Arquidiocese de Braga -

1 fevereiro 2026

V Domingo do Tempo Comum | A

Fotografia

“Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo”

Celebrar em comunidade

Itinerário simbólico

Arranjo floral assente numa base de sal marinho grosso, onde as flores são inseridas de forma orgânica e assimétrica. A iluminação suave, através de velas ou luz quente discreta, atravessa o sal e cria reflexos e sombras delicadas. O conjunto deve transmitir serenidade, simplicidade e um carácter contemplativo.

 

Sugestão de cânticos

[Entrada] Vinde, prostremo-nos em terra

[Apresentação dos dons] Vós sois o sal da terra – C. Silva

[Comunhão] Brilhe a vossa luz diante dos homens – M. Simões

[Final] Senhor, Tu és a luz – Az. Oliveira

 

Eucologia

[Orações presidenciais] Orações do Domingo V Tempo comum

[Prefácio] Próprio da Oração Eucarística IV

[Oração Eucarística] Oração Eucarística IV

[Bênção] Bênção solene para o Tempo Comum VI

 

Catequese Mistagógica

Ritos finais

Os ritos finais da Missa constituem um momento fundamental de transição entre a celebração litúrgica e a vida quotidiana dos fiéis. Não se trata apenas de um encerramento formal, mas de um envio missionário: a assembleia é desafiada a ser testemunha viva do Evangelho no mundo. A bênção final, dada pelo sacerdote, invoca a proteção e a graça de Deus sobre cada participante, preparando-os para enfrentar o dia-a-dia. O envio, expresso nas palavras “ide em paz”, convida todos a levarem a comunhão vivida no altar para as suas famílias, comunidades e ambientes de trabalho. Os avisos paroquiais, frequentemente lidos neste momento, articulam a liturgia aos compromissos quotidianos da vida comunitária. Assim, a Missa não termina na igreja, mas prolonga-se na ação e no testemunho dos cristãos. Estes ritos finais reforçam a dimensão comunitária e missionária da fé. Recordam que cada fiel é chamado a ser sinal do amor de Deus no mundo. Dessa forma, a liturgia torna-se fonte e impulso para a transformação pessoal e social.

 

Ministérios Litúrgicos

O ministério do acolhimento pode ser valorizado na Liturgia Dominical com um momento especial nos ritos finais. O celebrante convida os membros deste ministério diante do altar, agradecendo o seu serviço e destacando a importância de acolher cada pessoa como Cristo faria. Segue-se a bênção sobre eles, pedindo que Deus os fortaleça na missão de receber todos com alegria e respeito. Pode ser feita uma renovação do compromisso dos ministros diante da assembleia, reforçando o espírito de serviço. A comunidade é convidada a rezar por eles e reconhecer o seu trabalho. Esta valorização pode tornar a Paróquia mais acolhedora e evangelizadora. O gesto pode ser repetido anualmente, especialmente em datas significativas. Assim, toda a assembleia reconhece e apoia a importância deste ministério.

 

Evangelho para todos

O Evangelho segundo São Mateus desafia-nos a sermos “sal da terra” e “luz do mundo”, imagens que refletem a missão de cada cristão dentro da comunidade. Ser sal é dar sabor e sentido à vida, comprometendo-nos com o bem dos outros, enquanto ser luz é testemunhar a fé e iluminar o caminho dos que nos rodeiam. A Palavra de Deus convida-nos a sair do individualismo, lembrando que a Igreja é, por natureza, uma comunidade em caminho. Caminhar juntos significa partilhar dons, escutar, dialogar e assumir responsabilidades em conjunto. A sinodalidade nasce do Evangelho e concretiza-se na vida concreta da Igreja. Cada pessoa, com a sua história e capacidades, é essencial para que a luz de Cristo brilhe no mundo. Assim, o Evangelho é para todos: todos somos chamados a viver e a partilhar a fé, a cuidar dos outros e a construir uma Igreja aberta, acolhedora e comprometida com o serviço. Só juntos podemos ser verdadeiro sal e autêntica luz no mundo, glorificando Deus com as nossas obras.

 

Oração Universal

V/ Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo, unidos em oração e confiança, elevemos ao Senhor as nossas preces, pedindo que acolha com misericórdia as necessidades da Igreja e do mundo. Digamos confiantes:

R/ Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

  1. Pela Igreja santa, católica e apostólica, pelas Igrejas orientais e por todos os seus pastores e fiéis, para que, guiados pelo Espírito Santo, testemunhem a unidade e a caridade, oremos

  2. Pelos que partilham o pão com os famintos, acolhem os sem abrigo e consolam os que sofrem, para que o seu serviço seja sinal vivo do amor de Deus no mundo, oremos.

  3. Pelos que anunciam o Evangelho, especialmente missionários, catequistas e todos os que dão testemunho de Cristo ressuscitado, para que nunca lhes falte coragem e esperança, oremos.

  4. Pelos fiéis chamados a ser sal da terra e luz do mundo, e por todos os consagrados e consagradas, para que, seguindo os conselhos evangélicos, inspirem santidade nas comunidades, oremos.

  5. Pelo ministério do acolhimento nas nossas comunidades, para que todos os que se dedicam a receber, integrar e servir os irmãos, sejam sinal da hospitalidade e ternura de Cristo junto dos que chegam, oremos.

  6. Por todos nós aqui reunidos em assembleia celebrante, e pelos nossos familiares e amigos defuntos, para que participemos sempre com fé e alegria no mistério celebrado, oremos.

    V/ Escutai, Senhor, as preces da vossa Igreja: defendei-a de todo o mal, fortalecei-a na fé e fazei de nós instrumentos do vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.

    R/ Ámen. 

     

    Apresentação dos dons

    A apresentação dos dons é um momento central, onde o Povo de Deus participa ativamente na Eucaristia, oferecendo pão, vinho e outros sinais da vida e do trabalho da comunidade. Estes dons, trazidos por membros da assembleia, representam não só os frutos da terra e do esforço humano, mas também as alegrias, preocupações e intenções de todos. Ao serem levados até ao altar, tornam-se expressão visível da entrega e participação de toda a comunidade no mistério pascal. Este gesto pode ser valorizado com uma breve admonição, introduzindo ao seu significado e convidando todos a unirem as suas vidas à oferta de Cristo. Pode-se também incentivar a participação de diferentes grupos paroquiais, reforçando o sentido comunitário. Assim, a assembleia reconhece-se corresponsável pela celebração e pela missão da Igreja. Desta forma, a apresentação dos dons torna-se um verdadeiro momento de comunhão e partilha.

     

Encontrar o Pão na Palavra

 

Meditação Eucarística

Na Igreja católica, o pão usado na Eucaristia não leva fermento, nem sal; é feito apenas de farinha de trigo e água. Nas Igrejas orientais a tradição é diferente e, no pão eucarístico, já é usado sal. Pelo sal, nestas Igrejas quer-se simbolizar a incorruptibilidade, a aliança e a sabedoria divina. É Cristo quem dá sabor à vida e ao mundo. Pela comunhão, os cristãos tornam-se Cristo e podem ser assim sal da terra. Num rito batismal, era colocado um grão de sal na boca do catecúmeno, o sal da sabedoria, para que, pelo batismo, sejamos sempre sal da terra e luz do mundo. Pela comunhão é como se esse rito fosse reiterado. O sal da Eucaristia é posto na nossa boca para que nos tornemos naquele que recebemos: Cristo sal da terra e luz do mundo.

 

 

Sair em missão

 

Oração

Deus Pai de misericórdia, fonte de toda luz,

louvamos-Vos porque enviastes Jesus, luz do mundo,

para que as trevas nunca vençam a verdade.

Recordamos vossas maravilhas e amor constante.

Chamais-nos a ser luz do mundo e sal da terra,

testemunhando fé e esperança em cada gesto.

Fortalecei-nos para levar justiça e compaixão,

especialmente aos pobres e sofredores.

Agradecemos o dom da fé e da vossa presença fiel.

A Vós, louvor e glória pelos séculos dos séculos. Ámen.

 

Missão da Semana

Nesta semana, propomos que acolhas e visites alguém da tua comunidade (vizinho, doente ou pessoa só), levando uma palavra amiga e um pequeno símbolo feito por ti, como sinal de entrega e sacrifício. Este gesto simples pretende tornar visível a tua disponibilidade para servir e acolher, tal como Jesus nos pede. Participa ativamente no acolhimento na tua paróquia, se possível, e faz da tua presença um sinal de esperança. No final da semana, reserva um momento de oração para agradecer e refletir sobre como viveste esta missão. Partilha a tua experiência com alguém, alargando assim os horizontes da missão. Desta forma, colocas em prática o Evangelho, procurando ser luz do mundo e sal da terra para os outros, servindo ativamente a tua comunidade e promovendo uma verdadeira comunhão.


Download de Ficheiros

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Pão na Palavra

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