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Cón. Dr Valdemar Gonçalves, Vigário Geral | 12 Dez 2003
Sobre os Casamentos
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O matrimónio e a família que dele surge constituem um dos bens mais preciosos da humanidade. Assim o reconhece a fé cristã como dom de Deus. Do matrimónio depende em grande parte a felicidade e o bem estar das pessoas, da família, da sociedade e da Igreja. O dia do casamento é sempre um momento grande na vida e na história das pessoas - noivos, familiares e amigos - que merece e exige ser celebrado de modo festivo e digno. Para os cristãos não é algo meramente mundano. Têm a consciência de celebrar um mistério de amor cheio de riqueza e de beleza humanas e divinas. Por isso o fazem diante de Deus e da Sua Igreja reunida em celebração litúrgica. Acontece que hoje a sociedade procura maneiras de conferir novidade aos acontecimentos de carácter social ou religioso. Mudando as circunstâncias pretende-se dar-lhes solenidade através do recurso a meios que não existiam no passado. É salutar este caminhar com a história desde que tudo seja enquadrado no seu contexto e o Sagrado não seja desvirtuado do seu verdadeiro significado.

Reconhecemos que a fé pode e deve ser experimentada em todos os lugares mas sabemos que os lugares e ambientes facilitam ou dificultam a sua interioridade e vivência. Concretamente, verifica-se que vai avançando e ganhando terreno a ideia da celebração dos Sacramentos, e particularmente dos matrimónios, em Capelas particulares - sempre diminutas para acolher e enquadrar os participantes na celebração - e noutros espaços integrados em empreendimentos turísticos, em quintas ou locais para o efeito preparados. Foi esta questão objecto de estudo durante o ano 2002, em reunião do Conselho Presbiteral. Mais tarde, toda a Província Eclesiástica de Braga, tomando em conta as análises e os estudos feitos sobre estas celebrações, acolheu a ideia da sua não conveniência. A nossa Igreja Diocesana que vai fazendo, ao longo dos tempos, diversas e específicas conformações históricas de harmonia com as exigências do tempo, sente a obrigação de, também aqui, determinar, pastoralmente, o que lhe parece melhor.

Assim, e depois de serem ouvidos os Reverendos Arciprestes, determina-se que:

1º - Os párocos informem os noivos sobre a não conveniência e a proibição da celebração do casamento religioso nestes lugares, dum modo geral.

2º - A preparação dos casamentos católicos deverá ser devidamente acompanhada, em princípio, pelo pároco da nubente. Em devido tempo, deverá saber-se quem é o sacerdote que vai presidir à celebração, assim como de todos os intervenientes na mesma (leitores, grupo coral, cânticos de harmonia com a nossa Nota Pastoral, fotógrafos...), para que a celebração religiosa seja digna e o casamento, de direito e de facto, um casamento católico.

3º - A celebração deverá decorrer nas igrejas paroquiais, que são sempre o local aconselhável, a não ser que sérias razões dos nubentes sugiram outras escolhas. Sabemos que a festa de convívio e de confraternização dos amigos e familiares, neste acto de extraordinária importância para a Igreja e para a sociedade, é também acontecimento marcante para os noivos, mas deve decorrer em local diferente e separado daquele em que decorreu a celebração do Sacramento.

4º - Evocando a alegria das Bodas de Caná, não pretende esta nota pastoral, de modo algum, desgostar ninguém mas firmemente reconduzir a celebração matrimonial para os locais e circunstâncias que lhe são devidas. Com a diferenciação e as condições ideais que as igrejas proporcionam para o Sacramento, assim melhor se exprime o carácter católico do matrimónio aumentando-lhe o seu aspecto festivo.

Braga, 28 de Setembro de 2003

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