Arquidiocese de Braga -

26 janeiro 2026

Procissão maior e mais bela encerra Festas de S. Vicente em ano de centenário

Fotografia DM

Carla Esteves - DM

Fiéis percorreram ruas da freguesia com fé e emoção

Centenas de pessoas assistiram, este domingo à tarde, à Procissão em Honra de S. Vicente, que, este ano, cresceu em número de figurados e ganhou significado, com a introdução de quadros bíblicos, proporcionando assim um cortejo religioso maior e mais belo em pleno centro de Braga.

Esta procissão marcou o encerramento de vários dias de celebrações que, em 2026, assumiram um caráter ainda mais particular por se tratar do ano de comemoração dos 100 anos da fundação da paróquia de S. Vicente.

O cortejo solene percorreu algumas das artérias vicentinas mais icónicas, num momento de verdadeira emoção e fé, que congregou bracarenses de todas as freguesias da cidade e contou com a participação de entidades religiosas, como os Arautos do Evangelho, a Ordem Secular do Carmo e a Rusga de São Vicente, bem como entidades civis, com destaque para o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, e o presidente da Junta de Freguesia de S. Vicente, Artur Monteiro.

O pároco de S. Vicente, padre Rui Sousa, realçou o envolvimento nesta celebração dos vários grupos da paróquia, o que permitiu que, nesta manifestação pública de fé, fosse possível introduzir novidades além do figurado habitual e dos andores, nomeadamente quadros bíblicos, destacando-se um alusivo à vida de S. Vicente.

«Embora as festas sejam organizadas e promovidas, com muito trabalho e dedicação, pela Irmandade de S. Vicente, todos os grupos da paróquia, particularmente a catequese, foram convidados a integrar a procissão, organizando-se em quadros bíblicos que permitiram uma leitura da vida do padroeiro e dos outros santos, enquadrada na dinâmica fundamental de uma comunidade que se inspira num modelo de santidade de Deus», afirmou.

O juiz da Irmandade de S. Vicente, José Diogo Lima, salientou que a celebração não terminou na procissão, prosseguindo depois com os Romeirinhos a S. Vicente e a sua tradicional animação e uma oração e bênção da relíquia do padroeiro, tradições que a Irmandade muito preza.

«Queremos preservar e dar continuidade a um património cultural que é da Irmandade, da freguesia, e da cidade de Braga e este ano, a solenidade ainda é maior porque a 25 de março celebramos  o dia da fundação da paróquia de S. Vicente», sustentou.

 

Festas de S. Vicente mobilizaram toda a comunidade em honra do padroeiro

A Romaria em Honra do Mártir São Vicente 2026 terminou este domingo com um balanço muito positivo, muito devido ao grande envolvimento da comunidade, que não quis deixar de participar apesar das condições meteorológicas adversas nos últimos dias.

Fazendo uma síntese das festividades deste ano, o pároco de S. Vicente, padre Rui Sousa, afirmou que «a paróquia viveu com grande entusiasmo as festividades em honra do padroeiro, começando já na semana passada com a bênção das crianças e a admissão de 12 novos irmãos para a Irmandade de São Vicente».

«Atingimos o ponto alto das celebrações no Dia de São Vicente, na passada quinta-feira, 22 de janeiro, com a eucaristia presidida pelo senhor Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, e na noite anterior, na noite do dia 21, com a oração e bênção da fogueira. Saliento que, apesar das condições meteorológicas algo adversas, a fogueira mobilizou ainda umas centenas de pessoas», argumentou o padre Rui Sousa.

O sacerdote reforçou, de resto, «o genuíno envolvimento da comunidade para valorizar e promover o culto a São Vicente, o seu padroeiro»

«Estas festividades têm, de facto, este caráter particular de se tratar da comemoração dos 100 anos da fundação da paróquia. Embora a data só se assinale  em março, quisemos já dar esta tónica aqui nesta semana tão importante para a paróquia de São Vicente», revelou.

O presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, salientou «o gosto em estar presente nestes momentos que bem demonstram que as tradições também se mantêm no centro da cidade».

«Esta é uma delas, e sendo uma procissão relativamente curta, não deixa de ter significado. É indispensável manter estas tradições e é muito significativo que mesmo no meio mais urbano haja este sentimento de comunidade, de identidade e de pertença, que nós tentamos enaltecer sempre, porque a cidade precisa disso mesmo, uma vez que está a crescer», notou.

O presidente da Junta de S. Vicente, Artur Monteiro, também enalteceu a participação pública naquela que é «uma tradição identitária de São Vicente».

«É indispensável dar continuidade a estas tradições pelo impacto social e religioso que implicam. Este é um sentimento transversal a todo o executivo da Junta de Freguesia e ao seu presidente em especial, porque nasceu aqui e aqui continuou, e por isso manifesto aqui todo o meu apoio à Romaria de S. Vicente», declarou.

Sublinhando que se trata de «um evento marcante na vida religiosa da nossa cidade e, porventura, do nosso país», Artur Monteiro elogiou a participação dos vicentinos e dos bracarenses em geral, que demonstram assim a sua fé e o apego às suas origens.

«O gesto dos avós e dos pais trazerem as crianças para as libertar das doenças contagiosas e outras, define bem a comunhão e a participação de toda esta comunidade», afirmou.

Domingo, foi também dia de “Mostra e venda de Moletinhos e licor de S. Vicente”, tendo sido doados moletinhos por 12 pastelarias da cidade. A receita reverteu para as obras da igreja.