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DACS | 20 Abr 2018
Ainda a Santidade: abrir o coração aos outros
Artigo do Pe. Andreas Lind foi citado pelo La Croix a propósito da nova Exortação Apostólica, "Gaudete et exsultate".
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Em Janeiro deste ano, o Departamento Arquidiocesano da Comunicação Social (DACS) escreveu sobre o padre Andreas Gonçalves Lind, um jesuíta português que tinha, na altura, publicado um artigo na revista italiana La Civiltà Cattollica. O texto do Pe. Lind, intitulado “Qual é a tarefa de um Cristão nos dias de hoje — A opção de Bento e a heresia donatista”, afirmava-se contra o mais recente livro de Ray Oliver Dreher, “The Benedict Option”, um bestseller americano que nem por isso deixou de estar envolto em polémica desde a sua publicação. A crítica inesperada de Lind à obra tornou-se ainda mais importante por se perceber agora que foi publicada – num jornal que é próximo do Vaticano – na altura em que Francisco escrevia a sua mais recente Exortação.

Entre outras ideias, o sacerdote jesuíta sublinhou a necessidade de um trabalho próximo e aberto aos outros para alcançar a paz e o Bem.

“No contexto da crescente globalização, os cristãos precisam de multiplicar as suas relações com outras comunidades, mesmo fora das suas igrejas, a fim de aumentar as sinergias para a construção da paz e da justiça. Este também poderia ser um modo de viver, praticar e testemunhar as virtudes cristãs e a verdadeira fé”, escreveu Lind na La Civiltà Cattollica. A mesma ideia foi citada por Nicolas Senèze, em artigo publicado no jornal La Croix, a propósito da nova Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre a santidade, Gaudete et exsultate.

O jornalista Nicolas Senèze utilizou a passagem do Pe. Andreas Lind para ilustrar a ideia de uma “igreja comprometida com o mundo” e não isolada numa espécie de cidadela, algo que o Papa visualiza quando fala de santidade.

“«Jesus deu a sua vida para fazer de nós os santos, para renovar-nos, para nos perdoar», lembrou o Papa durante a Audiência Geral que precedeu as festas da Páscoa, observando que se «o cristão é um pecador», o baptismo existe precisamente para indicar o caminho da santidade. É assim que Francisco projecta a santidade, e por isso mesmo publica agora uma Exortação Apostólica sobre o assunto: não como um heroísmo inatingível, mas como uma busca na vida de todos os dias. É isto para ele o sentido da vida cristã”, afirmou o jornalista.

Senèze chamou ainda a atenção para a importância da caridade e da fraternidade no sonho de Francisco que, já por várias vezes, apontou a misericórdia como o rosto de Cristo.

Durante a homilia na eucaristia do Domingo da Misericórdia, o Pontífice tinha até pedido aos fiéis para não cederem à tentação de se “barricarem atrás de portas fechadas”, já que no Mistério de Deus a misericórdia não é somente uma qualidade entre tantas outras, mas sim “o bater do próprio coração” de Deus.

 

Nota: o artigo da autoria do jornalista Nicolas Senèze pode ser lido na edição de 9 de Abril do jornal La Croix. O artigo do Pe. Andreas Lind encontra-se disponível na edição de Janeiro da revista italiana La Civiltà Cattollica

 
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Palavras-Chave:
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