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Dom Jorge Ferreira da Costa Ortiga | 16 Dez 2003
Mensagem de Natal
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A luz brilhará no meio das trevas Mensagem de Natal Nas noites frias do Inverno, em quadra Natalícia, presenciamos o alegre colorido das luzes. O ambiente torna-se diferente e convida a reconhecer a vida como uma permanente festa. Também no quotidiano da existência humana acontecem realidades que podem dar um sentido diferente ao que parece dramático e incompreensível. Há sempre sinais que podem tornar-se luzes a indicar o caminho para que a felicidade se realize em todas as vidas. O ano 2003 foi considerado o Ano Europeu da pessoa com deficiência. As declarações dos “anos” ou “dias” podem tornar-se meras formalidades geradoras de acções de circunstância. Fala-se e regressa-se à situação do passado sem provocar alteração de comportamentos. Neste Natal, pensando em todos, olhemos as pessoas com deficiência, sem paternalismos mas com realismo e eficácia, sabendo extrair as consequências capazes de lhes garantir melhor qualidade de vida Em primeiro lugar, olho para aqueles e aquelas que convivem com estas pessoas – familiares, voluntários, instituições – e manifesto-lhes a mais sincera gratidão pelo carinho e ternura que diariamente oferecem. Em nome do Amor do Natal, não vos canseis nem desanimeis. No vosso serviço o Natal acontece quotidianamente. Quero, também, interpelar todos os cristãos e respectivas comunidades para um acolhimento mais afectivo e efectivo. Como no tempo de Jesus, pode, no pensamento e na acção, não “haver lugar” para eles. Trata-se de acolher com as implicações concretas, e talvez muito exigentes, que a dignidade destes seres humanos encerra. Urge dar guarida e expressar ternura. Ninguém se pode sentir marginalizado ou descriminado. Natal é quadra de exame de consciência sobre as atitudes diárias. Colocar-se perante um projecto demasiado ambicioso pode ser infrutífero. Vale mais um compromisso concreto. O desafio para os cristãos e comunidades cristãs está em acolher toda e qualquer pessoa deficiente, “encontrar lugar” para eles e criar todas as condições – humanas e materiais – de acesso a uma vida humana a todos. Para eles pode surgir uma estrela e o Natal acontecerá sempre que o gesto do acolhimento terno se der. Se a actualidade parece oferecer-nos um ambiente sombrio e pessimista, com os nossos gestos a luz poderá brilhar para alguns e com o pouco de muitos o mundo voltará a sorrir. Que o Natal nos questione interiormente. Ultrapassaremos a barreira do egoísmo que procura meramente o bem pessoal. Abramos o coração, apostemos em gestos de acolhimento e na intervenção activa não faltemos com o nosso contributo para uma humanização da sociedade. Deixemos a preocupação exagerada pelo material e reconheçamos que o Natal acontece no relacionamento que somos capazes de proporcionar a todos os seres humanos. + Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz
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