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DACS com The Tablet | 25 Nov 2021
Católicos pedem acções após 27 mortes no Canal da Mancha
Grupos católicos manifestaram-se depois de 27 pessoas terem morrido na noite passada quando tentavam atravessar o Canal da Mancha num barco insuflável.
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  © CNS photo/Pascal Rossignol, Reuters

Dois sobreviventes foram levados para um hospital de Calais e estão a ser tratados por hipotermia, segundo autoridades francesas, que confirmaram a morte dos 27 restantes passageiros do barco que naufragou. Acredita-se que tenham feito a travessia para pedir asilo no Reino Unido, mas os migrantes que estavam a bordo eram curdos iraquianos e iranianos.

O arcebispo de Westminster, o cardeal Vincent Nichols descreveu os afogamentos como “uma trágica convocatória à acção”.

Acrescentou ainda: “Este evento ilustra graficamente tanto o mal cruel dos traficantes, como o desespero daqueles que tentam escapar da pobreza, do conflito ou da perseguição em busca de uma vida melhor”.

Sublinhando a dignidade e valor inatos dos refugiados e migrantes, o cardeal concluiu que “a cooperação internacional focada, rotas seguras para asilo e esforços conjuntos para combater a pobreza são necessários face a uma inundação global de humanidade desesperada”.

Em declarações ao The Tablet, Sarah Teather, ex-ministra do governo e actual chefe do Serviço Jesuíta aos Refugiados do Reino Unido, disse que estava “profundamente triste” com a notícia. Afirmou que, na sua opinião, os afogamentos também envolvem questões de “justiça”. “Enquanto pessoas desesperadas se afogam no Canal da Mancha”, alertou, “o governo faz planos de tácticas de repulsão tão perigosas que debateu a imunidade de oficiais da Força de Fronteira no caso de mais pessoas se afogarem”.

Três adolescentes – uma menina e dois meninos – morreram na tragédia, com as demais vítimas a serem compostas por 17 homens e sete mulheres. A Organização Marítima Internacional afirmou que a tragédia foi a maior perda de vidas no Canal desde que começaram a fazer registos em 2014. Segundo as Nações Unidas, cerca de 9,2 milhões de iraquianos estão internamente deslocados ou refugiados no estrangeiro.

A Sociedade de São Vicente de Paulo da Inglaterra e País de Gales disse que estas travessias perigosas são feitas porque “nenhuma outra forma” para os migrantes sem documentos atravessarem é apresentada, e pediu a introdução de um “sistema melhor, mais justo e mais compassivo”.

O Serviço Jesuíta aos Refugiados ecoou esses sentimentos, condenando uma “política que visa fortalecer as zonas costeiras contra aqueles que procuram refúgio”.

A Sociedade de São Vicente de Paulo acrescentou: “Precisamos de um sistema que construa pontes, não muros”.

 

Artigo de Madoc Cairns, publicado no The tablet a 25 de Novembro de 2021.

 

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