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Pe. Alberto Vieira | CMAB| 4 Mar 2021
Daniel Comboni: a paixão de uma vida!
Pe. Alberto Vieira, missionário comboniano e membro do CMAB
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  © Combonianos

Ao meio do mês de março celebramos um gigante de humanismo e de fé: Comboni. Em 15 de março de 1831 nasceu Daniel Comboni em Limone Sul Garda (Itália) de pais pobres de bens mas ricos de humanidade: Domingas Pace e Luis Comboni. Foi o quarto de 8 filhos falecidos quase todos em tenra idade.

Em 1854 Daniel Comboni é ordenado sacerdote e três anos depois parte para a África juntamente com outros cinco missionários e com a bênção da mãe que lhe diz: «Vai, Daniel, e que o Senhor te abençoe».  

Comboni viveu e morreu no coração da África. Teve sempre a África no coração mesmo quando se encontrava na Europa mobilizando recursos e missionários para mais e melhor servir a missão.

Ao assistir à morte em África dum seu jovem companheiro missionário, Comboni em vez de desanimar sente-se interiormente confirmado na decisão de continuar a sua missão e assume o compromisso: «Nigrizia ou morte, África ou morte».

Daniel tem uma iluminação fulgurante que o leva a elaborar o seu famoso Plano para a regeneração da África, um projeto missionário que se pode sintetizar numa intuição, «Salvar a África com a África», e que é fruto da sua ilimitada confiança nas capacidades humanas e religiosas dos povos africanos. Pelos africanos consome todas as suas energias, e luta tenazmente pela abolição da escravatura.

A sua fé inquebrantável no Senhor e na África leva-o a fundar em 1867 e 1872, respetivamente, os seus Institutos missionários, masculino e feminino, posteriormente conhecidos como Missionários Combonianos e Irmãs Missionárias Combonianas. Dentro da sua espiritualidade hoje temos também as Seculares Combonianas e os Leigos Missionários Combonianos.

No dia em que regressou a Cartum, Sudão, como pastor deste povo, em 11 de maio de 1873 disse: “Eu volto para o meio de vós para nunca mais deixar de ser vosso, e totalmente consagrado para sempre ao vosso maior bem. O dia e a noite, o sol e a chuva encontrar-me-ão igualmente e sempre disposto a atender às vossas necessidades espirituais; o rico e o pobre, o são e o doente, o jovem e o idoso, o patrão e o servo terão sempre igual acesso ao meu coração. Quero partilhar a vossa sorte, e o dia mais feliz da minha existência será aquele em que eu possa dar a vida por vós.”

Daniel Comboni morreu a 10 de Outubro de 1881, com apenas 50 anos de idade, marcado pela cruz que, qual esposa fiel e amada, nunca o abandonou. Morre em Cartum no meio da sua gente, consciente de que a obra missionária não morreria. «Eu morro, mas a minha obra não morrerá». Foi proclamado santo em 5 de outubro de 2003 por São João Paulo II.

Recebendo os missionários combonianos o Papa Francisco disse: “como consagrados a Deus para a missão, estais chamados a imitar Jesus misericordioso e manso, para viver o vosso serviço com coração humilde, ocupando-vos dos mais abandonados do nosso tempo. Sabemos que a história do Instituto Comboniano está marcada por uma corrente ininterrupta de mártires, que chega até aos nossos dias. Eles são semente fecunda na difusão do Reino e protetores do vosso compromisso apostólico”.

A vida humana de Comboni terminou em 10 de outubro de 1881. Porém a sua herança continua viva nos que, em todos os continentes, continuam a sua ação evangelizadora. Em Portugal os combonianos chegaram em 1947. A primeira casa foi construída em Viseu. A V. N. de Famalicão chegamos em 20 de novembro de 1956. Nesta casa, que já foi seminário, a comunidade está constituída por 8 membros. Dois são irmãos e seis são padres: moçambicano, italiano e portugueses, constituindo uma comunidade verdadeiramente católica, como desejava São Daniel Comboni, Além de servirmos a paróquia de Santiago de Antas e os ministérios da reconciliação procuramos animar missionariamente paróquias e grupos de adolescentes, jovens e adultos. Todos são bem-vindos e aqui têm a sua casa de portas abertas.

Artigo publicado no Suplemento Igreja Viva de 04 de março de 2021.

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