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DACS com Vida Nueva Digital | 7 Fev 2022
Sinais Vaticanos contra maus-tratos
Pontifício Conselho para a Cultura explica numa exposição, no Museu de Roma, como lidar com a violência de género.
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  © Simona Ghizzoni

Lucilla atrás de uma cortina vermelha. Anna com um vestido – também vermelho-sangue – a passear pela floresta. Valentina mal se consegue intuir atrás de uma porta e de um reflexo, novamente avermelhado, da luz solar. Sara com as chaves de uma casa-abrigo. Lucilla, Anna, Valentina e Sara são as quatro mulheres protagonistas de Segni, a exposição com a qual o Vaticano mostra o seu “projecto pedagógico, fotográfico e de comunicação para sensibilizar os jovens e prevenir a violência contra as mulheres” no Museu de Roma, conforme descrito por uma das curadoras, a professora catedrática Consuelo Corradi.

As 42 fotografias da exposição são obras de Simona Ghizzoni (Reggio Emilia, 1977) – com a história de Lucilla e Anna – e Ilaria Magliocchetti Lombi (Roma, 1985) – que desenvolve a história de Valentina e Sara.

Ambas são as artistas escolhidas por Consuelo Corradi e Alessandra Mauro, curadoras de uma exposição, no mínimo, necessária e corajosa: “o que une estas fotografias é o foco da objectiva em detalhes aparentemente insignificantes, mas que, afinal, são sinais, pistas para identificar precocemente comportamentos ou dinâmicas violentas”, diz Corradi.

A exposição, organizada pelo Pontifício Conselho para a Cultura, através do Átrio dos Gentios e da sua Consulta Feminina, não pretende ser – como aponta Corradi – “um murro no estômago”, mas evocar, comover, convidar à reflexão e também à acção para pôr termo a este flagelo. “As fotos são evocativas, mas não vemos as contusões, as feridas físicas, embora lembrem estados de espírito e pontos de viragem na vida das mulheres”, diz a curadora.

Ghizzoni e Lombi criaram quatro “histórias de redenção”, quatro relatos fotográficos feitos a partir de depoimentos de mulheres vítimas de violência de género que são também histórias de superação, de como é possível escapar, superar e crescer.

“São histórias de esperança”, resume Corradi, que é professora de Sociologia na Libera Università degli Studi Maria Ss. Assunta di Roma (LUMSA).

 

Histórias de esperança

“As imagens também podem representar os estados de ânimo de muitas coisas, mas a história é importante”, acrescentou Corradi no catálogo.

“Acompanhamos a exposição com publicações, dados científicos, mesmo de fora de Itália. A redenção é uma das formas de ler as histórias das mulheres que aparecem na exposição, de diferentes idades, de diferentes nacionalidades, mas o ponto comum é ser possível sair da violência, assim são todas histórias de esperança”, explica.

A exposição serve para dar visibilidade ao projecto lançado por este fórum sobre as mulheres – a Consulta Feminina – criado em 2017 pelo Pontifício Conselho para a Cultura e do qual Corradi e Mauro fazem parte, entre outras.

“Não se tratava tanto de contar a história da violência contra a mulher, mas de criar um projecto que pudesse ser dirigido sobretudo às escolas, para que, através de uma linguagem que todos conhecem e usam, como a fotografia, possam entender quais são os sinais de violência”, explicou Mauro.

 

Artigo de Juan Carlos Rodríguez, publicado em Vida Nueva Digital a 5 de Fevereiro de 2022.

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