180º. “Não foi algo repentino. Já há algum tempo que percebia que faltava alguma coisa, que a vida que eu levava não me preenchia”, refere.

Algo que foi influenciado, em Dezembro de 2006, pela morte da sua avó María, aos 97 anos, e de quem era muito próximo. “Quando ela morreu, percebi que devia haver algo mais na vida, e comecei a levar uma vida mais certinha, apesar de até aí não ser nenhum camião desgovernado”, recorda, sorrindo.

Uma mononucleose prematura – ou oportuna, não tem a certeza – deixou-o de fora dos Jogos de Pequim. Com o sentimento de vazio aumentado, foi falar com um padre. Depois de conversarem um pouco, o padre ralhou: "Nunca paraste para pensar que o Senhor te pode estar a chamar para que te entregues a Ele?”. O jovem respondeu rapidamente: "de forma alguma. Em nenhum momento".

Com essa tranquilidade, concordou em participar numa peregrinação a Medjugorje. “Ali encontrei a resposta. Durante a adoração ao Santíssimo Sacramento, Deus perguntou-me porque não deixava tudo e não me entregava a Ele. Não houve visões, nem trombetas, nem céus abertos. Foi algo que senti, que estava cá dentro”.

 

Mudança

A resposta de “Litus” foi imediata. Renunciou o contrato com a equipa e decidiu mudar de vida. Voltou a procurar o padre e contou-lhe o que tinha acontecido. Pediu-lhe conselhos sobre o que fazer: "Eu tinha como certo que não seria padre, mas queria discernir o que o Senhor queria de mim. Não queria ir para um seminário, porque um seminarista parecia-me um tonto, e eu queria sair de Barcelona, ​​porque um ex-seminarista é ainda mais tonto se finalmente vir que não era aquilo que queria".

O padre insistiu para que não abandonasse o hóquei, sobretudo por ser tão claro que "Litus" não queria ser sacerdote, e ofereceu-lhe uma saída que cumpria as suas duas condições: ir viver para uma residência da Opus Dei em Pamplona, cujo objectivo é justamente ajudar os jovens que se encontravam na mesma situação que Ballbé a discernir a vocação.

 

Encontro com Deus no desporto

“Ele disse-me que Deus me tinha encontrado no hóquei, por isso não precisava de desistir. Se fosse para Pamplona, ​​poderia continuar a jogando na elite com o Atlético San Sebastián, que ficava a cerca de uma hora de casa”. Restavam apenas os efeitos da rescisão do contrato com o Terrassa, que poderia reclamar os direitos de formação.

“Aí tive outra prova de que tudo vinha de Deus. O clube não só não me dificultou a vida, porque entendeu que era para o meu bem-estar, mas também desistiu de cobrar o que quer que fosse ao San Sebastián”. A assinatura com a equipa de San Sebastián também não foi um problema. "Só pedi que pagassem o meu transporte para que eu pudesse treinar." Negócio fechado. Poucos jogadores internacionais saíram tão baratos para uma equipa. E, agora, a Conferência Episcopal confiou-lhe a coordenação de uma futura área da pastoral desportiva.

Artigo de Israel Duro, publicado em Vida Nueva Digital a 16 de Julho de 2021.

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Palavras-Chave:
Espanha  •  Sacerdócio  •  Vocação  •  Desporto  •  Jogos Olímpicos
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