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DACS com Agência Ecclesia/Público | 29 Mai 2020
Bispos europeus elogiam “perspectiva clara” do plano de recuperação da Comissão Europeia
Os bispos europeus apelam à União Europeia para “renovar o espírito de solidariedade”.
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A Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) considera que a recuperação da Europa deve acontecer “através da justiça ecológica, social e contributiva” e avaliou positivamente o plano de 750 mil milhões de euros proposto esta quarta-feira, dia 27 de Maio, pela Comissão Europeia.

“Apelamos a um rápido acordo entre os Estados membros e o Parlamento Europeu sobre o plano de recuperação e o próximo quadro financeiro plurianual (QFP). Embora a discussão deva ser dirigida ao bem-comum e guiada por um espírito de solidariedade, a UE deve procurar um acordo que ajude a Europa a se recuperar através da justiça ecológica, social e contributiva”, afirma a Comissão de Assuntos Sociais da COMECE.

Os episcopados católicos dos 27 países comunitários consideram que a proposta da Comissão de Ursula von der Leyen “estabelece uma perspectiva clara para uma Europa que procura crescer unida”.

“Um acordo rápido sobre um ambicioso plano de recuperação seria um sinal visível que a UE e seus Estados-membros voltaram ao caminho da solidariedade. Complementaria as muitas iniciativas imediatas da UE em resposta à crise, incluindo o primeiro pacote de resgate, as súbitas reacções do Banco Central Europeu e os roteiros conjuntos para a recuperação e o levantamento das medidas de contenção da Covid-19”, explicam.

Os bispos europeus apelam à União Europeia para “renovar o espírito de solidariedade” e aprovar com um plano de recuperação que “coloque a questão da justiça no seu centro”.

“A pandemia de Covid-19 e as suas consequências atingiram a União Europeia de forma inesperada e brutal. O surto repentino expôs a vulnerabilidade a crises de saúde pública, bem como a fragilidade e fraquezas da UE agir em tempos de crise”, lê-se no documento, publicado online.

Os bispos assinalam que o “fracasso em demonstrar solidariedade”, o encerramento unilateral das fronteiras e as acções “auto-centradas” dos Estados-membros em março “causaram decepção entre muitos cidadãos em relação ao projecto europeu”.

“Vamos encontrar uma nova esperança para a Europa numa recuperação conjunta que expressa o nosso renovado espírito de solidariedade e nossa ambição de trabalhar por um futuro justo”, afirmam.

A Comissão Europeia anunciou na quarta-feira o plano de recuperação “Próxima Geração UE”. Este é composto por 500 mil milhões de euros em subvenções e 250 mil milhões de euros em empréstimos. O plano, que ainda tem que ser aprovado pelos estados-membros no Conselho Europeu – tal como o Quadro Financeiro Plurianual de 1,1 biliões de euros para o período 2021-2027 – poderá atribuir 26 mil milhões de euros a Portugal, que terão que ser pagos entre 2028 e 2058.

O plano serve apenas para suportar investimentos e reformas que aproximem os Estados-membros das metas de redução de emissões de gases de efeito de estufa até 2030 e neutralidade climática até 2050 fixadas pela Comissão Europeia, ou então que promovam a competitividade da indústria ou acelerem a transição da economia para o digital.

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