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Departamento Arciprestal da Comunicação Social | 26 Jul 2018
Fiéis exortados à ternura e a uma vida com ritmo equilibrado na Peregrinação Arciprestal ao Santuário de Nossa Senhora do Carmo
Peregrinação congregou grande número de fiéis provenientes de todo o Arciprestado de Vila Nova de Famalicão.
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“Fazer da vida uma viagem marcada pela ternura e com um ritmo equilibrado, ao jeito da peregrinação de Maria”, foi o desafio deixado a todos os fiéis aquando da Peregrinação Arciprestal ao Santuário de Nossa Senhora do Carmo, em Lemenhe, Vila Nova Famalicão, no domingo passado, dia 22 de Julho.

O momento alto desta festa teve lugar às 9h45, com o início da Peregrinação desde a Igreja Paroquial até ao Santuário de Nossa Senhora do Carmo, uma longa procissão acompanhada pela fanfarra dos escuteiros e com a participação de várias paróquias do Arciprestado de Famalicão, que se fizeram representar, integrando-a com alguns símbolos e estandartes.

À chegada ao recinto do Santuário foi celebrada uma missa campal, iniciada poucos minutos depois das 11h00, presidida pelo Cónego Vítor Novais, em representação de D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, ausente desta peregrinação porque no mesmo dia se encontrava em Viseu, nas celebrações da tomada de posse do novo Bispo dessa diocese. Além do Cónego Vítor Novais, Reitor di Seminário Conciliar de Braga, esta celebração contou ainda com a presença de vários sacerdotes e diáconos permanentes, nomeadamente do Vice-Arcipreste de Famalicão, o P.e Francisco Carreira, do pároco de Lemenhe, o P.e António Loureiro, assim como de algumas entidades civis, como foi o caso do Presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha.

Perante um elevado número de fiéis que se quiseram deslocar ao Santuário de Nossa Senhora do Carmo, o presidente da celebração, nas palavras proferidas durante a homília, começou por salientar “que a nossa vida é essencialmente uma peregrinação, uma viagem, e que com Maria somos desafiados a fazer dela uma viagem crente”, ou seja, “uma viagem que deve ser marcada pela ternura e com um ritmo equilibrado”.

Procurando reflectir sobre cada um desses dois aspectos, o sacerdote prosseguiu, lembrando que “muitas vezes o que é necessário é uma viagem curta, mas significativa”, isto é, “caminhar com ternura até ao coração do irmão”. Isto porque, e como enfatizou, “a ternura é o que nos torna verdadeiramente humanos e nos leva a uma participação no sofrimento dos outros para encontramos caminhos de esperança, de alívio e de alegria”. Assim aconteceu com Jesus no Evangelho antes proclamado, “cujo olhar terno deu Deus à humanidade para que esta encontrasse o sentido da ternura de Deus”, que, por sua vez, “se revela como alimento, proximidade e ensinamento”. Posto isto, o Cónego Vítor referiu que “Maria corporizou bem a ternura de Deus e que, como ela, somos convidados a experimentá-la para sermos canal da mesma para os irmãos”.

Debruçando-se depois sobre o segundo ponto da sua partilha, e focando-se, mais uma vez, nas atitudes reveladas por Jesus na passagem do Evangelho, o Reitor do Seminário Conciliar explicou que a nossa vida deve ser “uma viagem ritmada pelos ciclos do trabalho, do descanso e da oração”, acrescentando que, “como na música, também na vida o ritmo é o mais difícil e o mais importante”. Defendeu a necessidade de cada um “encontrar tempo para o repouso, para o encontro com Deus, que nos permite reequilibrar o ânimo e as forças”. O sacerdote salientou ainda que “precisamos de tempo para sermos bons, pois a bondade é fruto do que somos”, na certeza de que é “a este jeito de peregrinar que Maria, a Senhora do Carmo, sempre nos desafia”.

 

 

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