Arquidiocese de Braga -

12 maio 2014

PARÓQUIA DE BRUFE CELEBRA BODAS DE PRATA

Fotografia

A comunidade de S. Martinho de Brufe, Vila Nova de Famalicão, reuniu-se ontem para celebrar em festa as bodas de prata da sagração da igreja paroquial, numa cerimónia presidida pelo Arcebispo de Braga, que é natural daquela localidade. Passados 25 anos da

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A comunidade de S. Martinho de Brufe, Vila Nova de Famalicão, reuniu-se ontem para celebrar em festa as bodas de prata da sagração da igreja paroquial, numa cerimónia presidida pelo Arcebispo de Braga, que é natural daquela localidade.

Passados 25 anos da dedicação da igreja, D. Jorge Ortiga convidou os conterrâneos a construirem uma «Igreja para hoje», ainda que seja necessário, tal como no passado, «destruir alguma coisa» que não tenha significado.

«Importa que apereçam pessoas que dêm vida a esta igreja como espaço material, mas sobretudo à outra Igreja e que queiram construir com alegria esta outra Igreja, esta Igreja espiritual, mística, que é composta por tantas pessoas que trabalham em todos os âmbitos e setores», disse. 

O prelado referiu que hoje «estámos num tempo diferente» e interessa que os cristãos estejam «unidos» e «manifestem alegria em contruir uma Igreja viva», como foi manifestado na celebração de ontem por diversos organismos daquela comunidade paroquial famalicense.

No início da Eucaristia, no Dia do Bom Pastor, representantes dos 12 movimentos da paróquia de Brufe foram até ao altar com cântaros vazios para os encher na “Fonte da Palavra”.

«Todos temos o dever e a obrigação de construir uma Igreja sempre nova, uma Igreja renovada. A Igreja não tem sentido se não for construída por todos e se não for construída em alegria e com sacrifício, generosidade e atuação de todos. Só assim se constrói a Igreja», frisou o Arcebispo. 

Na homilia que fez, intitulada “A alegria de construir”, D. Jorge Ortiga desafiou mesmo a comunidade paroquial  de Brufe a continuar a «chocar» (no bom sentido), interperpelar, como fez quando lançou mãos à construção da atual igreja.

O prelado recordou que a paróquia conseguiu construir rapidamente uma igreja nova, com um certo bairrismo e orgulho, e hoje deve reafirmar que em Brufe «há uma Igreja viva, não apenas um espaço de pedras construído com muito sacrifício e alegria».

Recorde-se que para a construção da nova igreja teve que ser destruída a mais antiga, da qual resta apenas a torre sineira. Alguns elementos desse templo foram colocados na igreja atual como o ambão e o altar, entre outros.

No dia em que se celebraram também as vocações sacerdotais e da vida religosa, o Arcebispo fez votos para que Brufe dê um sacerdote - em 50 anos, D. Jorge é o último padre desta comunidade - e também religiosas (a última religiosa de Brufe é a Irmã Palmira, também já com alguma idade).

DM, 12 de Maio de 2014