Arquidiocese de Braga -

7 dezembro 2020

“Não há pandemia, não há crise que possa apagar esta luz” do Natal, diz Francisco

Fotografia

DACS com Agência Ecclesia

Presépio e árvore devem ser sinais de “esperança, especialmente neste tempo difícil”.

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O Papa afirmou ontem, Domingo, que “não há pandemia, não há crise que possa apagar esta luz” do Natal. No final do encontro com os peregrinos na Praça de São Pedro para a recitação do ângelus, Francisco disse ainda que a preparação para o Natal deve ser um sinal de “esperança, especialmente neste tempo difícil”.

O Papa Francisco pediu que se deixe entrar a luz do Natal no nosso coração”. “Estendamos a mão a quem tem mais necessidade: assim, Deus nascerá de novo, em nós e no meio de nós.”

A intervenção partiu dos preparativos em curso na própria praça, onde estão a ser montados o presépio e a árvore de Natal para este ano.

“Nestes dias, também em muitas casas, são preparados estes símbolos natalícios, para alegria das crianças e também dos grandes”, referiu Francisco.

O pontífice pede para não ficar pelo símbolo, indo ao significado” dos tradicionais presépios e árvores que assinalam a celebração do nascimento de Jesus, ou seja, a Jesus, ao amor de Deus que Ele nos revelou, à bondade infinita que fez resplandecer sobre o mundo”.

A tradicional inauguração e iluminação da árvore de Natal do Vaticano está programada para sexta-feira, dia 11, às 15h30 (hora portuguesa). No mesmo dia, de manhã, delegações provenientes de Castelli, da província de Teramo, na Itália, e da cidade de Kocevje, na Eslovénia, vão fazer ao Papa a apresentação oficial destes símbolos.

Caminho para o Natal é tempo de conversão

Antes da recitação da oração do ângelus, o Papa Francisco lembrou que o tempo de preparação para o Natal deve ser de “conversão” e evocou a figura de São João Baptista, apresentada no Evangelho como precursor de Jesus Cristo.

“Para excluir o pecado, devemos também rejeitar tudo o que está relacionado com ele: a mentalidade mundana, a estima excessiva de confortos, prazer, bem-estar, riqueza. O exemplo deste distanciamento vem mais uma vez do Evangelho de hoje na figura de João Baptista: um homem austero que renuncia ao supérfluo e busca o essencial”, destacou Francisco.

O bispo de Roma sublinhou que a conversão começa pelo “afastamento do pecado e do mundanismo”, para procurar “Deus e o seu reino”. “O cristão não faz de faquir. O abandono das comodidades e da mentalidade mundana não é fim em si mesmo, mas é destinado ao alcance de algo maior, isto é, o Reino de Deus”, recordou Francisco.

O Papa alertou para a “areia movediça” de uma existência “medíocre”, em que se perde a perspectiva de mudança, de passar do que “é falso e efémero para o que é verdadeiro, belo e dura para sempre”.

“Que Maria Santíssima, que depois de amanhã celebraremos como Imaculada Conceição, nos ajude a afastar-nos cada vez mais do pecado e do mundanismo, a abrir-nos a Deus, à sua palavra, ao seu amor que regenera e salva”, concluiu o Papa Francisco.