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D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga | 11 Set 2006
Paróquias, sentinelas das Famílias
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Perante o milagre de Jesus, as multidões reconhecem: “Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem” (Mc. 7, 37). 1. Falar para que ouçam O cristão e a Igreja devem prolongar a vida de Cristo. Reconhecendo que a sociedade hodierna parece ser surda, não querendo ouvir, teremos de assumir pessoalmente e como comunidades o dever de falar, descortinando o modo de tornar perceptível a mensagem. Mais uma vez e no inicio dum ano pastoral, repito: vivemos para evangelizar e a tarefa prioritária está no anúncio, não dum modo repetitivo mas com a fantasia da caridade, verdadeiramente inventivo. Sejamos capazes de descobrir formas novas na vida, nas comunidades, no arciprestado. Não nos deixemos anestesiar pelas correntes de pensamento adverso e contrário. Deixemos as formulas feitas e apostemos em maneiras que testemunhem a perene vitalidade da Igreja e da sua mensagem. Se a sociedade parece surda à mensagem cristã há um sector que reclama uma atenção particular. A Arquidiocese assumiu um programa Pastoral sobre a Família. Como consequência, espero um compromisso na proclamação, clara e inequívoca, do Evangelho da Família e da Vida. Se é verdade que muitas comunidades já assumiram o papel duma pastoral familiar, protagonizada por lares cristãos, não podemos deixar de reconhecer a “surdez” de outras a este imperativo pastoral. Quero rezar à Senhora da Penha para que o arciprestado de Guimarães renove e intensifique este compromisso. Não se trata dum gosto pessoal a discutir. O Espírito desafia-nos e ninguém pode fugir às suas orientações. 2. Falar em vez das Famílias Se temos de proclamar este Evangelho não podemos esquecer que muitas famílias são verdadeiramente “mudas” no sentido duma incapacidade em solicitar a concretização de direitos indispensáveis para uma vida familiar. A Igreja, nas suas comunidades e nos seus fiéis, terá de falar por elas e duma dupla maneira. Em primeiro lugar denunciando, através dum estudo consciencioso da realidade familiar de todos os lares, as necessidades fundamentais. Depois ou em simultâneo, testemunhar um empenho de solução desses “casos” que escandalizam e que não deveriam existir. Recordo que o Programa Pastoral quer Evangelizar, celebrar, criar comunhão e agir em favor das Famílias. Não esqueçamos nenhuma destas dimensões. Só que, em Conselho de Arciprestes, optou-se por cuidar, particularmente, da qualidade de vida humana das nossas famílias. Quando se escolheu o lema de “Família Solidária” não estávamos a pretender um slogan bonito. É um programa que convida a ir ao encontro dos desempregados, do pão que começa a faltar debaixo de muitos telhados., das condições indispensáveis para uma habitação digna, da situação dos idosos a viverem com reformas insignificantes, da doença que incomoda e entristece. 3. Palavras e acções que consolem Que poderemos fazer? Há sempre respostas a encontrar e generosidade a solicitar. Nesta denúncia de situações indignas, há uma palavra que nos compete sempre. É o conforto e a presença amiga. Isaías, na primeira leitura, afirmava: “Dizei aos corações perturbados: “Tende coragem, não temais. Aí está o vosso Deus; vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-nos” (Is 35, 4-5). A salvação de Deus acontece por intermediários, ou seja, pelos cristãos e pelas comunidades. A este compete a tarefa de, não fazendo acepção de pessoas, escolher os mais pobres para lhes mostrar que o reino de Deus vai acontecendo no quotidiano das nossas vidas. 4. A Arquidiocese também quer ajudar Ao desafiar as comunidades paroquiais para se consciencializarem dos problemas familiares encontrando respostas que ofereçam dignidade à vida, não quero a colocar de lado a Arquidiocese. A Igreja sempre foi perita em humanidade e isto terá de continuar a acontecer. O passado oferece-nos um testemunho eloquente deste exercício da caridade. Aqui e agora teremos de intuir os gritos e as necessidades permanentes para encontrarmos estruturas novas e adaptadas às carências actuais. O mundo é diferente e espero sugestões e propostas para que manifestemos esta predilecção pelos mais carenciados. 5. Paróquias em sintonia com o Programa Pastoral Estamos a iniciar um novo Ano pastoral. O arciprestado de Guimarães encontra-se, hoje, nesta casa de Maria. Quem dera que todas as comunidades paroquiais, assim como o Arciprestado, parassem para, em Conselhos Pastorais, elaborarem um programa pastoral em sintonia com as orientações diocesanas. As minhas palavras poderão ter algo de impertinência e de repetitivo. Só que é fundamental que as paróquias sejam capazes de agir por objectivos propondo-se metas que se atingem com iniciativas novas, como quem tem um Programa que encara com Paixão. Sei que seremos capazes e que tornaremos a Paróquia em “Família Solidária” que ouve os gritos dos mais pobres e vai falando, em nome deles, para que seja pelo viver em Família. Rezemos para que Maria, a sentinela do amor, nos acorde para este testemunho unânime de acreditarmos na família, dando-lhe futuro, ou seja, concretizando o ideal cristão e vivendo uma solicitude premente pelo bem estar de todas. Peregrinação à Penha – 10.09.2006 + D. Jorge Ortiga, A.P.
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