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Ano Pastoral 2020+2021

"Uma Igreja sinodal e samaritana"

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Dom Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo Primaz | 11 Fev 2004
Dia Mundial do Doente
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O Dia Mundial do Doente celebra-se, anualmente, no dia 11 de Fevereiro. Este ano acontecerá uma celebração especial no Santuário de Lourdes, tendo presente a ocorrência dos 150 anos da Proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. A doença continua a ser um profundo enigma. Com Maria iniciou-se a obra de redenção realizada na Paixão e Morte de Cristo. Só Jesus salva e vence a dor e a morte. Maria, preparada para o acolher, é Mãe atenta a todas as necessidades dos homens e presença solícita nas doenças e sofrimentos. Este ano, em Portugal, o Dia Mundial do Doente acolhe como tema: “Na doença, a espiritualidade como forma de encontro”. Num mundo materialista e de confiança na técnica há sempre o risco de desconsiderar o sobrenatural como oferta de tranquilidade e paz. Como Igreja necessitamos de recuperar a Pastoral dos Doentes e de lhe conceder espaço na programação da vida paroquial. No meio de tantas solicitações e perante tantas urgências poderemos esquecer compromissos que correspondem às obrigações fundamentais da pastoral ordinária. Deixamos cair muita coisa sem o cuidado devido em substituir por algo mais válido e actual. É meu dever agradecer aos sacerdotes as visitas mensais que efectuam a doentes em dia e hora marcada. Sei que se trata dum momento de expectativa por parte dos doentes e que proporciona mais paz interior e exterior. Impõe-se, simultaneamente, considerar a importância duma celebração do Sacramento da Unção dos Enfermos. Abandonamos o dramatismo da Extrema Unção e não acompanhamos os doentes, crónicos ou terminais, com a graça sacramental. Convido as comunidades paroquiais a reverem esta situação. Talvez muitos tenham de reconhecer que se morre sem esta graça sacramental. Não reconheço nesta atitude alguma espécie de incúria. Como em muitas outras coisas, é mais fácil deixar cair que mentalizar e criar algo que substitua dando-lhe o verdadeiro significado existencial. Nas Visitas Pastorais tem havido uma preocupação em celebrar o Sacramento da Unção dos Enfermos. Queremos, com isto, manifestar gratidão, carinho, presença amiga a quem se gastou pelos outros e pode sentir-se marginalizado na vida. Simultaneamente, pretende-se “provocar” as comunidades para este “gesto” como expressão do amor terno de Deus. É consolador experimentar e sentir os ecos da gratidão. Tudo nos estimula a esperar que esta celebração entre nas Programações habituais das comunidades. Apoiar a terceira Idade não está só no proporcionar ambientes aquecidos dos lares, refeições esmeradamente preparadas e cuidados médicos conscienciosos. Como Igreja, teremos de oferecer o espiritual como algo onde ninguém nos substitui. Não se trata de uma coisa ou outra. Precisamos de prestar idêntica atenção às duas. A morte não poderá meter medo. Abre-se como uma porta que introduz na Casa do Pai que acolhe. Com esta atenção à pastoral da saúde queremos aproximar-nos de quem sofre. A Igreja é Samaritana da humanidade. Não vira os olhos nem volta a cara. Vai ao encontro e gasta e gasta-se para que todos usufruam da alegria duma mão amiga. As comunidades devem dar coisas a quem precisa. Penso, porém, que mais importante ainda é dar o invisível amor permanentemente presente e que se expressa em comportamentos de ternura e carinho. Precisamos de querer bem, com todas as letras, a quem sofre ou atingiu uma idade avançada. É o espiritual que marca encontro. Vejamos o que nos falta efectuar. Os Ministros Extraordinários da Comunhão devem interpretar esta missão numa corresponsabilidade concreta. É justo reconhecer e agradecer quanto realizam. Tudo se pode aperfeiçoar. Na doença e na idade proporcionemos a dimensão espiritual. + Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz
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