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CMAB | Braga| 7 Mai 2020
Família cristã em tempo de crise
Frei José Dias de Lima, OFM, membro do CMAB e do ANIMAG
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  © DACS

Com a pandemia provocada pelo Covid-19, e o confinamento das famílias às quatro paredes do seu lar, o panorama, no que respeita à relação entre os diversos membros do agregado familiar sofreu uma transformação radical. Na verdade, em muitas situações, tomou-se um drama, a presença diária dos filhos, que deixaram de ir às aulas presenciais nas suas escolas e, em muitos casos, devido ao "layoff", muitos pais ficaram sem emprego e, em alguns casos ainda, gerindo parcos recursos económicos, num stress de contar os cêntimos até ao fim do mês, para além de, como casal, marido e mulher, terem que gerir as suas emoções, numa relação mais exigente, e de gerir as emoções dos seus filhos. Ora, nas famílias cristãs é imperativo dizer: família, torna-te aquilo que és, comunidade de amor e de vida, remando contra as marés!

Sem a Santa Missa presencial, mas apenas transmitida para dentro dos lares, através das novas tecnologias; sem a catequese presencial, que obriga a um contacto virtual com a fé, as famílias cristãs são postas à prova e devem ser sinal de esperança. E, de que forma? Apresentando Jesus como aquele que ajuda a abrir o coração, numa relação de respeito para com o próximo, que se encontra dentro da mesma casa, neste contexto concreto de confinamento, de modo a que, os membros das famílias cristãs, mesmo sem os gestos de afeto, porque vedados o abraço e o beijo, possam mostrar aos seus vizinhos que, sobretudo nestes momentos, se deve manifestar respeito, tolerância, capacidade de perdão, paciência e entre ajuda.

A família cristã, mais do que nunca, nestes tempos difíceis, em que todo o mundo é posto à prova, é convidada a ser missionária a partir da sua casa, e o testemunho da sã convivência é imperativo, para que tal aconteça. A sua fé, mais do que nunca, deve manifestar-se como fé professada, mantendo-se firme naquilo em que acredita e recebeu da Santa Igreja Católica Apostólica Romana; uma fé celebrada, deixando entrar em casa, a celebração da Santa Missa, o Santo Terço, momentos de adoração, Via Sacra, e outras ocasiões de oração, com a vivência de todos, através das novas tecnologias; uma fé vivida, desdobrando-se no serviço, sentindo-se todos responsáveis pelas tarefas diversas que são necessárias na dinâmica funcional do lar, sem o "jogo" do empurra; uma fé anunciada, usando as novas tecnologias para partilhar, via Facebook, com outros familiares e amigos, mensagens de esperança cristã, muitas delas que chegam de sacerdotes, religiosos e cristãos de fé esclarecida, e não devemos guardar só para nós; e uma fé contemplada, ou seja, uma fé que, ao jeito de Nossa Senhora, confia plenamente, sem desesperar, perante as tribulações próprias de um confinamento forçado, colocando toda a esperança em Deus, que nos conforta. 

É, afinal, a dinâmica da fé, que colocou em movimento a Arquidiocese de Braga, num plano pastoral de cinco anos, entre 2012 a 2017, e que agora, parece ganhar ainda mais sentido, porque não há fronteiras, quando se trata de dizer "eu professo", "eu celebro", "eu vivo", "eu anuncio", e "eu contemplo a minha fé". Uma fé que, desemboca na Esperança cristã, uma Esperança que se apresenta às famílias não apenas, da Arquidiocese de Braga, mas desta em particular, pelo plano pastoral subsequente, pois, sob o signo desta virtude teologal, as famílias são convidadas a despertar a Esperança, esperando contra toda a esperança (2017/2018); a ser Esperança e alegres na Esperança (2018/2019) e a levantar-se e a semear a Esperança (2019/2020).

Pois bem, toda a dinâmica pastoral da Arquidiocese de Braga, que, em oito anos consecutivos, apontou para as virtudes teologais da Fé e da Esperança, teve sempre a família como o centro das suas preocupações e, agora, podemos colher os frutos, se as famílias cristãs da Arquidiocese, se deixarem conduzir pela catequese que foi partilhada pela Igreja Diocesana, em cada eucaristia, em cada conferência, em cada retiro, enfim, em todos os momentos onde pais, mães, filhos, maridos e esposas se tornaram não apenas ouvintes, mas também anunciadores da Esperança Cristã num só Senhor, numa só Fé e num só Batismo.

A Família Cristã, nestes tempo de confinamento forçado, perante situações limite, em que a angústia e o medo, podem dar lugar a situações de conflito e mal-estar, deve tomar consciência, pela força da fé que recebeu, professa e vive, que há vida para além do Covid-19, e que a partilha e a vivência da fé, torna-se uma forma de encontrar alento e de alimentar a Esperança de que, depois da pandemia, vai ficar tudo bem, tão certo como, para além das nuvens, o céu ser sempre azul; depois do Inverno nascer a Primavera; a seguir à noite, nascer o dia, e que, sobretudo, como famílias cristãs, que é certo, e firmemente acreditamos, que Jesus conduz a marcha da história e que todos, no mesmo barco, serenos levados por Ele a bom destino.

Artigo publicado no Suplemento Igreja Viva de 07 de maio de 2020.

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