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DACS com La Croix International | 16 Mar 2022
Governo do Camboja reconhece o serviço da Igreja Católica na construção da nação
A “Grande Ordem do Mérito Nacional” foi conferida devido ao compromisso da Igreja com a educação, arte, cultura, trabalho social e assistência médica no Camboja.
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O governo do Camboja premiou a Igreja Católica no país de maioria Budista do Sudeste Asiático pela sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade local.

O Bispo Olivier Michel Marie Schmitthaeusler, Vigário Apostólico de Phnom Penh, como representante da Igreja Católica, recebeu a “Grande Ordem do Mérito Nacional” do Ministro do Meio Ambiente Sam Al Say.

O evento aconteceu recentemente no Instituto Saint Paul, na província de Takeo, no sul do Camboja, como parte de uma cerimónia de conclusão de formação de 114 alunos.

O prémio foi o reconhecimento do governo do compromisso especial da Igreja com o desenvolvimento em muitas áreas da província de Takeo, particularmente o trabalho nas áreas de educação, arte e cultura, trabalho social e assistência médica ao serviço da comunidade.

A “Grande Ordem do Mérito Nacional” foi instituída em 1995 pelo rei Norodom Sihanouk e é concedida a cidadãos do Camboja ou estrangeiros que prestaram serviços excepcionais à nação.

Neste caso, a citação menciona todo o trabalho realizado pela Igreja Católica na província de Takeo, nos arredores de Phnom Penh, de 2010 a 2022.

“A Igreja existe para ajudar as pessoas sem esperança a terem esperança. O mérito do reconhecimento deve-se ao trabalho colectivo pastoral e social de padres, freiras e leigos: são obras da comunidade católica da província de Takeo”, disse D. Schmitthaeusler, nascido em França, agradecendo também a todos os que estão ao serviço do povo local, informa a Agência Fides.

O governo também concedeu a D.Schmitthaeusler, de 51 anos, a cidadania cambojana como reconhecimento da sua especial ligação com o Camboja e da sua contribuição para o desenvolvimento do país.

 

A mensagem de perdão da Igreja num país marcado pela guerra

Schmitthaeusler foi para o Camboja como um jovem padre em 1998 e foi transferido para a província de Takeo em 2002. Ali fundou a “Escola Profissional Saint François” e trabalhou para construir a comunidade da igreja.

Fundou também o Instituto São Paulo, o Centro da Paz, a Aldeia da Paz e outros projectos de acção social como o João Paulo II – Centro para a vida, que atende principalmente famílias com membros que vivem com HIV/SIDA.

A comunidade católica do Camboja foi perseguida e quase desapareceu durante a ditadura Maoísta de 1975-79 e a catedral de Phnom Penh foi destruída.

A primeira missa desde então foi celebrada apenas em 1990 e 90% dos católicos do país só foram baptizados nos últimos anos.

O bispo Schmitthaeusler destacou várias vezes a mensagem de perdão da Igreja naquele país marcado pela guerra e disse que a Igreja é apreciada porque “toca o coração, é simples, amigável, orante e alegre”.

Não há dioceses no Camboja, mas três jurisdições eclesiásticas – vicariato de Phnom Penh, prefeitura de Battambang e prefeitura de Kompong Cham. Cerca de 97% dos mais de 16 milhões de cambojanos são budistas e 2% muçulmanos.

De acordo com estatísticas da Igreja, existem cerca de 75 mil católicos no Camboja. Gaspar da Cruz, um frade português da Ordem Dominicana, levou a fé católica para o Camboja durante 1555-1556.

Apesar da colonização francesa no século XIX, o Cristianismo teve pouca influência no país. De acordo com as estatísticas do Vaticano, os católicos no Camboja eram 120 mil em 1953 e, em 1972, havia cerca de 20 mil cristãos, a maioria deles católicos.

Artigo do La Croix International, publicado a 15 de Março de 2022.

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Palavras-Chave:
Camboja  •  Cristianismo  •  Catolicismo  •  Igreja  •  Perdão  •  Paz
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