Arquidiocese de Braga -
3 junho 2026
X Domingo do Tempo Comum
“Segue-me!”
Celebrar em comunidade
Itinerário simbólico
Arranjo floral, em forma retangular.
Sugestão de cânticos
[Entrada] Eu confio, Senhor, na vossa bondade – F. Silva
[Preparação Penitencial] Kyrie, eleison – M. Carneiro
[Apresentação dos dons] Tomai, Senhor, e recebei – J. Santos
[Comunhão] Eu não vim chamar os justos – Az. Oliveira
[Final] Deus é Pai, Deus é amor – F. Silva
Eucologia
[Orações presidenciais] Orações do Domingo X do Tempo Comum
[Prefácio] Prefácio II dos Domingos do Tempo Comum
[Oração Eucarística] Oração Eucarística II
[Bênção] Oração de Bênção sobre o Povo 10
Catequese Mistagógica
Terceiro artigo do Credo
Em cada domingo e nas solenidades, todos, como assembleia de Deus, fazemos a profissão de fé, uma resposta à Palavra de Deus escutada. Através desta profissão recordamos o regulador da fé. “O Símbolo dito de Niceia-Constantinopla deve a sua grande autoridade ao facto de ser proveniente desses dois primeiros concílios ecuménicos (dos anos de 325 e 381). Ainda hoje continua a ser comum a todas as grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente” (CEC 195).
“O Símbolo divide-se, portanto, em três partes: «na primeira, trata da Primeira Pessoa divina e da obra admirável da criação; na segunda, da Segunda Pessoa divina e do mistério da Redenção dos homens; na terceira, da Terceira Pessoa divina, fonte e princípio da nossa santificação» (3). São estes «os três capítulos do nosso selo [batismal]»” (CEC 190). No terceiro artigo, o credo expressa a singularidade e comunhão do ser e da ação do Espírito Santo, bem como uma confissão da unidade da fé das diversas Igrejas, e nas diferentes épocas: uma só é a Igreja nascida da cruz e presente na história até à vinda gloriosa do Senhor que esperamos.
Ministérios Litúrgicos
Quando Jesus chama o publicano Mateus a segui-lo, este levanta-se e segue-O. O ministro do altar deve ter dentro do seu coração esta prontidão do apóstolo. Quando o acólito se levanta para realizar uma tarefa ritual, ele não o faz unicamente por razões práticas, ele realiza num meio ritual o que Mateus fez em resposta ao chamamento do Mestre. Levantando-se, os acólitos significam o seu desejo de seguir Jesus.
Procissão de entrada
A dinâmica de discipulado, que reconhecemos no chamamento de Mateus, expressa-se no seguimento de Jesus, que vivemos todos os dias e, ritualmente, exprimimos na procissão de entrada. Valorizemos este momento da celebração, fazendo integrar todos os ministros da celebração: acólitos, com turíbulo, naveta, cruz e velas; leitores com o Evangeliário, ministros extraordinários da comunhão com vaso de hóstias e galhetas; equipas de acolhimento com cestos para a recolha das ofertas; e o presidente da celebração.
Evangelho para todos
O Evangelho, hoje, apresenta-nos palavras que irrompem e destroem com todos os nossos esquemas mentais e humanos. Primeiro, porque Jesus faz-nos saber que nos chama a todos a segui-l’O e, em segundo lugar, nos perdoa com o seu olhar de misericórdia sem qualquer tipo de julgamento quando somos errantes e pecadores.
Sentir-se chamado, amado e perdoado, seja em que lugar, trabalho ou missão for, é um sentimento inexplicável e que justifica todos os nossos trabalhos. O processo de crescimento até à idade adulta traz-nos muitas questões. Mas, acima de tudo, questões que “devem ser servidas” com muita dose de confiança e amor. No meio deste processo de discernimento, Jesus está lá a dizer que nos chama e na ama, seja em que circunstâncias for e independentemente das decisões que tomarmos na vida. “Segue-Me”, confia, entrega-te e isso nos basta.
Oração Universal
V/Irmãos e irmãs em Cristo: nós que somos pecadores imploremos a misericórdia de Deus Pai e roguemos-Lhe que atenda as nossas súplicas, dizendo (ou: cantando), com fé e humildade:
R/Lembrai-Vos, Senhor, do vosso povo.
Que o Papa Leão XIV, os bispos, os presbíteros e os diáconos a ele unidos se fortaleçam na fé, sigam sempre o Evangelho e creiam no poder de Cristo ressuscitado, oremos.
Que todas as pessoas procurem conhecer o Senhor, cooperem entre si com lealdade e se esforcem para a construção da paz, oremos.
Que seja cessado o desprezo pelos migrantes, a perseguição aos refugiados e estrangeiros e se respeitem as crianças sem família, oremos.
Que os desiludidos encontrem coragem, todas as pessoas descubram a misericórdia e as minorias sejam respeitadas, oremos.
Que cada pessoa da nossa assembleia cristã não julgue os outros, saiba, ser simples à maneira de Jesus e viva na verdade para com todos, oremos.
V/ Escutai, Senhor, a nossa oração e dai-nos a graça de ser firmes na fé, para que o testemunho da nossa vida leve outros homens e mulheres a reconhecer-Vos como único Deus verdadeiro. Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Ámen.
Encontrar o Pão na Palavra
Meditação Eucarística
A Eucaristia é o memorial do sacrifício de Cristo e centro da vida cristã. Muitas vezes destaca-se a necessidade de pureza para participar dignamente neste mistério. Porém, o Evangelho mostra que Jesus prefere a misericórdia ao sacrifício ritual. Por isso, a Eucaristia não deve ser vista apenas como exigência moral, mas sobretudo como dom oferecido aos frágeis e pecadores. Nela, Cristo continua a acolher, curar e reconciliar todos os que dele se aproximam com fé. A comunhão torna-se sinal de unidade e vínculo de caridade entre os membros da Igreja. A misericórdia de Deus manifesta-se neste sacrifício de amor, onde Jesus entrega a própria vida pela salvação do mundo e fortalece espiritualmente o seu povo no perdão.
Sair em missão
Oração
Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de Vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da morte, chamai-me
e mandai-me ir para Vós,
para que Vos louve com os vossos santos
por todos os séculos dos séculos.
Amen.
(“Aspirações ao Santíssimo Redentor”, Missal Romano, 1446-1447)
Missão da Semana
Jesus é vítima de coscuvilhice por parte dos fariseus, que O condenavam por estar a comer com os publicanos e pecadores. E nós, como temos cuidado o nosso modo de falar com os outros e acerca dos outros? As nossas palavras são expressão do Evangelho? O que precisamos de converter na nossa linguagem?
Download de Ficheiros
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Pão na Palavra
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