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DACS | 8 Out 2021
O que é que o Vaticano espera do Sínodo?
Sobre o que é que se vai discernir na primeira fase deste Sínodo?
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  © CNS photo/Paul Haring

É amanhã, 9 de Outubro, que começa a viagem de dois anos até ao Sínodo de 2023 “para uma Igreja sinodal”. Em Roma, o Papa Francisco vai dar início ao processo com trabalhos em assembleia plenária e grupos linguísticos no sábado e uma missa na Basílica de São Pedro no domingo.

Na semana seguinte o processo sinodal chega a cada diocese espalhada pelo mundo, onde equipas o vão coordenar, servir de ligação com a conferência episcopal do país e ponto de referência para as paróquias e demais grupos.

Mas sobre o que é que vamos discernir neste período de tempo?

Há uma questão principal no Sínodo, de acordo com o Documento Preparatório: como é que se caminha em conjunto hoje na Igreja e que passos o Espírito Santo convida a dar para crescer nesse caminho? Por outras palavras, qual é a consciência colectiva da nossa fé?

Como cada diocese vive um contexto diferente das outras, o caminho será sempre único a cada uma. Por isso, os objectivos desta fase diocesana são garantir a participação do maior número de pessoas, chegar às pessoas nos locais onde elas estão – especialmente as excluídas ou distanciadas da vida da Igreja –, conseguir a participação de pobres, marginalizados, vulneráveis e excluídos e ter um processo simples, acessível e acolhedor para todos.

Com a intenção de apoiar o processo, a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos divulgou pontos de reflexão para o discernimento do caminho em cada diocese. As questões focam a necessidade de chegar a todos e de unir esforços para ultrapassar obstáculos nesse caminho.

  1. Depois de termos lido o Documento Preparatório e o Vademecum em ambiente de oração e de reflexão, quais os pontos que nos tocam ou estimulam mais profundamente? Porquê?

  2. Quais são os grupos de pessoas da nossa Diocese que precisamos de fazer um esforço particular para chegar até eles?

  3. Quais são alguns meios eficazes para chegar até eles? Há alguém com quem possamos estabelecer alguma parceria em vista disto?

  4. Qual o nível de experiência em sinodalidade ou a prontidão e as capacidades das pessoas? Quais os processos mais relevantes do passado, no caso de haver algum?

  5. Que estruturas já existentes da nossa Diocese estão disponíveis para facilitar a participação? Que melhorias seriam necessárias nessas estruturas para as tornar mais eficazes para a sinodalidade?

  6. Que estruturas e processos poderíamos tentar, que fossem novos e criativos?

  7. Quais os factores significativos do nosso contexto local que afectarão o nosso Processo Sinodal? (por ex., a grave situação pandémica, conflitos políticos, catástrofes naturais, processos sinodais locais ainda recentes, etc.)

  8. Em que aspectos do Sínodo deveríamos concentrar-nos, no caso de haver algum? Porquê? Quais seriam alguns aspectos de conversão sinodal que o Espírito Santo está a convidar a Diocese a abraçar?

Para a Secretaria Geral, a Fase Diocesana do Processo Sinodal 2021-2023 é “uma oportunidade para escutar mais profundamente a voz do Espírito, aumentar a participação e o alcance, melhorar a qualidade do diálogo, discernir sobre outros assuntos, reforçar a conversão em atitudes e aptidões, e animar nas pessoas o sentido de ligação entre a Igreja local, regional e global”.

Há ainda sugestões de ferramentas para “reflectir, partilhar e responder” às questões do Sínodo. Pode-se usar uma abordagem narrativa, utilizando a história de vida de alguém, um texto para troca de vivências ou reflexões sobre o caminho em conjunto em Igreja e o que se opõe a ele; usar imagens e obras de arte, ora reflectindo sobre elas, ora criando novas; e abordar as questões a partir das Escrituras, olhando para as atitudes das personagens e transpondo as acções para a vida quotidiana.

Como nem todas as dioceses estarão pela primeira vez a iniciar um processo sinodal, a Secretaria Geral do Sínodo coloca ainda questões para discernir como melhorar o processo.

  • Qual foi o grau de participação?

  • Que graças e frutos experienciámos?

  • O que pode ser melhorado? Quais foram as falhas?

  • Quais as decisões, propostas, sugestões ou pontos chaves que emergiram do recente processo beneficiariam com ulterior reflexão, diálogo, elaboração e receção entre as pessoas?

  • Quais as novas questões ou outros assuntos sobre os quais precisamos de reflectir, especialmente em relação ao tema da comunhão, participação e missão?

  • Quais os novos caminhos de diálogo e de discernimento comunitário que as pessoas podem aprender e pôr ulteriormente em prática?

  • Quais os outros grupos de pessoas a quem podemos chegar, especialmente nas bases e nas periferias?

  • Que outras formas poderiam constituir uma oportunidade para que a Fase Diocesana do Sínodo 2021-2023 signifique um progresso no chamamento que escutámos do Espírito de Deus no nosso processo recente?

Todas as sugestões envolvem um processo de partilha e reflexão em conjunto, para que depois se chegue a conclusões sobre o que transmitir para a fase seguinte do Sínodo.

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Palavras-Chave:
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