Arquidiocese de Braga -

13 setembro 2026

XXV Domingo do Tempo Comum | A

Fotografia

“Ide vós também para a minha vinha”

Celebrar em comunidade

 

Itinerário simbólico

Arranjo com ramos de videira.

 

Sugestão de cânticos

[Entrada] Eu sou a salvação do meu Povo – F. Santos

[Apresentação dos dons] Já não sou eu que vivo – M. Silva

[Comunhão] Felizes os convidados  M. Luís

[Final] A vida só tem sentido – H. Faria

 

Eucologia

[Orações presidenciais] Orações do Domingo XXV do Tempo Comum

[Prefácio] Prefácio I Dominical do Tempo Comum 

[Oração Eucarística] Oração Eucarística II

[Bênção] Oração de bênção sobre o povo nº 6

 

Catequese Mistagógica

Canto na celebração 

O Concílio Vaticano II sublinhou a importância de os fiéis não estarem na Liturgia “como estranhos e mudos espetadores” (SC 48), mas como membros ativos e conscientes, participando “consciente, ativa e frutuosamente” (SC 11). A participação litúrgica torna-se mais evidente no exercício dos diferentes ministérios, pois toda a Igreja é ministerial. O canto é um dos ministérios que contribui, de forma particular, para a participação dos fiéis, uma vez que gera uma modalidade de comunicação na celebração, que une palavra, silêncio e melodia. Por isso, o canto traduz sempre o ambiente de festa que se celebra na Liturgia. 

A Instrução Geral do Missal Romano sublinha a exigência do canto nas celebrações, mas com o discernimento necessário para a escolha das partes que devem / podem ser cantadas em cada celebração (40). Isto implica a consciência de que não se “canta na missa”, como quem presta um serviço externo, mas que se “canta a missa”, porque ela é sempre manifestação plena do culto, do louvor a Deus, que brota do interior do ser humano; e, parafraseando Santo Agostinho, “cantar é próprio de quem ama”.

 

Ministérios Litúrgicos

A recompensa do trabalho na vinha do Senhor é a alegria de servir. Colocar a sua alegria no salário que se vai receber no fim do dia equivale a seguir o seu caminho e a não seguir Jesus no caminho que Ele nos abre com o seu exemplo e a sua palavra. Infelizmente, há quem apenas se disponibilize para o serviço eclesial se ele for objeto de pagamento ou, o que pode ser pior, se mostrarmos que lhe estamos eternamente gratos.

 

Preparação Penitencial

Sugere-se que nesta celebração se opte pela fórmula B da preparação penitencial: 

V/Tende compaixão de nós, Senhor:

R/ porque somos pecadores.

V/Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia

R/ e dai-nos a vossa salvação.

V/Deus, todo poderoso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduz à vida eterna.

R/ Ámen.

 

Evangelho para todos

O Evangelho deste XXV Domingo do Tempo Comum deixa-nos desconfortáveis. Um proprietário sai várias vezes ao longo do dia para chamar trabalhadores para a sua vinha e, no final, paga o mesmo a todos. A nossa primeira reação é quase imediata: “não é justo.” Pensamos como os trabalhadores da primeira hora, porque estamos habituados a medir, comparar e contabilizar: quem fez mais, quem chegou primeiro, quem trabalhou mais, quem merece mais. E, sem darmos conta, podemos levar esta mesma lógica para a nossa relação com Deus.

Também na fé podemos começar a apresentar a Deus a conta dos nossos méritos: “eu estou sempre presente”, “eu ajudo”, “eu faço tanto”, “eu estou cá há muitos anos”. Mas Deus não é contabilista. Deus é Pai. E o Evangelho deste Domingo mostra-nos precisamente isso: a generosidade de Deus não cabe nas nossas contas.

O problema dos trabalhadores da primeira hora não foi terem recebido pouco. Receberam aquilo que tinham combinado. O problema foi verem que os outros receberam também. E talvez aqui se esconda uma das grandes dificuldades do nosso tempo: custa-nos, por vezes, alegrarmo-nos com o bem dos outros. Comparamo-nos no trabalho, nas famílias, nas comunidades e até nas redes sociais. Perguntamos porque é que o outro conseguiu, porque foi reconhecido, porque teve aquela oportunidade, porque parece que Deus foi mais generoso com ele. E o Evangelho responde com uma pergunta provocadora: vamos ficar tristes só porque Deus é bom?

Há, porém, uma imagem belíssima nesta parábola: Deus continua a sair. Sai de manhã, ao meio-dia, à tarde e quase ao anoitecer. Deus não se cansa de procurar pessoas. Quantas pessoas poderiam dizer hoje o mesmo: “ninguém precisa de mim”. Idosos que se sentem esquecidos, jovens sem oportunidades, desempregados que começam a duvidar do próprio valor, pessoas que sentem que já não contam para ninguém. E Deus continua a dizer: “vai também tu para a minha vinha”. Para Deus, ninguém chegou tarde demais. Ninguém é inútil. Ninguém está definitivamente perdido. Há sempre lugar na vinha de Deus.

Mas este Evangelho pede também uma conversão a quem chegou primeiro. A fidelidade não pode transformar-se em privilégio. Estar há muitos anos na Igreja, servir numa comunidade, ser catequista, ministro ou membro de algum grupo não nos torna donos da vinha. Tudo é graça. Não trabalhamos para receber mais do que os outros; trabalhamos porque tivemos a graça de ser chamados. Quem percebe que estar na vinha já é um dom deixa de fazer contas.

Talvez seja essa a grande mensagem: a matemática de Deus é diferente da nossa. Para Deus, um gesto de amor pode valer uma vida inteira, uma conversão tardia pode abrir um caminho novo, um perdão pode reconstruir anos de distância e uma pequena escolha pode mudar uma história.

 

Oração Universal

V/Oremos, irmãos e irmãs, a Deus Pai, que está perto de quantos O invocam e é misericordioso para com todos, e supliquemos, confiadamente, dizendo:

R/Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

 

  1. Para que haja quem trabalhe na vinha do Senhor em todas as horas do dia, oremos.

     

  2. Para que os responsáveis pela economia mundial não se fechem às necessidades de ninguém, mas defendam os direitos dos mais pobres, oremos.

     

  3. Para que todos os cidadãos tenham emprego, os camponeses tempo favorável às colheitas e cada família uma digna habitação, oremos.

     

  4. Para que as nossas aldeias, vilas e cidades sejam lugares de uma ecologia integral para a sã convivência e para a amizade fraterna, oremos.

     

  5. Para que os membros da nossa assembleia dominical sintam gosto em trabalhar no serviço do Evangelho, oremos.

 

V/ Senhor, nosso Deus, fazei que a Palavra de Jesus nos desperte para o trabalho da sua vinha. Ele que vive e reina por todos os séculos.

R/ Ámen. 

 

 

Encontrar o Pão na Palavra

 

Meditação Eucarística

A parábola dos trabalhadores da vinha é uma bela metáfora da Eucaristia. Uns trabalham muitas horas, outros apenas uma, mas todos recebem o mesmo denário. Também na Eucaristia, independentemente do ministério ou do serviço de cada um — presidente, acólito, leitor, organista ou simples fiel — todos recebem o mesmo Pão da Vida. A pequena hóstia colocada na mão de cada comungante é como o denário da parábola: a todos é oferecido o mesmo dom. Não importa ser neófito ou cristão de longa data, ter trabalhado muito ou pouco. O denário é a vida eterna, oferecida igualmente a todos. Na comunhão, ninguém recebe apenas uma parte de Cristo: cada um recebe Cristo inteiro. O pão reparte-se, mas o Senhor permanece indiviso.

 

 

Sair em missão

 

Oração

Senhor, nosso Deus,

os teus pensamentos não são os nossos pensamentos

e os teus caminhos ultrapassam os nossos caminhos.

 

Liberta-nos da comparação, da inveja

e da tentação de medir o teu amor pelos nossos méritos.

Ensina-nos a reconhecer que tudo é graça

e a alegrarmo-nos com o bem que ofereces aos outros.

 

Chama-nos, a cada hora, para a tua vinha

e dá-nos um coração disponível para servir,

sem procurar recompensas nem privilégios.

 

Que saibamos acolher aqueles que chegam mais tarde,

dar lugar a quem se sente esquecido

e acreditar que ninguém está perdido para Ti.

 

Senhor, ensina-nos a viver segundo a tua lógica:

a lógica da misericórdia, da generosidade e do amor.

 

E que, no final de cada dia,

a nossa maior recompensa seja simplesmente esta:

termos vivido contigo, trabalhado contigo

e amado como Tu nos amas.

 

Ámen.

 

Missão da Semana

Nesta semana, marcada pela parábola dos trabalhadores da vinha, somos convidados a refletir sobre o modo como estamos a dar do nosso tempo à Evangelização. Faço-o desprendidamente ou espero receber uma recompensa maior que os meus irmãos que estão na mesma vinha que nós?

 


Download de Ficheiros

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Pão na Palavra

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