Arquidiocese de Braga -

10 setembro 2026

XXIV Domingo do Tempo Comum | A

Fotografia

“Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”

Celebrar em comunidade

 

Itinerário simbólico

Arranjo floral a integra dois círculos.

 

Sugestão de cânticos

[Entrada]Senhor, trazei-nos a paz – Az. Oliveira

[Apresentação dos dons] Não vivamos para nós – Az. Oliveira

[Comunhão]Se vos amardes – F. Silva

[Final] Cristo ontem, Cristo hoje – P. Lécot

 

Eucologia

[Orações presidenciais] Orações das Missas para diversas necessidades 30: pela paz e pela justiça (Missal Romano, 1309)

[Oração Eucarística] Oração Eucarística da Reconciliação II com prefácio próprio

[Bênção] Bênção solene para o Tempo Comum III

 

Catequese Mistagógica

Fórmula B da preparação penitencial 

Transbordando de alegria por sermos convidados para celebrar o mistério da Eucaristia e tendo consciência do valor inesgotável deste banquete sagrado, em que Cristo se entrega por nós na sua Palavra e no seu Corpo e Sangue, sentimos que não podemos apresentar o nosso coração de qualquer forma. 

Por isso, nos ritos iniciais de cada celebração, somos convidados a reconhecer com humildade que somos pecadores, invocando o amor misericordioso de Deus, que é capaz de transformar a nossa vida.

A fórmula B da preparação penitencial é feita de forma dialógica entre o presidente da celebração e a assembleia, com proposta e resposta:

V/ Tende compaixão de nós, Senhor,

R/ porque somos pecadores.

V/ Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia,

R/ e dai-nos a vossa salvação.

Depois, o sacerdote eleva uma intercessão a Deus, para que nos ajude a sintonizar com a verdade da sua misericórdia. Trata-se, no fundo, de reassumir a nossa condição de filhos pecadores, mas amados.

 

Ministérios Litúrgicos

Nós não proclamamos um perdão de Deus que nos seja exterior. Nós proclamamos que Deus perdoa aos pecadores, porque nós próprios já sentimos esse perdão de Deus e desejamos que os outros sintam também esse perdão vivificante. Nós não podemos querer para os outros o que nós não abraçamos também. O ministério do MEC é ministério de compaixão, porque levamos aos outros o que o nosso coração deseja ardentemente.

 

Introdução ao espírito celebrativo

Depois da saudação do presidente da celebração, um admonitor lê a seguinte introdução:

Estimados irmãos e irmãs, porque não podemos viver cada um para si próprio, reunimo-nos em comunidade de pecadores perdoados, porque muito amados. Deus enche-se de compaixão por nós e nos chama a viver nesta lógica de amor misericordioso para com todos, mostrando-o da forma mais bela: o perdão.

Hoje, rezemos de forma particular nesta celebração, para que cada um de nós seja testemunha do perdão que gera paz, em todas as latitudes do mundo e entre todos os povos e nações. 

Preparemo-nos para participar frutuosamente nesta celebração, com um fecundo tempo de silêncio, pedindo o dom da paz para todos os povos.

Seguir-se-á um tempo de silêncio, para cada um rezar pela paz.

 

Preparação Penitencial

Este momento pode ser introduzido por estas palavras:

Deus não se cansa de nos dar o seu perdão, um perdão sem medida e sem condição. Preparemos o nosso coração para esta celebração, reconhecendo a nossa necessidade de perdão. 

Depois, propõe-se a fórmula B da preparação penitencial, conforme se apresenta no Missal Romano.

 

Evangelho para todos

O perdão é o dom por excelência que Deus tem para nos oferecer. Pelo perdão, Deus recria-nos e restaura-nos; por isso o perdão é uma necessidade para nós. Como qualquer dom, só o é se formos capazes de o partilhar com os outros. Por isso, escutemos Ben Sirá, que nos diz: “um homem guarda rancor contra outro e pede a Deus que o cure? Não tem compaixão do seu semelhante e pede perdão para os seus próprios pecados?”. 

Perdoar e ser perdoado é algo que nos enriquece e nos torna verdadeiramente humanos. O caminho aberto pelo perdão pode gerar uma experiência reconciliada de todas as pessoas com a Igreja, como sinal de um sentido universal de fraternidade. Mas este perdão e esta paz vividos na comunidade cristã pode alastrar a todos os povos, gerando uma onde de pacificidade entre todas as nações.

 

Oração Universal

V/ Caríssimos fiéis: neste dia, em que reconhecemos a grandeza de Deus quando perdoa e a do ser humano que aprende a perdoar, supliquemos, com fé:

R/ Pela vossa misericórdia, ouvi-nos, Senhor. 

 

  1. Pelos ministros e fiéis da nossa Arquidiocese de Braga, para que aprendam a perdoar-se mutuamente e a viver relações honestas e fraternas, oremos.

     

  2. Pelos que detêm poderes de governo, para que fomentem na sociedade a concórdia, a solidariedade, a justiça e a paz, oremos.

 

  1. Pelos fiéis das Igrejas cristãs, para que superem todas as divisões e cheguem à unidade da fé em Cristo, oremos.

 

  1. Pelos que vivem centrados apenas em si próprios, para que acreditem em Jesus, que morreu por todos e nos ensina a doar a vida por Ele e pelos outros, oremos.

 

  1. Pelos membros desta assembleia celebrante, em caminho de renovação pascal, e por todos os migrantes da nossa comunidade (paroquial), para que ponham em prática a mensagem de Jesus sobre o perdão, oremos.

     

V/ Senhor de misericórdia infinita, com coração sempre disposto a perdoar, ensinai-nos a descobrir no amor do vosso Filho a medida do vosso perdão. Por Cristo, nosso Senhor.

R/ Ámen. 

 

 

Encontrar o Pão na Palavra

 

Meditação Eucarística

Quem recebe a misericórdia de Deus deve tornar-se, por sua vez, instrumento de misericórdia. O perdão concedido pelo rei prefigura o perdão oferecido por Cristo, que atinge a sua expressão máxima no sacrifício eucarístico. Aproximar-se da mesa do Senhor exige um coração reconciliado, disposto a perdoar “setenta vezes sete”. A comunhão no Corpo de Cristo torna impossível conservar o ressentimento contra o irmão. Alimentados pelo Pão da vida, os fiéis recebem a força para viver a caridade e o perdão sem medida. Assim, a Eucaristia não é apenas memorial da paixão de Cristo, mas também escola de misericórdia, onde aprendemos a imitar na nossa vida o amor gratuito que Deus continua e repetidamente derrama sobre nós.

 

 

Sair em missão

 

Oração

Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdia, que eu leve a união.

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.

Onde houver erro, que eu leve a verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:

consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe.

É perdoando que se é perdoado.

E é morrendo que se vive para a vida eterna. 

(Francisco de Assis)

 

Missão da Semana

Reconhecemos que determinadas situações exigem de nós que peçamos perdão aos outros. Escolher uma dessas situações e ter um gesto de reconciliação para com aquele(a) a quem ofendemos.


Download de Ficheiros

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Pão na Palavra

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