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DACS com Vida Nueva Digital | 29 Abr 2022
Bispos espanhóis vão abrir os arquivos para investigar os abusos
Assembleia Plenária apoia “por unanimidade” o plano anti-abusos com a auditoria da Cremades.
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  © CEE

A Assembleia Plenária dos bispos aprovou “por unanimidade” o plano anti-abusos aprovado em Fevereiro pela Comissão Executiva e validado pela Comissão Permanente e que inclui uma auditoria externa pela firma Cremades & Calvo Sotelo. Isto foi afirmado esta manhã pelo secretário-geral da Conferência Episcopal, Luis Argüello, num encontro com a imprensa.

O porta-voz dos bispos deu conta do trabalho realizado durante esta semana pelos bispos de todas as dioceses espanholas. A questão da pederastia foi discutida ontem, quinta-feira à tarde, em sessão reservada.

 

Colaboração institucional

Durante a tarde, validou-se o trabalho das agências, o escritório de advocacia encarregado da investigação detalhou os aspectos fundamentais da investigação e partilhou com os prelados uma carta na qual se irá solicitar a “recolha das informações necessárias” sobre os casos dos quais há evidência em dioceses e congregações religiosas. “A questão foi discutida abertamente”, reiterou sobre o diálogo mantido entre os bispos na sessão.

Sobre a abertura dos arquivos diocesanos para que possam ser consultados nas investigações históricas, quer pela sociedade de advogados Cremades, quer pela comissão do Provedor de Justiça, explicou que será feita da mesma forma que a Conferência Episcopal de Portugal: “Realiza-se e irá realizar-se tendo em conta o direito civil, canónico e de protecção de dados”.

 

Documentos escassos

“O que se encontra nos arquivos é sobrevalorizado”, acrescentou Argüello, sublinhando que este comentário é da sua “opinião pessoal”. No caso da arquidiocese de Valladolid, da qual é bispo auxiliar, o porta-voz lembrou que num dos casos recentes que abordaram, “não houve provas em documentos diocesanos ou em pessoas próximas recentemente à pessoa denunciada”.

Em relação à desconfiança demonstrada por algumas associações de vítimas em relação à firma Cremades & Calvo Sotelo, Argüello exortou todas as vítimas a “usar todos os meios que considerem necessários para denunciar”, seja a justiça, os meios de comunicação…

 

Distância de Gabilondo

Argüello explicou que a mudança da Igreja espanhola, de um retumbante não a uma investigação sobre os abusos da auditoria externa, foi motivada pela avaliação do trabalho dos gabinetes diocesanos, mas também como resposta à pressão dos média.

Em relação à presença da Igreja na Comissão do Provedor de Justiça, Argüello insistiu que não irão “fazer parte dessa comissão de investigação de forma institucional”, assim como não fazem parte da equipa de trabalho da Cremades.

Ainda assim, fez um “apelo à colaboração e prudência para não exagerar e não voltar a traumatizar as vítimas”.

Artigo de José Beltrán, publicado em Vida Nuev Digital a 29 de Abril de 2022.

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Palavras-Chave:
Abusos Sexuais  •  Espanha  •  Arquivos  •  Bispos  •  Auditoria  •  Portugal  •  Conferência Episcopal Espanhola  •  CEE
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