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11 Jan 2016
"Palavra de Vida" de Janeiro
"Chamados a proclamar as obras maravilhosas do Senhor"
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Quando o Senhor age, realiza obras maravilhosas. Logo que terminou a criação do universo, «Deus viu que isto era bom» (Gn 1, 25). E depois de ter criado o homem e a mulher, confiando-lhes toda a Criação, «considerou-a muito boa» (Gn 1, 31). Mas aquela obra de Deus, que ultrapassa todas, é a que foi realizada por Jesus: com a Sua morte e ressurreição criou um mundo novo e um povo novo. Um povo a quem Jesus deu a vida do Céu, uma fraternidade autêntica (no acolhimento recíproco, na partilha, no dar-se). A Carta de Pedro consciencializa os primeiros cristãos de que o amor de Deus os fez tornarem-se «linhagem escolhida, sacerdócio régio, nação santa, povo adquirido em propriedade» (ler na íntegra os vv. 9-10).

Se também nós, como os primeiros cristãos, tomássemos realmente consciência daquilo que somos, daquilo que a misericórdia de Deus realizou em nós, entre nós e à nossa volta, ficaríamos estupefactos, não poderíamos conter a alegria e sentiríamos a necessidade de a partilhar com os outros, de «proclamar as obras maravilhosas do Senhor». Mas é difícil, quase impossível, testemunhar de maneira eficaz a beleza da nova socialidade, que Jesus veio inaugurar, permanecendo isolados uns dos outros. Portanto, é normal que o convite de Pedro seja dirigido a todo o povo. Não podemos mostrar-nos conflituosos e facciosos, ou simplesmente indiferentes uns para com os outros, e depois proclamar: «O Senhor criou um povo novo, libertou-nos do egoísmo, dos ódios e dos rancores, deu-nos como lei o amor recíproco que faz de nós um só coração e uma só alma...». No nosso povo cristão existem diferenças nos modos de pensar, nas tradições e culturas, mas devemos aceitar estas diferenças com respeito, reconhecendo a beleza desta grande variedade, com a consciência de que a unidade não é uniformidade.

Este é o caminho que vamos percorrer durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – que no hemisfério norte se celebra de 18 a 25 de janeiro – e durante todo o ano. A Palavra de Vida convida-nos – a nós cristãos de diferentes Igrejas e comunidades – a procurar conhecermo-nos melhor, contando uns aos outros as obras maravilhosas do Senhor. Então poderemos «proclamar» essas obras de maneira credível, testemunhando que estamos unidos precisamente nessa diversidade e damos apoio concretamente uns aos outros. Chiara Lubich encorajou-nos fortemente a percorrer este caminho: «O amor é a força mais poderosa do mundo: desencadeia, em redor de quem o vive, a pacífica revolução cristã, de tal modo que os cristãos de hoje possam repetir aquilo que, há muitos séculos, diziam os primeiros cristãos: «Somos de ontem e já estamos espalhados por todo o mundo» (1). (…) O amor! Quanta necessidade de amor tem o mundo! E nós, cristãos! Todos nós, das várias Igrejas, juntos, somos mais de um bilião. Muitos, portanto, e deveríamos ser bem visíveis. Mas estamos tão divididos que muita gente não nos vê, nem vê Jesus através de nós.

Ele disse que o mundo nos reconheceria como seus – e, através de nós, reconhecê-lo-ia a Ele – pelo amor recíproco, pela unidade: «Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros»(Jo 13, 35). (…) O tempo presente, por isso, pede a cada um de nós amor, pede unidade, comunhão, solidariedade. E chama também as Igrejas a restaurar a unidade quebrada já há séculos» (2).

Fabio Ciardi

1) Tertuliano, Apologético 37.7;

2) De: Chiara Lubich, Il dialogo è vita, Roma 2007, pp. 42-43.

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