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DACS com The Tablet | 17 Set 2021
Poderá o Espírito Santo trazer ainda algumas surpresas sinodais?
O discurso de Mary McAleese no Sínodo “Root and Branch”, em Bristol, levanta uma série de questões para aqueles que esperam que a sinodalidade seja o arauto de uma “primavera eclesial”, como sugeriu o cardeal Mario Grech, Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos.
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  © DR

Como a ex-Chefe de Estado deixou claro no seu discurso, o Papa Francisco tem administrado cuidadosamente as expectativas sobre a perspectiva de um modelo progressivo de sinodalidade. Há pouca esperança de que aquilo que acontecerá em Roma em 2023 seja semelhante ao Sínodo “Root and Branch” da semana passada em Bristol ou ao caminho sinodal alemão.

No seu recente livro, “Let us Dream”, o Papa Francisco sublinhou que é importante não confundir a doutrina e a tradição Católica com as normas e práticas da Igreja. O que está em discussão nas reuniões sinodais não são verdades tradicionais da doutrina Cristã. Esses encontros estão mais preocupados com a vivência e a aplicação dos ensinamentos nos contextos mutáveis do nosso tempo.

Mary McAleese observou correctamente que os sínodos, de acordo com o Papa Francisco, “não são lugares para um debate aberto e robusto com liberdade de expressão sobre o ensino magisterial contencioso”, mas sim zonas protegidas para perceber como é que esses ensinamentos podem ser aplicados com sucesso no nosso contexto contemporâneo.

No entanto, no recente webinar do The Tablet, “Uma Igreja Sinodal, o que é que isso significa?”, a professora Myriam Wijlens, canonista e conselheira do Sínodo dos Bispos em Roma, estava mais optimista.

Ela observou que, até agora, houve apenas uma implementação parcial da visão do Vaticano II. “Acho que o que o Papa Francisco tem feito não é introduzir nada de novo. Ele está a reconfigurar a forma como interagimos uns com os outros com base no segundo capítulo da Lumen Gentium sobre o Povo de Deus”, afirmou.

Wijlens disse que, no passado, os procedimentos sinodais eram restritos aos bispos, mas o que está a acontecer agora é que a sessão preliminar, que envolve a sondagem dos fiéis leigos, passou a fazer parte do sínodo. Isso, sublinhou, é uma mudança importante porque expande a nossa compreensão do sínodo para incluir o povo de Deus e vê a igreja local a informar a igreja universal.

A professora Wijlens também lembrou o que o cardeal Suenens disse, na primeira sessão do Vaticano II: “Esquecemo-nos de convidar a outra metade”. Isso resultou num número de mulheres a serem convidadas como observadoras, bem como representantes de outras Igrejas. A mudança ocorreu no decorrer do conselho.

Wijlens acredita que as pessoas não devem descartar a possibilidade de emergirem mudanças através do processo de sinodalidade e do próprio Sínodo de 2023. A professora desafiou as pessoas a envolverem-se.

E, como indicou, isso poderia permitir que o Espírito Santo ainda suscitasse alguns desenvolvimentos surpreendentes.

Artigo de Sarah Mac Donald, publicado no The Tablet a 14 de Setembro de 2021.

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