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Vila Nova de Famalicão | 19 Fev 2020
Como me sinto chamado a ser Semeador da Esperança?
"O consagrado assume um compromisso entre Deus e a Igreja. (…) Uma vida que se oferece a Deus. "
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Olá. Sou o Carlos Araújo, natural da Paróquia de Telhado – Vila Nova de Famalicão. Tenho 28 anos.

A vida é um caminho. É no caminho que se dá o encontro. Ao longo do caminho que já percorri fui chamado a assumir novas etapas. Na linguagem cristã, o caminho é visto como Peregrinação. Por isso, o peregrino nunca caminha sozinho, acompanha-o a fé, esperança e o amor misericordioso de Deus. O peregrino tem um rumo. Neste caminho, a comunidade tem sido importante para mim. Nela faço a experiência de viver de uma forma mais próxima, autêntica e alegre a vida em comunidade. Por isso, sinto que o Senhor me chama a este estilo de vida, vivido pelo próprio Jesus com os seus apóstolos e presente nas comunidades primitivas. É no estilo comunitário que depende o nosso futuro. Na verdade, a comunidade torna-se para nós escola de misericórdia.

Para mim, seguir Jesus não é algo de teórico, mas algo de concreto. Implica fazer caminho, fazer perguntas e crescer com elas. Também no caminho se sente o peso do cansaço e da fraqueza, mas como reconhece S. Paulo é na fraqueza que Deus manifesta o seu poder.

O carisma dehoniano e as diferentes áreas de ação da Congregação são um apelo para mim. Fascina-me o exemplo do Venerável Pe. Dehon, que foi um homem de coração aberto, solidário e de grande sensibilidade humana e espiritual. Um verdadeiro amigo Coração de Jesus. Desejo, por isso, conhecê-lo mais, para melhor seguir Jesus.

A vida religiosa não é algo superior. Em primeiro lugar, é um seguimento. Seguir sempre Jesus, olhando o seu tempo. Em segundo lugar, tem um fundamento antropológico, aprender a resistir ao excesso. Saber relacionar-se de maneira madura. Ser em relação. Por outro lado, a vida religiosa não é um estado intermédio. Pertence à vida sagrada. Não pertence à ordem hierárquica.

Consagração, total disponibilidade para o Reino. Não me separo do mundo. Não é uma fuga ao mundo. Jesus também viveu assim. É para nos aproximar mais de Jesus, “não significa negação ao mundo, mas sim, missão no mundo”.  O consagrado assume um compromisso entre Deus e a Igreja. Compromisso público. Se obriga perante essa comunidade, comunidade que acolhe. Uma vida que se oferece a Deus. Configuração a Deus, seguimento.

Todos temos partes escuras na nossa vida. Neste momento, mau seria se tivesse todas as certezas, de que o caminho é de todo por aqui. Neste caminho é necessário abrir à transcendência de Deus. O dom está aqui e agora, no Colégio Infante D. Henrique – Funchal, Madeira, onde me encontro a fazer o estágio de vida religiosa. Sou professor de EMRC neste nosso colégio que procura educar para a Eternidade. À luz dos princípios e valores de inspiração cristã, formar as consciências. Como o Pe. Dehon, sonhamos formar homens e mulheres, para que, à luz do Evangelho, se empenhem na construção de um mundo novo. Um mundo com coração, à imagem e semelhança do Coração de Jesus. Além desta missão como professor e animador pastoral do colégio, faço também equipa com outro religioso dehoniano na Pastoral Vocacional, Juvenil e Missionária.

O nosso futuro depende do que fizermos no presente. As sementes que hoje lançarmos e cuidamos, que crescem, se desenvolvem e dão cor tornarão o mundo um lugar melhor para viver. Mas nós próprios somos sementes se os nossos gestos e sentimentos forem repletos de bondade, respeito mútuo e gratidão. Então o nosso mundo será um verdadeiro lar capaz de oferecer esperança e felicidade a todos!

Carlos Araújo, scj (dehoniano)


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