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DACS com La Croix | 22 Set 2022
A aposta do Papa Francisco nos jovens economistas que “irão liderar grandes empresas”
Para a irmã Alessandra Smerilli, economista e secretária do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, o encontro de Assis sobre o pensamento económico do Papa Francisco visa construir uma rede de jovens a favor de “uma economia mais justa e mais inclusiva”.
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  © VEGEFOX.COM/STOCK ADOBE

Três anos depois, o encontro finalmente irá acontecer. Depois de anunciada em 2019 por Francisco, e adiada duas vezes devido à Covid, a cimeira sobre “A economia de Francisco” será realizada em Assis, de 22 a 24 de Setembro.

Na cidade de Úmbria, mil jovens de 120 países devem reflectir sobre a reforma do sistema económico global, na presença de economistas como o americano Jeffrey Sachs ou o jesuíta francês Gaël Giraud.

O que alguns chamam de “contra-Davos” do Vaticano é, na verdade, para o Papa e os que o rodeiam, uma forma de lançar um movimento fundamental para pensar a economia “de maneira diferente”. Pelo menos é o que espera a Irmã Alessandra Smerilli, secretária do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, ela própria economista.

 

Por “uma economia que sustenta”

“Desde 2020, jovens economistas e empreendedores de todo o mundo começaram a trabalhar juntos. Queremos apoiar esta rede”, explica a freira. O que os une? “O desejo de construir uma economia mais justa e inclusiva”. Mas também o seu apego à visão da economia desenvolvida pelo Papa.

Se o ex-arcebispo de Buenos Aires “não é economista”, admite, desenvolveu ao longo dos anos uma visão precisa da economia. E da sua necessária reforma.

“É uma economia que dá vida e não mata, não produz desigualdades e trabalha a favor da vida e da paz”, resume a Irmã Smerilli. “Também é a favor do emprego”, continua. “Se dois projectos são equivalentes, escolho sempre aquele que emprega mais pessoas”.

 

“Em dez anos, estes jovens farão a diferença”

A freira, que se recusa a colocar a concepção económica de Francisco num tabuleiro de xadrez político – “Já não podemos dividir o mundo assim” –, insiste sobretudo no facto de que os jovens envolvidos em Assis constituem uma rede destinada a durar.

“Os resultados não são visíveis imediatamente, mas este é um processo de longo prazo lançado pelo Papa”, acredita. “Mais tarde, em dez anos ou mais, esses jovens serão líderes de grandes empresas e professores universitários. É quando irão fazer a diferença”.

“Devemos resistir à tentação de ver os resultados imediatamente”, adverte a irmã Smerilli. “Entendo o desejo de ver os resultados imediatamente, de ter imediatamente líderes políticos que tenham um senso de bem comum. Mas para tê-los, é preciso ter tempo para formá-los”.

Os jovens reunidos em Assis encontrar-se-ão com o Papa na manhã de sábado, 24 de Setembro. Francisco deve encorajá-los, prevê Alessandra Smerilli, “a não considerarem a sua acção como um verniz superficial, mas a agir em profundidade para mudar o mundo”.

Artigo de Loup Besmond de Senneville, publicado no La Croix a 22 de Setembro de 2022.

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