Arquidiocese de Braga -

20 maio 2026

Obra do Pe. Franquelim Soares recupera memória de São Pedro de Rates

Fotografia Cristiana Barbosa

DM - Cristiana Barbosa

Livro revisita tradição e evolução histórica do culto de São Pedro de Rates ao longo de vários séculos

A figura de São Pedro de Rates voltou a estar em destaque, esta quarta-feira, na Sé Catedral de Braga, com a apresentação do livro “S. Pedro de Rates”, da autoria do padre e historiador António Franquelim Neiva Soares. A obra foi apresentada por D. Jorge Ortiga, Arcebispo Emérito de Braga, numa sessão que contou, também, com a presença de D. José Cordeiro, Arcebispo Primaz de Braga, e foi moderada pelo padre Tiago Freitas, diretor da Livraria Diário do Minho.

No livro, Franquelim Neiva Soares revisita a tradição associada àquele que é venerado como primeiro bispo de Braga, reunindo documentação histórica, referências litúrgicas e estudos sobre a evolução do culto a São Pedro de Rates ao longo dos séculos. Durante a apresentação, D. Jorge Ortiga sublinhou que a obra «não oferece certezas», mas representa «um trabalho muito sintético, historicamente documentado», permitindo compreender a relevância que a figura de São Pedro de Rates assumiu na Arquidiocese de Braga. O Arcebispo Emérito recordou, ainda, que o culto ao santo conheceu particular expressão entre os séculos XVI e XVIII, sobretudo, após o impulso dado por D. Diogo de Sousa e por S. Bartolomeu dos Mártires.

Referindo-se ao contexto atual, D. Jorge Ortiga destacou, também, a recente aprovação do novo calendário litúrgico próprio da Arquidiocese de Braga, onde voltou a constar a celebração de São Pedro de Rates. «Está no novo calendário de Braga, aprovado este ano», assinalou.

Já D. José Cordeiro considerou São Pedro de Rates «uma figura distinta da história da Arquidiocese de Braga», salientando que o seu culto «foi transmitido de geração em geração». O Arcebispo Primaz de Braga lembrou, ainda, que a Santa Sé aprovou recentemente a reintegração do santo como padroeiro secundário da Arquidiocese.

«O mais importante é o testemunho de santidade e de missionação», afirmou D. José Cordeiro, acrescentando que a memória de São Pedro de Rates continua ligada não apenas a Braga, mas também às dioceses de Tui-Vigo e Palência, associadas à tradição dos discípulos do santo.

O autor explicou que a investigação nasceu há várias décadas, após a aquisição de antigos manuscritos relacionados com Rates. «Através da leitura e dos estudos, fui-me envolvendo nesta odisseia», afirmou Franquelim Neiva Soares, reconhecendo que o trabalho acabou por reunir um vasto conjunto de documentos e referências históricas dispersas.

No final da sessão – que decorreu na Sacristia-Mor da Sé de Braga – o autor esteve disponível para autografar exemplares da obra, que se encontra à venda na Livraria Diário do Minho por 15 euros.