Arquidiocese de Braga -
1 março 2026
III Domingo da Quaresma |A
“Dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede”
Celebrar em comunidade
Itinerário simbólico
Como elemento simbólico para o espaço litúrgico, sugere-se que, diante do Altar ou num local visível para a assembleia, junto ao vaso com terra, seja colocado um regador ou um jarro com água, como sinal de quem se deixa tocar pela graça e pela misericórdia.
Sugestão de cânticos
[Entrada] Olhai para mim, Senhor – A. Cartageno
[Rito de aspersão] Água das fontes, louvai o Senhor – A. Cartageno
[Apresentação dos dons] Silêncio
[Comunhão] Bebei se tendes sede – C. Silva
[Final] É dura a caminhada – M. Faria
Eucologia
[Orações presidenciais] Orações do Domingo III da Quaresma
[Prefácio] Prefácio “A Samaritana”
[Oração Eucarística] Oração Eucarística III
[Bênção] Oração sobre o Povo do Domingo III da Quaresma
Ministérios Litúrgicos
Antes da Missa, a equipa de acolhimento deve ser uma presença visível e proativa, não para “controlar entradas”, mas para fazer com que cada pessoa se sinta esperada. Trata-se de procurar especialmente quem chega mais deslocado e aproximar-se com simplicidade, como Jesus junto ao poço: um cumprimento cordial, um “bem-vindo”, a disponibilidade para ajudar sem invadir.
Procissão de entrada
Na procissão de entrada, depois da Cruz processional, um acólito levará o regador ou o jarro com água. Este símbolo é colocado diante do Altar ou num sítio bem visível, junto do vaso com terra.
Rito de aspersão
O rito de aspersão pode ser integrado neste Domingo, porque Jesus promete a “água viva”, isto é, a vida nova que vem de Deus e que responde à sede mais profunda do coração humano. A aspersão torna sensível e simples aquilo que a Palavra anuncia. Além disso, a aspersão funciona como memória do Batismo, recorda que foi aí que recebemos a fonte de vida e entrámos na fé, e que a Quaresma quer reavivar em nós esse regresso à fonte. Para isso, sugere-se a fórmula A da aspersão dominical da água benta.
Evangelho para todos
Jesus encontra a samaritana e revela-se como Aquele que conhece o coração humano e não exclui ninguém. Oferece a “água viva”: a graça que sacia a sede mais profunda e renova a vida. Chama à conversão, à verdade e a deixar para trás o que aprisiona. Ensina que a verdadeira adoração é “em espírito e verdade”, não presa a lugares, mas ao encontro com Deus. Quem se encontra com Cristo torna-se testemunha: muitos passam da fé “de ouvir dizer” à experiência pessoal do Salvador.
Oração Universal
V/Irmãos e irmãs em Cristo: com o ardor da nossa sede de Deus, peçamos a Jesus Cristo que dê à sua Igreja e ao mundo inteiro a água viva que jorra para a eternidade, dizendo, confiadamente:
R/ Renovai-nos, Senhor, com a vossa graça.
1. Pela Igreja, por esta Arquidiocese de Braga e por todas as suas comunidades, para que encontrem sempre em Jesus a fonte de água viva e se tornem fonte de graça e de perdão, oremos, irmãos.
2. Pelos responsáveis e governantes dos países, para que acolham de Jesus a água viva e se tornem pessoas de paz e de justiça, oremos, irmãos.
3. Pelos órfãos, pelas viúvas, pelas vítimas de abusos e por todos os que sofrem, para que encontrem em Jesus a água viva e nas comunidades cristãs quem os proteja, lhes dê alívio e os conforte, oremos, irmãos.
4. Pelos catecúmenos que caminham para a Páscoa, para que venham a descobrir a água viva que é Jesus e aprendam a perdoar e a repartir, oremos, irmãos.
5. Pela Cáritas Nacional e Arquidiocesana, para que, à semelhança de Jesus junto do poço, seja uma instituição que reconhece e ama Cristo nos pobres, nos migrantes, nos sem-abrigo, e lhes leve ajuda concreta, escuta, proximidade e esperança, oremos, irmãos.
6. Por todos nós aqui reunidos em assembleia, para que nos dessedentemos com a água viva que é Jesus e não deixemos que os nossos corações se fecham à fonte de renovação espiritual, oremos, irmãos.
V/ Senhor, nosso Deus e nosso Pai, fazei-nos encontrar em Jesus Cristo a fonte da água viva, onde a nossa sede de justiça e de santidade se pode saciar em plenitude. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.
Apresentação dos dons
Depois da oração universal e antes de começar a preparação do Altar, todos se sentam e os membros da equipa de acolhimento apresentam à assembleia o símbolo do regador ou do jarro com água. Entretanto, um acólito lê o texto da apresentação do símbolo:
Levamos ao Altar a água, símbolo da graça que desejamos acolher. Que este gesto nos recorde que só em Deus encontramos a água que sacia a nossa sede e transforma o nosso coração em fonte de vida e alegria para os outros.
Terminada a leitura dessa breve admonição, os membros da equipa de acolhimento voltam a colocar o símbolo no mesmo local e segue-se a preparação do Altar pelo diácono ou pelo sacerdote, com a ajuda dos acólitos, enquanto se faz a recolha das ofertas. Sugere-se que, ao longo de todo o tempo da Quaresma, se faça silêncio no momento da apresentação dos dons.
Encontrar o Pão na Palavra
Meditação Eucarística
Os discípulos foram à cidade comprar alimentos, tendo deixado Jesus sozinho. Depois do encontro de Jesus com a Samaritana, os discípulos voltam e insistem para que Jesus coma e ficam admirados com a alusão de Jesus a um outro alimento que eles desconheciam. O alimento de Jesus é fazer a vontade de seu Pai que o enviou. Todavia, essa obediência não só é o seu alimento, mas tornou-se também o nosso. De facto, a Eucaristia é a materialização da abdicação no Jardim das Oliveiras que Jesus faz da sua vontade própria para fazer a do Pai. Dessa obediência até à morte e morte de Cruz surge a nossa salvação. Entre o Cenáculo e o Calvário encontra-se o Jardim das Oliveiras, lugar da obediência que é e se torna alimento.
Sair em missão
Oração
Jesus, fonte de água viva,
rega o nosso coração.
Que a Tua graça encha as nossas vidas,
faça brotar gestos de amor e esperança,
e transforme cada espaço árido
em terra fértil para a vida nova.
Missão da Semana
Propomos um gesto de partilha concreta: separar bens essenciais (alimentos, produtos de higiene, roupa em bom estado) e entregar à Cáritas Arquidiocesana, Arciprestal ou a um grupo de ação social e caritativa paroquial.
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