Arquidiocese de Braga -

15 maio 2023

D. José Cordeiro preside à Festa do Corpo de Deus em Braga

Fotografia Davi Cordeiro

DACS com DM

“Eu sou o pão vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente.” (Jo 6, 51)

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O Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, vai presidir à Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo em Braga, no dia 8 de junho.  

A Festa do Corpo de Deus inicia-se com a celebração da Eucaristia, na Sé, às 17h. Em seguida, às 18h, a Procissão que levará o Santíssimo Sacramento sai pelas ruas da cidade para adoração. No final haverá a bênção do Santíssimo Sacramento 

A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é uma tradição que vive-se nas ruas das cidades há mais de sete séculos com o propósito de levar a Eucaristia para as situações concretas. 

Foi oficialmente instituída pelo Papa Ubano IV, em 1264, com a publicação da Bula Transiturus, para ser celebrada na quinta-feira depois da oitava de Pentecostes.

Em 2024, a Arquidiocese de Braga vai comemorar o Centenário do primeiro Congresso Eucarístico Nacional, realizado em Braga.

O primeiro Congresso Eucarístico Nacional decorreu de 2 a 6 de Julho de 1924 com celebrações na Sé de Braga e no santuário do Sameiro.

Desde aí realizaram-se no país mais três congressos eucarísticos nacionais, dos quais dois na Arquidiocese de Braga (em 1974 e 1999) e um no santuário de Fátima (2016).

 

 

História da Solenidade do Corpo de Deus  (Corpus Christi)

Esta é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. 

A Festa do Corpo de Deus surgiu em Liége, Bélgica, no seculo XII: um Movimento Eucarístico na Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Liege.

Santa Juliana de Monte Cornillon, (ou Juliana de Liége) naquela época superiora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta maravilhosa Festa de Corpus Christi.

Santa Juliana de Liege sempre teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E esperava que tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.

Juliana comunicou estas aparições ao bispo de Liege, também ao doutor Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleon, nessa época arquidiácono de Liege, mais tarde o Papa Urbano IV.

O Papa Urbano IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto desta localidade está Bolsena, onde em 1263 ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse algo real., no momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais -onde se apoia o cálice e a patena durante a Missa- em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.

O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula "Transiturus" de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que assistirem a Santa Missa e o ofício.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o seguinte, Papa Clemente V, tomou o assunto em suas mãos e, no Concílio Geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recopilação de leis, por João XXII, e assim a festa é estendida a toda a Igreja.

Após a Missa de Corpus Christi se faz a Procissão Eucarística. Estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV. Com toda a honra possível ao Rei Jesus.
Finalmente, o Concílio de Trento (em 1.500) declara que:...seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honradamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos.(Mons. André Sampaio - Vatican News)