Plano Pastoral Arquidiocesano 2020-2021
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Equipa de Comunicação | 17 Nov 2020
Capelas e outros lugares de culto
O património e a arte ao serviço da fé.
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Capela de São Nicolau:

Da primitiva capela de S. Nicolau, construída em 1663, ficou-nos uma descrição minuciosa. Com o decorrer dos tempos, a capela sofreu obras por várias vezes, umas de simples conservação, outras para a adaptar à evolução de gostos e tendências artísticas. Foi sobretudo o interior que sofreu as transformações mais evidentes. Na primeira metade do século XVIII, a capela esteve interiormente revestida de azulejos. Teve um retábulo, presumivelmente de talha, ao gosto da época. No século XIX, após vários séculos de reformas, os cónegos promoveram a reforma da Igreja da Colegiada, revestindo-a inteiramente, por dentro, com madeiras e estuques de gosto neoclássico, reformando também a capela que mereceu um novo altar. Não sabemos se a capela de São Nicolau foi feita para nela se guardar uma imagem qualquer de S. Nicolau pré-existente ou se, pelo contrário, a imagem foi mandada fazer para ser posta no altar da capela acabada de construir. Quem nos anos de 1950 se encaminhava à sacristia da Colegiada deparava uma ampla capela de construção e abobada granítica, confinada por larga grade de ferro forjado, um altar trabalhado e, nele, a imagem do Santo. Era uma capela autónoma, com mais de 300 anos. Em 1970 numa renovação polémica do templo foi desmontada a capela, que posteriormente seria reconstruída. 

 

Capela de Santa Vera Cruz: 

A Capela de Santa Vera Cruz, considerada Imóvel de Interesse Público, está situada nas proximidades do Castelo de Guimarães, na antiga Rua de Santa Cruz. Foi construída no século XVII e é um templo maneirista de planta rectangular com uma só nave precedida por um alpendre e capela-mor. 

Edificada junto ao Castelo, a capela de Santa Cruz remonta, de acordo com a inscrição do portal principal, ao ano de 1639. De linhas simples, é considerado um dos edifícios religiosos, de traça maneirista, mais característicos de Guimarães. A sua arquitectura denota duas campanhas bem distintas. A primeira, ocorrida no século XVII, inclui a intervenção arquitectónica, a decoração azulejar e a edificação do cruzeiro no adro fronteiro à igreja, com a seguinte inscrição: O cónego Arrouchela o pôz. Anno de 1640. A segunda campanha, eminentemente decorativa, encontra-se bem patente no retábulo, já de gosto neoclássico, que exibe a imagem de Cristo, por cima do sacrário, sendo, este último, ladeado pelas imagens de São João Baptista e Nossa Senhora.

A capela, de planta rectangular, é antecedida por um alpendre, muito semelhante a outros existentes em capelas da cidade e da região. Este desenvolve-se no eixo da igreja, sendo definido por pilares nos cantos e colunas nos intervalos, formando, no interior, uma espécie de bancada.

Na fachada principal, em empena rematada por cruz, destaca-se o púlpito lateral em granito, e uma Santa Cruz, do mesmo material, situada do lado oposto. No alçado lateral, virado para o Castelo, ergue-se uma pequena torre sineira. No interior é possível observar os azulejos da família das Camélias. 

 

Capela da Nossa Senhora da Guia: 

Trata-se de uma das sete capelas erguidas em 1727 pela Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos, demonstração da devoção popular à Paixão de Cristo. Com o passar dos anos, os Passos foram sendo transferidos ou desmontados existindo, atualmente, apenas cinco dos sete Passos originais.

 

Capela da São Crispim e São Crispiniano: 

Arquitectura religiosa, rococó, neoclássica e revivalista. Capela de planta longitudinal com nave e capela-mor, mais baixa, e sacristia adossada a E. Fachada principal, neobarroca, ritmada por pilastras, com 3 panos, rematada por frontão. Portal principal de verga arqueada, moldurado, encimado por florão e janela, sobrepujada por motivos vegetalistas e concha. Janela de verga arqueada definindo na moldura borla e florão, nos panos laterais. Fachada lateral marcada no cunhal por três pilastras, coroada por sineira com remate em cornija contracurvada. Interior com silhar de azulejos de padrão recente, coro-alto, púlpito no lado do Evangelho, arco triunfal pleno com sanefa, retábulos colaterais e retábulo-mor em talha policroma, neoclássica, sendo os colaterais envolvidos por pintura parietal em trompe l'oeil, aludindo aos retábulos rococós. A fachada principal apresenta espaldar elevado e esguio acentuando a verticalidade da fachada, possuindo na sua decoração elementos de muita qualidade. No interior é de realçar a pintura parietal em trompe l'oeil cujo objectivo parece ser o de tornar mais exuberantes as despojadas maquinetas, neoclássicas.

 

Igreja de São Miguel do Castelo: 

Uma corrente historiográfica nacionalista, e que ideologicamente prolongou o Romantismo do século XIX, perpetuou a lenda de que foi nesta capela de São Miguel do Castelo que teve lugar o baptismo de D. Afonso Henriques. Esta perspectiva visava relacionar directamente o monumento com um facto histórico, tão ao gosto de uma visão politicamente comprometida, em que as obras de arte apareciam como cenário da História. Esta mesma lenda, ao exaltar a ancestralidade da igreja, recuava também a datação do templo que actualmente subsiste. Por esta via, a tardo-românica capela de São Miguel teria feito parte do primitivo complexo palatino de D. Mumadona Dias, na viragem do século IX para o X, e teria permanecido como principal templo da Guimarães condal, ao tempo de D. Henrique e de D. Teresa.

Afastada esta linha de interpretação, a actual igreja de São Miguel do Castelo é um edifício do século XIII, construído durante as primeiras três décadas desta centúria e em condições particularmente difíceis para os seus promotores. Longe de qualquer época de pretenso esplendor condal, a sua edificação aconteceu por iniciativa da Colegiada de Guimarães, aquando da querela que colocou frente a frente esta instituição e o poderoso Arcebispo de Braga, contencioso que levou mesmo ao confronto armado entre as duas partes (GRAF, 1986, vol. I, p.157). A construção da igreja justificou-se pela necessidade da Colegiada em dispor de um templo, decisão que escapou à autoridade do titular de Braga.

Estilisticamente, o edifício parece confirmar esse estatuto secundário. Manuel Monteiro, um dos nossos principais estudiosos da Arte Românica, ao realçar a simplicidade da capela, concluiu que se trataria de uma construção, em certa medida, ilegal. Aparelho de silhares pouco cuidados, quase total ausência de decoração, aspecto demasiado compacto dos muros, iluminação escassa, proporcionada por estreitas frestas, e planta muito simples, composta unicamente por nave única e capela-mor justaposta, são indicadores desse carácter ilegal, à margem da acção promotora e normalizadora do arcebispado de Braga. 

Tal facto, contudo, não impediu que o templo tenha sido sagrado pelo próprio Arcebispo, em 1239, data que evidencia o seu avançado estádio estilístico, numa altura em que o Gótico começava a despontar por todo o país e em que o Românico se preparava para ser uma linguagem artística de resistência, cantonada, preferencialmente, nas regiões do Interior Norte.

Em ruína quase total na década de 70 do século XIX, uma comissão de habitantes notáveis de Guimarães, reunidos em torno da Sociedade Martins Sarmento, procedeu a uma acção de restauro, que manteve as características essenciais que a igreja adquiriu ao longo da época moderna. Todos os elementos não-medievais da igreja foram suprimidos, especialmente os altares barrocos da nave. De entre as numerosas obras então efectuadas, salienta-se ainda a supressão do campanário, o entaipamento de portas e de janelas aleatoriamente abertas no século XIX, ou a colocação dos modilhões que suportam o tímpano do portal principal.

Na actualidade, a capela de São Miguel integra-se num dos mais importantes conjuntos monumentais do país, no mesmo núcleo que o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques de Bragança, este último um Serviço Dependente do IPPAR responsável pela gestão de todo este complexo monumental.

 

Igreja do Carmo: 

A construção da igreja e do Convento do Carmo iniciou-se em 1685, e constitui uma evidência do estilo barroco. O convento foi dedicado a Santa Teresa, desconhecendo-se o seu fundador.

No início de 1700, uma bula papal autorizava as recolhidas de Santa Teresa a tomarem o véu de religiosas carmelitas descalças, já sob a invocação de S. José. No entanto, o altar-mor era ocupado pela imagem de Nossa Senhora do Carmo – invocação mais vulgar e conhecida.

O corpo da igreja está dividido da capela-mor por um arco de pedra, e está enriquecido por dois altares laterais: o do Evangelho, dedicada a Santa Ana; o da Epístola, a Nossa Senhora do Carmo. No antigo coro existe ainda um outro altar, dedicado ao Senhor Morto, modernamente ereto por particular iniciativa e devoção.

Com a extinção oficial das ordens religiosas, a Igreja e o Convento passaram para a posse do Estado, com utilização para fins militares. A partir de 1862, o edifício passou a acolher o atual Lar de Santa Estefânia.

 

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