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DACS com Agência Ecclesia/Vatican News/PÚBLICO/The Guardian | 17 Jun 2022
Rede Eclesial Pan-Amazónica pede fim das mortes e destruição na região
Os responsáveis da região amazónica pedem “esclarecimentos sobre o desaparecimento de Bruno e Dominic”.
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  © EPA/RAPHAEL ALVES

A Rede Eclesial Pan-Amazónica no Brasil (REPAM-Brasil) reagiu ao assassinato do jornalista britânico Dom Phillips e do activista brasileiro Bruno Araújo Pereira com um apelo para que as autoridades travem as mortes e destruição na região.

De acordo com o Vatican News, a REPAM-Brasil solicita com veemência a actuação enérgica das autoridades para estancar a ilegalidade e a exploração da Natureza na Amazónia, o que tem provocado mortes constantes”, manifesta solidariedade às famílias das vítimas e agradece aos povos indígenas do Vale do Javari “pela solidariedade, sensibilidade humana e reconhecimento por aqueles que apoiam as suas lutas”.

Os responsáveis da região amazónica pedem esclarecimentos sobre o desaparecimento de Bruno e Dominic”, assim como agilidade no apuramento dos factos e punição dos responsáveis por tantas mortes e tanta dor que pesam sobre a Amazónia, os seus povos e os seus defensores”. 

A organização católica considera indispensável o desenvolvimento de acções rápidas do Estado brasileiro, por meio do Governo Federal, Congresso Nacional e Ministério Público, para conter o avanço destruidor sobre a Amazónia.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública brasileiro informou esta quinta-feira que foram encontrados os “restos mortais” de Dom Phillips e Bruno Araújo Pereira, depois de um dos suspeitos do caso ter confessado os crimes e conduzido os agentes ao local, numa zona remota da Amazónia. De acordo com a Polícia Federal, o suposto financiamento da actividade ilegal de pesca e caça e o tráfico de droga na região estão por detrás deste crime.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, forte apoiante do desenvolvimento da Amazónia – por oposição à preservação da floresta –, assim como da deflorestação ilegal, culpou o jornalista britânico pelo seu próprio desaparecimento, sugerindo que este devia ter tido mais cuidado na sua viagem.

Dom Phillips tornou-se alvo dos apoiantes de Bolsonaro após uma questão, em 2019, sobre o aumento da deflorestação na Amazónia. O próprio Bolsonaro diz, de acordo com o The Washington Post, que as reportagens do jornalista desagradavam a pessoas na Amazónia e no Brasil inteiro.

Bruno Araújo Pereira, activista dos direitos indígenas, desapareceu em conjunto com o jornalista e colaborador do jornal The Guardian a 5 de Junho, no Vale do Javari, região remota de selva na Amazónia brasileira, perto da fronteira com Peru e Colômbia, onde realizavam uma investigação sobre ameaças de invasores e criminosos contra os indígenas. O Vale é palco de frequentes conflitos relacionados com o tráfico de droga, roubo de madeira e mineração ilegal.

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