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DACS com La Croix International | 17 Mai 2022
São Titus Brandsma: um novo padroeiro dos jornalistas católicos?
O carmelita e jornalista holandês, que o Papa Francisco canonizou no Domingo, foi assassinado em Dachau pela sua feroz oposição ao regime nazi.
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A Alemanha nazi condenou Titus Brandsma como um “professor do mal”. A Igreja Católica acaba de declará-lo Santo.

O frade carmelita holandês, assassinado em 1942 no campo de concentração de Dachau, foi uma das dez pessoas que o Papa Francisco canonizou no Domingo numa missa ao ar livre na Praça de São Pedro.

E agora um grupo de escritores e jornalistas na Holanda iniciaram um movimento para que o Papa nomeasse Brandsma como Santo Padroeiro dos jornalistas católicos.

Anno Sjoerd Brandsma nasceu a 23 de Fevereiro de 1881, perto de Bolsward, na Frísia. Entrou no noviciado da Ordem dos Carmelitas em 1898 e escolheu o nome religioso “Titus”.

Brandsma foi ordenado presbítero em 1905 e obteve um doutoramento em Filosofia, em Roma, em 1909.

Conhecedor do misticismo carmelita, acabou por tornar-se reitor da Universidade de Nijmegen, na Holanda.

 

Influenciando os jornais católicos

Carmelita e professor, foi também o conselheiro espiritual da associação de jornalistas católicos. Opôs-se resolutamente ao nazismo, que condenou a partir de meados da década de 1930.

Em 1936, iniciou um programa de formação de jornalistas particularmente comprometido com a ética jornalística e a proclamação da verdade. Brandsma também liderou uma reflexão sobre as condições de trabalho dos jornalistas com base na negociação colectiva.

Os seus escritos e o incentivo que deu aos jornais católicos para resistirem à pressão dos ocupantes alemães tornaram-se um modelo de resistência moral e cultural na Holanda.

Em 1940, enquanto o país era ocupado pela Alemanha nazi, o frade carmelita reuniu-se com os directores dos 14 jornais católicos do país para convencê-los a recusar anúncios do Movimento Nacional Socialista na Holanda, a filial holandesa do partido nazi.

 

Assassinado por injecção em Julho de 1942

“Na altura, todos os jornais foram pressionados a publicar a propaganda do partido”, disse Joan Hemels, professora emérita de Ciências da Comunicação da Universidade de Amsterdão, durante um recente simpósio em Roma.

O padre Brandsma foi colocado sob vigilância em 1941.

Foi preso em Janeiro de 1942 e deportado para o campo de Dachau. No mês de Julho seguinte, foi assassinado lá por injecção.

“A maioria dos jornais católicos não informou os seus leitores de sua morte, por medo de represálias”, continuou Hemels na conferência de Roma, organizada pela Associação Internacional de Jornalistas Credenciados no Vaticano (AIGAV) e a Embaixada da Holanda junto à Santa Sé.

O Papa João Paulo II reconheceu Brandsma como mártir da fé e em 1985 declarou-o oficialmente “bem-aventurado”.

Agora que o carmelita é santo, cerca de 60 jornalistas enviaram uma carta aberta ao Papa Francisco pedindo-lhe para declarar Titus Brandsma como co-padroeiro dos jornalistas.

São Francisco de Sales é actualmente o único “padroeiro dos escritores e jornalistas”, título que lhe foi conferido em 1923 por Pio XI.

Artigo de Loup Besmond de Senneville, publicado no La Croix International a 17 de Maio de 2022.

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Palavras-Chave:
São Titus Brandsma  •  Canonização  •  Santo  •  Jornalistas  •  Padroeiro
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