Arquidiocese de Braga -

20 setembro 2026

XXVI Domingo Tempo Comum

Fotografia

“Arrependeu-se e foi”

Celebrar em comunidade

 

Itinerário simbólico

Arranjo com ramos de videira.

 

Sugestão de cânticos

[Entrada] Escutai, Senhor, a prece – A. Cartageno

[Apresentação dos dons] Tudo Vos damos – M. Faria

[Comunhão] Deus enviou ao mundo – M. Luís 

[Final] Povo Teu somos, ó Senhor

 

Eucologia

[Orações presidenciais] Orações do Domingo XXVI do Tempo Comum 

[Prefácio] Prefácio VII Dominical do Tempo Comum

[Oração Eucarística] Oração Eucarística III

[Bênção] Bênção solene para o Tempo Comum III

 

Catequese Mistagógica

Fórmula A da preparação penitencial

No início da Eucaristia, o sacerdote convida-nos: «para celebrarmos dignamente os santos mistérios, reconheçamos que somos pecadores» ou com outra fórmula alternativa, conforme o Missal Romano apresenta. Seguem-se uns instantes de silêncio. Não é uma pausa vazia, mas o tempo necessário para nos colocarmos diante de Deus e deixarmos que a sua luz visite a nossa consciência. Como ensina o Catecismo: «o acolhimento da sua misericórdia exige de nós a confissão das nossas faltas» (CEC 1847).

Depois, pode recorrer-se à fórmula A da preparação penitencial, segundo a qual toda a assembleia proclama: «confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos». Confessamos a Deus, porque o pecado fere a nossa relação com Ele; e confessamos diante dos irmãos, porque também enfraquece a comunhão da Igreja. Ninguém acusa os outros: cada um reconhece humildemente «eu pequei». A Confissão recorda que podemos pecar «por pensamentos e palavras, atos e omissões». Pecamos pelo mal que fazemos, mas também pelo bem que deixamos de realizar. Ao dizermos «por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa», batemos no peito. Este gesto recorda o publicano do Evangelho, que «batia no peito, dizendo: “Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador”» (Lc 18,13). Não é um gesto de desprezo por nós próprios, mas um apelo dirigido ao coração: reconheço a minha responsabilidade e desejo converter-me. Em seguida, pedimos à Virgem Maria, aos anjos, aos santos e aos irmãos que roguem por nós. Aquele que reconhece a sua fragilidade não fica sozinho: é sustentado pela oração de toda a Igreja.

O sacerdote conclui pedindo que Deus tenha compaixão de nós e nos conduza à vida eterna. Esta fórmula, porém, não substitui Sacramento da Reconciliação (cf. IGMR 51), que deve ser recebido não só antes de comungar, mas também com a frequência necessária e de forma consciente, para vivermos na graça divina (cf. CEC 1457). Como afirma Santo Agostinho: «o princípio das obras boas é a confissão das más» (citado em CEC 1458).

 

Ministérios Litúrgicos

Neste XXVI Domingo do Tempo Comum, contemplamos Cristo que Se faz servo e aprendemos que a fé não consiste apenas em dizer «sim», mas em           cumprir a vontade do Pai. Hoje valorizamos o ministério dos acólitos, que           servem Cristo no Altar e ajudam toda a comunidade a celebrar dignamente os          santos mistérios.

 

Evangelho para todos

No Evangelho, um filho diz «sim», mas não vai trabalhar; o outro começa por recusar, mas arrepende-se e vai. Jesus ensina-nos que caminhar em comunidade não é apenas afirmar que pertencemos à Igreja: é colaborar concretamente na vinha do Senhor. Significa aceitar um serviço na liturgia, participar em algum grupo de apostolado, acompanhar um grupo na catequese, visitar os doentes, fazer-se próximo de quem vive sozinho, ajudar uma família necessitada ou reconciliar-se com alguém da comunidade. Também não devemos afastar definitivamente quem recusou ou abandonou, porque todos podem mudar e recomeçar. A Palavra pergunta hoje a cada cristão: qual é o serviço concreto que posso assumir na minha comunidade? O nosso «sim» a Deus torna-se verdadeiro quando se transforma em presença, disponibilidade e serviço aos irmãos.

 

Oração Universal

V/ Irmãs e irmãos em Cristo: oremos pelos filhos que dizem “sim” e por aqueles que só sabem dizer “não” ao convite para trabalharem na vinha do Pai, e supliquemos, todos juntos:

R/ Senhor, nosso refúgio, ouvi-nos.

 

1. Pelo Papa Leão XIV e por todos os bispos, que nos confirmam na fé, pelos presbíteros e diáconos, que nos servem, e por todos os discípulos de Cristo, oremos ao Senhor. 

 

2. Pelos acólitos e por todos os que servem nas nossas comunidades, pelos que exercem algum ministério com humildade, alegria e fidelidade, e pelos que se entregam a Cristo na vida consagrada, oremos ao Senhor.

 

3. Pelos que procuram agradar a Deus, pelos pecadores que se afastam do mal e pelos justos que deixam de ser bons, oremos ao Senhor. 

 

4. Pelos homens e mulheres seguros de si próprios, por aqueles que reconhecem a sua fragilidade e por todos os que se levantam quando caem, oremos ao Senhor. 

 

5. Pelos professores e alunos de todas as escolas, pelos que vão entrar no último ano de estudos e pelos que já terminaram, mas não têm trabalho, oremos ao Senhor.

 

6. Pela nossa assembleia do Domingo, pelos seus membros mais ativos e fiéis, que se esforçam pela renovação espiritual e pastoral, e pelos que se recusam a servir a comunidade, oremos ao Senhor. 

 

V/ Senhor, Pai santo, fazei nascer em cada um de nós os mesmos sentimentos que havia em vosso Filho, que Se entregou à morte pela humanidade. Por Cristo, nosso Senhor.

R/ Ámen. 

 

 

Encontrar o Pão na Palavra

 

Meditação Eucarística

Na Eucaristia, dizemos mais de dez vezes “Ámen”. Dois são particularmente importantes: o “Ámen” no final da Oração Eucarística e o da Comunhão. Essas respostas só são verdadeiras quando se prolongam na vida: perdoando, servindo, cuidando dos mais frágeis, procurando a justiça e aceitando a vontade do Pai, mesmo quando custa. O segundo filho da parábola é a imagem de um “Ámen” correto liturgicamente, mas existencialmente falso: “sim” com os lábios, mas “não” com a vida. Na Eucaristia o Filho respondeu ao Pai com um “sim” perfeito: «eis-me aqui, ó Deus, para fazer a vossa vontade». Ao recebermos o Corpo desse Filho obediente, pedimos que Ele transforme os nossos “não” em “sim” e faça da vida um Ámen.

 

 

Sair em missão

 

Oração

Deus Pai, rico em misericórdia,
            bendito sejas porque nunca abandonais os vossos filhos.

Ao longo da história, chamastes o vosso povo à conversão, 

acolhestes os que regressaram a Vós 

e, em Jesus Cristo, vosso Filho, 

mostrastes-nos o caminho da obediência e do serviço.

Olhai para os cristãos que se afastaram da comunidade 

e tocai o coração daqueles que Vos dizem «sim» com os lábios, 

mas permanecem indiferentes às necessidades dos irmãos. 

Transformai as nossas recusas em disponibilidade,

as palavras em obras 

e o individualismo em vontade de caminhar juntos. 

Fazei que cada um descubra o serviço 

que pode prestar na vossa vinha.

Nós Vos damos graças 

porque nunca fechais a porta a quem deseja recomeçar

e confiamos que a vossa graça pode renovar todas as vidas.

Por Cristo, nosso Senhor.

Ámen.

 

Missão da Semana

Durante esta semana, cada pessoa é convidada a identificar um «sim» que tem dito a Deus, mas ainda não concretizou, e a transformá-lo numa ação antes do próximo Domingo. À semelhança do primeiro filho do Evangelho, o compromisso é passar das palavras às obras e dar um passo concreto de conversão.


Download de Ficheiros

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Pão na Palavra

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