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Eduardo Pires de Lima | 7 Out 2015
História da paróquia de S. Lázaro
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A fundação da paróquia

Há um pouco mais do que um quarto de milénio, mais exactamente no ano de 1747, a cidade de Braga estava em forte expansão na sua zona Este. Em volta da igreja de S. Vítor, remodelada há pouco mais de meio século, foram criadas muitas oficinas de fabrico de chapéus, que atraíam um grande número de homens. E tantos eram que se decidiram juntar, em Julho de 1748, numa confraria, em honra do apóstolo S. Tiago.

A paróquia de S. Vítor ocupava então todo o território situado a nascente dos velhos muros medievais.

O arcebispo D. José de Bragança, embora tivesse permanecido durante todo aquele ano na vizinha cidade de Guimarães, sabia perfeitamente dos problemas pastorais que ali existiam. Tornava-se necessário transformar aquela imensa freguesia em, pelo menos, duas. E se bem o pensou, melhor o fez: aproveitando o facto de o pároco de S. Vítor ter falecido em Março de 1747 resolveu desmantelar tão grande território em dois. O espaço de ambas continuava a ser enorme. Mas não deixava de ser, porém, bastante menor.

Mas não o fez logo que o pároco de S. Vítor faleceu. Demorou ainda meio ano. Foi só no dia 5 de Setembro de 1747 que a criou oficialmente. Um documento da sua lavra – a Relação Ad Limine, isto é, o relatório que enviou em 1749 ao papa e onde dava conta sobre o estado da arquidiocese - informa-nos que a nova paróquia que decidira criar compreendia uma grande parte da cidade, e seus subúrbios, e ainda lugares fora dela remotos, e dispersos, consequentemente a maior parte do seu povo, de sorte que excediam o número de 5.200 as pessoas capazes de receber sacramentos; do que resultava não poder exercitar-se, como convinha, a cura das almas por um só pároco.

Tornava-se necessário, portanto, obviar a tal estado de coisas. Pelo que, vagando esta paróquia no ano de 1747 a mandei dividir, e desmembrada uma grande parte dela, instituir nova paróquia com o título de S. José na Igreja até então dedicada a S. Lázaro, na qual apresentei outro Vigário também perpétuo.

O nome que escolheu para a neófita paróquia foi o de S. José de S. Lázaro. Como facilmente se depreenderá o arcebispo quis deixar bem patente que fora obra sua ao dar-lhe o seu nome (José); mas, não querendo romper com o passado, teve o cuidado de manter o nome de um santo (Lázaro) já nela existente, cuja capela, apesar de muito diminuta, transformou em nova igreja paroquial.

Ciente ainda das responsabilidades pastorais deu ordem à população para criar uma confraria do Santíssimo Sacramento, que rapidamente viria a complicar a vida e a gestão da igreja à principal confraria que já nela existia, a de S. Lázaro. Mas, a verdade, é que não fazia sentido criar uma nova paróquia por razões de governo pastoral sem a dotar com a exposição permanente do Santíssimo Sacramento, que, então, era o principal refrigério dos moribundos, pois todos queriam alcançar o paraíso no outro mundo. E isso seria difícil se não tivessem recebido, antes de morrer, a extrema-unção.

Para se tornar mais fácil compreender os limites com que foi instituída a nova paróquia dir-se-á que, grosso modo, correspondia às actuais freguesias de S. Lázaro e S. Vicente; ou, se quisermos utilizar algumas ruas para definir a sua dimensão, teremos de dizer que lhe pertenciam todos os terrenos, ruas e praças localizadas fora da antiga cintura de muralhas, do lado nascente, até à rua de Santa Margarida – já então existente – e à cangosta dos Atlantes (no final do século passado transformada em avenida 31 de Janeiro).

Era um território imenso que estava organizado em dois pólos principais: o que envolvia a pequena capela de S. Lázaro, agora transformada em nova igreja paroquial e o que cercava a importantíssima igreja de S. Vicente, onde existia uma das mais importantes confrarias da cidade e uma igreja de boas dimensões. Torna-se difícil hoje perceber porque razão não foi esta a igreja escolhida para a nova paroquial. Talvez para não entrar em contenda com aquela poderosa confraria.

É curioso lembrar que a nova paróquia tanto tinha ruas e praças que se contavam entre as mais importantes da cidade – campo de Santana, rua dos Chãos de Baixo e dos Chãos de Cima e rua de Águas – como terrenos perfeitamente rurais, tão afastados que só na segunda metade do presente século foram urbanizados: é o caso da área envolvente do Monte Castro, junto à cadeia; da zona da nova judiciária, do Fujacal, etc. E outros há que ainda hoje estão quase virgem de construções, como sejam os que envolvem o Monte Picoto e os que se situam a Sul do Estádio 1o de Maio. 

O desmembramento da paróquia 

A cidade de Braga cresceu muito na segunda metade do século passado. A construção do Cemitério, do então Colégio do Espírito Santo (hoje ocupado pelo Liceu Sá de Miranda) e a abertura de uma boa estrada para o Alto Minho fez desenvolver muito toda a zona de S. Vicente. Em contrapartida, a metade Sul da freguesia, a de S. Lázaro, só teve um desenvolvimento forte no início da segunda metade do século actual.

O crescimento geral, embora irregular, obrigou a que em 1926 fosse tomada a decisão de fazer desmembrar a paróquia em duas partes: S. Lázaro e S. Vicente. 

Passados sete anos, mais propriamente no dia 6 de Dezembro de 1933, era publicado no “Diário do Governo” o Decreto-lei no 23.306 criando a freguesia de S. Vicente. Do ponto de vista civil ficava agora muito mais pequena a freguesia de S. Lázaro.

Mas se hoje correspondem ambas a uma freguesia e uma paróquia, isto é, a unidades geográficas civis e religiosas, a verdade é que os limites de ambas não coincidem. Poucos são os locais, aliás, em que ambos se tocam. A freguesia é, sem dúvida alguma, muitíssimo mais extensa, talvez demasiado extensa.

A paróquia foi desmembrada em 1983, sendo criada a de Santo Adrião; não nos admira que a freguesia também venha a sofrer, em futuro próximo, uma amputação, ou uma redefinição dos seus limites. 

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