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CMAB | Braga| 14 Abr 2016
Cozinhar o caminho da Missão...
Davide Duarte, voluntário do CMAB
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  © Davide Duarte | Lunda Norte, Angola

Num mundo desenvolvido é imposto a muitos jovens a necessidade de uma formação académica como o “bilhete” para um futuro digno. No contexto missionário surgem outros temas de formação, como missiologia, antropologia, inculturação, cooperação, ou desenvolvimento sendo o “bilhete” para integrar num projeto Ad Gentes. Contudo, é tão ou mais fundamental a espiritualidade e a experiência de vida numa Fé madura de compromisso cristão que se releva numa maneira singular de estar no mundo, “um estilo de vida”!

Cresci no seio de uma família cristã, onde a importância da catequese recebida me fez descobrir e construir meu compromisso na Igreja. Apesar de, na minha educação cristã, nunca ter despertado para a ação missionária, foi esta que me levou à procura de melhor responder ao chamamento de Deus.

O contato mais direto com a Missão surgiu apenas nos finais de 2009, após o convite de uma amiga para conhecer o grupo Diálogos, Leigos SVD para a missão. O grupo Diálogos alimenta-se do carisma vivido pela Congregação dos Missionários do Verbo Divino, fundados pelo Santo Arnaldo Janssen, em 1875. Foi aqui que se desenvolveu e solidificou uma maior consciência e responsabilidade missionária.

Em contexto de missão, somos enviados para locais com realidades bem diferentes da envolvente do nosso dia-a-dia. Até ao momento, apenas estive num projeto Ad Gentes por uma única vez durante um mês em Angola. As restantes experiências missionárias têm sido vividas em Portugal, em pequenos projetos com Idosos ou Jovens portadores de multideficiências, num contexto que se assemelha mais ao meu quotidiano. Contudo, é no contacto com os outros que percebo da importância de haver uma pré-instrução de base que nos lança ferramentas para os diversos trabalhos a desenvolver no campo da missão. Pequenas coisas como o à-vontade para uma conversa com um Idoso ou qual a melhor reação perante diferentes culturas e religiões de outros países.

É num ciclo contínuo de formação/experiência que vejo um crescimento sólido como pessoa onde posso aprender e praticar progressivamente. De que me adianta ter muita formação sem depois a poder praticar? Ou, que posso experimentar se não tenho as bases para o saber fazer? É desta forma que acredito que minhas experiências missionárias têm vindo a me envolver numa dimensão cada vez mais integral do meu eu!

Não quero que esta caminhada aconteça por imposição, mas sim pelo aproveitar das oportunidades que me vão surgindo. É importante um missionário estar sempre, e cada vez mais preparado, para quando sentirmos que Deus nos “bate à porta”, podermos responder SIM de prontidão!

Somos seres insatisfeitos, o que nos leva a um contínuo crescimento, em constante formação. É nesta caminhada que espero o discernimento de uma vocação missionária, onde que não bastará o “querer fazer”, mas sim o “querer fazer à imagem de Deus” tudo aquilo para o qual a Igreja nos envia. Assim vejo a componente da formação como o “estrugido” que apura o sabor de uma Missão. Quanto mais a cozinharmos, mais vamos poder desfrutar do seu sabor. É nessa intensidade que quero viver a Missão, num serviço aos outros, como um estilo de vida!

Artigo publicado no suplemento Igreja Viva de 14 de abril 2016.

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