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Departamento Arquidiocesano de Catequese | 12 Jan 2004
Orientações para as Equipas Arciprestais de Catequese
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Orientações para as Equipas Arciprestais de Catequese “Foi-me dado todo o poder no Céu e na terra. Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt 28,18-19). Estando no mundo para evangelizar e anunciar a Boa Nova – como escreve Paulo VI –, a Igreja “tem consciência viva de que a palavra do Salvador – ‘Eu devo anunciar a Boa Nova do reino de Deus’ – se lhe aplica com toda a verdade. Assim, ela acrescenta de bom grado com São Paulo: ‘Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho, ideia sublinhada no final da grande assembleia de Outubro de 1974 ao afirmar-se: ‘Nós queremos confirmar, uma vez mais ainda, que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja’; tarefa e missão, que as amplas e profundas mudanças da sociedade actual tornam ainda mais urgentes. Evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus”(EN 14). A Evangelização da Igreja é estruturada em “etapas ou ‘momentos essenciais’: a acção missionária para os não crentes e para aqueles que vivem na indiferença religiosa; a acção catequética e de iniciação para aqueles que optam pelo Evangelho e para aqueles que necessitam completar ou reestruturar a sua iniciação; e a acção pastoral para os fiéis cristãos já maduros, no seio da comunidade cristã” (DGC 49). A Catequese é, pois, um momento essencial da conversão a Jesus Cristo e “corresponde ao período em que se estrutura a conversão a Jesus Cristo, oferecendo as bases para aquela primeira adesão. Os convertidos, mediante ‘um ensinamento de toda a vida cristã e uma aprendizagem devidamente prolongada no tempo’, são iniciados no mistério da salvação e num estilo de vida evangélico. Trata-se, de facto, de ‘iniciá-los na plenitude da vida cristã’”(DGC 63). É neste contexto e consciencialização de evangelização num projecto permanente que emerge a importância das Equipas Arciprestais. Para elas delineamos as seguintes orientações. 1. Missão “Sentir-se chamado a ser catequista, e a receber da Igreja a missão para o fazer, pode comportar diversos graus de dedicação, segundo as características de cada um. Às vezes, o catequista pode colaborar com o serviço da catequese por um período limitado da sua vida, ou até mesmo simplesmente de maneira ocasional; apesar disso, trata-se sempre de um serviço e de uma colaboração preciosos. Todavia, a importância do ministério da catequese aconselha que na diocese exista um certo número de religiosos e de leigos, generosamente dedicados à catequese de forma estável, reconhecidos publicamente, que, em comunhão com os sacerdotes e o Bispo, contribuem para dar a este serviço diocesano a configuração eclesial que lhe é própria” (DGC 231). 2. Funções A organização da pastoral catequética tem como ponto de referência o Bispo e a diocese(Cf DGC 265). Partindo desta referência, imporá descentralizar e atender às exigências peculiares da diversidade sociológica e religiosa das paróquias. Como princípios orientadores estabelecemos as seguintes funções das Equipas Arciprestais: 2.1. Fazer, periodicamente, uma análise da realidade arciprestal da Catequese. 2.2. Elaborar um programa anual de acções, tendo por base o Plano Pastoral do Departamento Arquidiocesano da Catequese, que deverá ser proposto ao Clero do Arciprestado e aprovado pelo mesmo, até ao mês de Julho. 2.3. Estar disponível para colaborar na organização e actividades da Catequese, a nível paroquial e inter-paroquial. 2.4. Incentivar a formação dos Catequistas e Agentes de Pastoral. 2.5. Estabelecer o intercâmbio entre os catequistas e Assembleias Arciprestais. 3. Composição Todos os fiéis têm obrigação de exercer apostolado, segundo a sua condição, capacidade e carisma( Cf CD 17, DGC 219-232). Mas estamos conscientes de que a função própria do presbítero na Catequese nasce do sacramento da Ordem que recebeu. Os sacerdotes, “pela unção do Espírito Santo, são assinalados com um carácter especial e assim configurados com Cristo Sacerdote, de forma a poderem agir na pessoa de Cristo cabeça,(...) para construir e edificar todo o seu Corpo que é a Igreja, como cooperadores da ordem episcopal’(CT 23). Em virtude desta ‘configuração ontológica com Cristo, o ministério dos presbíteros é um serviço que plasma a comunidade, que coordena e dá força aos demais serviços e carismas”(DGC 224). 3.1. A Equipa Arciprestal será composta por um número de pessoas a indicar pelo Clero de cada Arciprestado que, por uma questão de funcionalidade, nunca deverá ser inferior a cinco pessoas. 3.2. Será composto pelos seguintes elementos: 3.2.1. Sacerdote delegado pelo Clero do Arciprestado, que exercerá a função de assistente; 3.2.2. Catequista coordenador, proposto pelo Clero; 3.2.3. Restantes elementos, de acordo com a realidade e as necessidades locais. 3.3. Todos os elementos deverão ter a formação essencial para o desempenho da sua missão e ser membro activo na respectiva Comunidade.
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