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DACS | 8 Jun 2021
Papa Francisco: "fragilidade é lugar teológico"
Pontífice considera que os sacerdotes devem assumir fragilidades, cultivar a gratidão e ter sentido de humor.
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  © Vatican Media

O Papa Francisco recebeu ontem os membros do Colégio de São Luís dos Franceses e afirmou que a "fragilidade é um lugar teológico de encontro com o Senhor".

"Não devemos ignorar a fragilidade: é um lugar teológico. A minha fragilidade, a de cada um de nós, é lugar teológico de encontro com o Senhor. Os sacerdotes "super-homens" acabam mal, todos eles. O frágil padre, que conhece as suas fraquezas e fala delas com o Senhor, tudo correrá bem. Com José, somos chamados a voltar à experiência de simples atos de acolhimento, de ternura, de dom de si", disse.

O Pontífice indicou ainda na vida comunitária existe sempre a tentação de se criarem "pequenos grupos fechados", cedendo ao isolamento, à crítica, ao "falar mal dos outros" e à crença de que algumas pessoas são superiores às outras, "mais inteligentes".

"A bisbilhotice é um costume de grupos fechados, também um costume de padres (...): vão, conversam, bisbilhotam: isso não adianta. Isso ameaça-nos a todos e não é bom. Têm que parar com esse costume e olhar e pensar sobre a misericórdia de Deus. Que vocês sempre se recebam uns aos outros como um presente. Numa fraternidade vivida na verdade, na sinceridade das relações e na vida de oração, podemos formar uma comunidade onde se respire o ar de alegria e ternura", pediu.

O Papa Francisco pediu aos sacerdotes que sejam "pastores com cheiro a ovelha" e sublinhou que não se pode reflectir o sacerdócio como algo que se faz num laboratório. Os sacerdotes que desejarem apenas ser intelectuais devem pedir a dispensa, adiantou ainda.

"Se pensam num sacerdócio isolado do povo de Deus, isso não é um sacerdócio católico, não; nem mesmo cristão. Deixem de lado as vossas próprias pessoas, os vossos preconceitos, os vossos sonhos de grandeza, a vossa auto-afirmação, para colocar Deus e as pessoas no centro das vossas preocupações diárias. Para colocar o povo santo e fiel de Deus no centro, é preciso ser pastor. «Não, eu gostaria de ser só um intelectual, não um pastor»: peçam a redução ao estado laico, vai-vos servir melhor, e sejam intelectuais. Mas se vocês são padres, sejam pastores. Vocês serão pastores, de muitas maneiras, mas sempre no meio do povo de Deus", explicou.

O Pontífice voltou a apontar a necessidade de os sacerdotes ousarem, correrem riscos e irem em frente, cultivando igualmente a gratidão de estar ao serviço dos irmãos e da Igreja e reforçando a necessidade da alegria e do humor.

"Um padre que não tem sentido de humor não gosta, algo está errado. Imitar os grandes sacerdotes que riem dos outros, de si próprios e também da sua própria sombra: o sentido de humor é uma das características da santidade, como indiquei na Exortação Apostólica sobre a Santidade, Gaudete et Exsultate", referiu.

Jorge Mario Bergoglio convidou ainda os presentes a cultivarem a gratidão, sendo esta uma "arma poderosa" que permite manter acesa a chama da esperança nos momentos de desânimo, solidão e provações.

Pode ler o discurso completo aqui.

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