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Diário do Minho | 20 Abr 2013
ARQUIDIOCESE VAI TER NOVO BEATO
A Arquidiocese de Braga vai passar a contar com mais um beato entre os cristãos cujos méritos de vida os conduziram aos altares da Igreja. Trata-se do venerável Manuel José de Sousa (nome de nascimento), religioso de La Salle, que assumiu o nome de Irmão Mário Félix, e que foi martirizado em Espanha, por motivos da perseguição religiosa que teve lugar durante a Guerra Civil Espanhola.
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A Arquidiocese de Braga vai passar a contar com mais um beato entre os cristãos cujos méritos de vida os conduziram aos altares da Igreja.

Trata-se do venerável Manuel José de Sousa (nome de nascimento), religioso de La Salle, que assumiu o nome de Irmão Mário Félix, e que foi martirizado em Espanha, por motivos da perseguição religiosa que teve lugar durante a Guerra Civil Espanhola.

Este novo beato português é um dos vários fiéis martirizados na perseguição religiosa que teve lugar entre 1934 e 1939 e a cerimónia está agendada para o mês de outubro, tudo indica que terá lugar em Tarragona (espanha).

Segundo o livro biográfico publicado em 2003, da autoria do cónego Narciso Fernandes, Manuel José de Sousa (Irmão Mário Félix) nasceu em Santa Marta de Bouro, arciprestado de Amares, em 27 de dezembro de 1860, tendo sido morto, por fuzilamento, em Griñon (30 km de Madrid), em 28 de julho de 1936.

Ainda criança, emigrou para o Brasil, acolhido por um tio estabelecido no Rio de Janeiro. Aí trabalhou na confeção do tio tendo crescido com «caráter dócil e humilde» apesar de sobrecarregado pelo trabalho que lhe era exigido.

A sua busca de fé levou-o ao encontro dos protestantes com quem aprendeu o entusiasmo pela leitura da Bíblia. Mais tarde frequentando um centro de padres jesuítas é “reencaminhado” para a fé católica.

Abandona o seu tio e patrão e regressa a Portugal, estabelecendo-se em Lisboa com um tecelão. Aos 28 anos decide entrar para o Instituto de La Salle, em 14 de junho de 1888. A 15 de agosto do mesmo ano, Manuel José de Sousa tomou hábito com o nome de Irmão Mário Félix. Trabalhou em várias casas do instituto e acabou no Convento de Griñon.

A 28 de julho de 1936, pelas 13h00, centenas de revolucionários invadiram o convento onde restavam poucos religiosos (a maioria tinha saído de véspera) e os jovens noviços.

Depois de destruírem os símbolos religiosos da instituição separaram os religiosos dos noviços, estes últimos poupados ao martírio. No exterior, os religiosos foram alinhados e foram executados.

Em declarações ao Diário do Minho, o cónego Narciso Fernandes afirmava a sua alegria com a notícia da beatificação do Irmão Mário Félix, seu conterrâneo. «Não se trata apenas de um caso isolado, mas de uma campanha que há cerca de quatro anos eu iniciei de um mártir da Guerra Civil espanhola que eu descobri que era natural da minha terra», frisou.

A descoberta levou o cónego bracarense a escrever o livro “Venerável Manuel José de Sousa – Irmão Mário Félix – Um mártir da guerra civil espanhola”, em 2003.

«É com alegria que hoje [ontem] o senhor Arcebispo me disse que o telegrama que recebeu esta noite se referia a esse livro que eu tinha escrito», assinalou.

Sobre o beato, o cónego Narciso Fernandes refere que «não fez nada de extraordinário. Era um Irmão simples. Mas, na simplicidade da sua vida sempre sabia cumprir os seus deveres e procurou cumprir a vontade de Deus e foi apanhado pela Guerra Civil espanhola».

«É com alegria que sinto que Amares terá o primeiro beato da sua história», concluiu

 
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