Arquidiocese de Braga -
26 julho 2026
XVIII Domingo do Tempo Comum | A
“Dai-lhes vós de comer”
Celebrar em comunidade
Itinerário simbólico
Cesto adornado com flores, contendo vários pães.
Sugestão de cânticos
[Entrada] Vós todos os que tendes sede – C. Silva
[Apresentação dos dons] Sois Jesus, o meu Deus – M. Borda
[Comunhão] Somos convidados – F. Silva
[Final] Vamos em paz e alegria – Az. Oliveira
Eucologia
[Orações presidenciais] Orações das Missas para diversas necessidades 30: pela paz e pela justiça (Missal Romano, 1309)
[Oração Eucarística] Oração Eucarística da Reconciliação II com prefácio próprio
[Bênção] Bênção solene para o Tempo Comum III
Catequese Mistagógica
Sagrada Comunhão
Todos os cristãos são chamados a viver e a aprofundar continuamente a sua união com Cristo. No que respeita à Eucaristia, apesar da presença de Deus em vários momentos (na assembleia reunida para louvar o Senhor, na palavra proclamada, nas espécies consagradas e no ministro que preside), o momento da sagrada comunhão ocupa um lugar central, porque nos permite uma comunhão plena em duplo sentido: comunhão plena com Cristo (dimensão vertical) e comunhão com todos os irmãos que comungam o mesmo Corpo de Cristo (dimensão horizontal).
Para que haja uma participação consciente neste momento, a celebração da Eucaristia contempla os chamados “ritos da comunhão”, onde os fiéis rezam a oração que Jesus ensinou aos apóstolos (Pai-Nosso); depois rezam pela paz no mundo e expressam esse desejo num gesto de saudação em Cristo, que é nossa Paz; depois o sacerdote fraciona a hóstia consagrada, gesto que é acompanhado da aclamação “Cordeiro de Deus”, e junta um pedacinho de hóstia no cálice, simbolizando a união do Corpo e do Sangue de Cristo; e, por fim, há um convite a todos os fiéis para participarem deste banquete celeste.
Por isso, não havendo nada de grave que o impeça, todos são convidados a alimentar a sua vida espiritual através da participação no momento da sagrada comunhão, durante o qual todos devem permanecer de pé. Quem se aproximar do ministro da sagrada comunhão deve receber a comunhão na boca ou nas mãos; neste último caso, elevando-as e fazendo com elas um trono para receber a hóstia consagrada, comungando ainda diante do mesmo ministro. Depois, regressa ao seu lugar, mantendo-se de pé, em atitude orante, em profunda união com toda a assembleia.
Ministérios Litúrgicos
Em tempos de medo, angústia e sofrimento, o discípulo de Cristo deve mostrar que nada o pode separar do amor de Cristo, nada o poderá derrotar. A fé cristã não é uma aposta no escuro é, como diz são Paulo, uma certeza. O acólito é aquele que segue Cristo, estando certo de que nada o separará do amor de Deus. Por isso, é chamado a contemplar e a testemunhar o Jesus que serve no altar.
Introdução ao espírito celebrativo
Depois da saudação do presidente da celebração, um admonitor lê a seguinte introdução:
Estimados irmãos e irmãs, como discípulos de Jesus, reunimo-nos em família cristã e sentamo-nos à mesa do banquete da Palavra e do Pão da vida. Deus compadece-se de nós e, por isso, nos alimenta, para nunca nos separarmos do amor de Cristo e, assim, nos sentirmos mais impelidos a ser a presença do Rei da Paz no nosso mundo.
Hoje, rezemos de forma particular nesta celebração, para que cada um de nós seja verdadeiro arauto da paz e para que a paz seja instaurada entre todos os países.
Preparemo-nos para participar frutuosamente nesta celebração, com um fecundo tempo de silêncio, pedindo o dom da paz para todos os povos.
Seguir-se-á um tempo de silêncio, para cada um rezar pela paz.
Evangelho para todos
É ao redor da mesa que acontecem os factos importantes na vida das pessoas, das famílias e dos povos... Momento de encontro, de fraternidade, de comunhão, de pactos de paz... No banquete oferecem-se não só os alimentos mais básicos, como pão e água, mas também os mais deliciosos e preciosos.
Jesus tem compaixão daquela multidão, não a deixa partir sem o pão da palavra e o pão da mesa. Os discípulos querem despedir a multidão, mas Jesus transforma o pouco dos discípulos em abundância para toda aquela gente. Jesus não fica na mera "compaixão": cura os doentes, ilumina o povo com a sua palavra, partilha com eles o pão, entrega-se pessoalmente como Pão da Vida.
Deus capacita-nos a enfrentar as dificuldades. Neste tempo de guerras e discórdias que estamos a viver em diferentes latitudes do nosso globo, precisamos de ser arautos de paz, partilhando a palavra e o pão da mesa.
Oração Universal
V/ Irmãos e irmãs em Cristo: imploremos a Deus Pai todo-poderoso que tenha compaixão dos seus fiéis e das pessoas que não têm fé, dizendo, com toda a confiança:
R/ Deus, nosso Pai, vinde em nosso auxílio.
Pelo Papa Leão XIV, pelos bispos em comunhão eclesial, pelos presbíteros e diáconos, servidores do Pão da vida, para que saibam propor aos fiéis a certeza de que nada os pode separar do amor de Deus, oremos.
Pelos governantes de todos os povos, para que a sua mente e o seu coração se concentrem na promoção da justiça, da fraternidade e da paz, oremos.
Por aqueles que andam sem rumo e sem esperança, para que encontrem, no Senhor, o consolo do seu amor, e na Igreja nunca faltem as vocações para o serviço do povo Deus, oremos.
Por todos nós aqui presentes em assembleia, para que, depois da nossa peregrinação sobre a terra, sejamos recebidos na morada celeste, oremos.
Pelos fiéis que morreram e são confiados à nossa oração, para que sejam recebidos no seu reino divino de paz, oremos.
V/ Deus clemente e compassivo, que velais com cuidado pelos seres humanos e conheceis aquilo que lhes falta, preparai os seus corações para Vos acolherem a Vós mesmo. Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Ámen.
Encontrar o Pão na Palavra
Meditação Eucarística
O milagre da multiplicação dos pães é um claro anúncio da Eucaristia. Santo Agostinho vê nos cinco pães a Lei, nos seus cinco livros, que, nas mãos de Cristo, alimenta toda a humanidade; os dois peixes simbolizam os Profetas e os Salmos que convergem para Ele. Podemos também destacar os gestos de Jesus — tomar, dar graças, abençoar, partir e dar — como prefiguração da Última Ceia e da Narração da Instituição usada na Eucaristia. Os doze cestos podem ser entendidos como a superabundância da graça confiada à Igreja para alimentar todos os povos. Na Eucaristia, Cristo continua, pelo ministério dos sacerdotes, a multiplicar o Pão da vida eterna, saciando a fome mais profunda do coração humano e reunindo o seu povo na comunhão.
Sair em missão
Oração
Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
(Francisco de Assis)
Missão da Semana
Procure cada cristão, na comunidade de que faz parte, ser dom para os irmãos, através da visita a quem está só, doente, por exemplo, ou da entrega de alimentos ou medicamentos para quem, por motivos de saúde ou falta de recursos, não o possa fazer.
Download de Ficheiros
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Pão na Palavra
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