Arquidiocese de Braga -
12 janeiro 2026
Sé de Braga necessita urgentemente de obras de conservação e restauro
DM - Jorge Oliveira
Monumento Nacional necessita de autorização do Ministério da Cultura para início dos trabalhos
O Deão da Sé de Braga, o cónego José Paulo Abreu, alertou, esta sexta-feira, que a catedral necessita «urgentemente» de obras de conservação e restauro, apelando ao Ministério da Cultura que dê o aval ao início dos trabalhos, há muito sinalizados à tutela.
Falando no encontro de apresentação de cumprimentos e felicitações de início de ano do Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense ao Arcebispo Metropolita e bispos auxiliares, no Paço Arquiepiscopal, o responsável indicou que em dias de grande pluviosidade verifica-se a entrada de água no interior da Sé, havendo já registo de infiltrações num quadro elétrico. «Está tudo assinalado, denunciado», garantiu o cónego José Paulo Abreu, sublinhando que o problema se deve à degradação da cobertura da galilé, de duas capelas e de uma das torres. O Cabido dispõe já da verba para avançar com a empreitada – cerca de um milhão de euros – no âmbito de uma candidatura apresentada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
A intervenção prevê a recuperação da cobertura das capelas da Glória e de São Geraldo, bem como do torreão da Sé, que sofreu danos significativos após ter sido atingido por um raio. Apesar da componente financeira estar assegurada, o deão lamenta a demora no processo.
«Temos tido algumas dificuldades que não são da parte do Cabido, mas da própria orgânica do património nacional, com entraves e alguma lentidão na resolução das coisas», afirmou, reconhecendo que a situação se encontra num impasse.
O cónego José Paulo Abreu manifestou o desejo de que as obras possam arrancar ainda este ano, lembrando que existe uma recomendação de que a verba atribuída seja executada até ao final de 2026.
O encontro no Paço Arquiepiscopal serviu também para fazer o balanço da atividade do Cabido ao longo de 2025 e perspetivar os projetos para 2026. Além das desejadas obras na Sé, em 2026 o Cabido pretende informatizar a visita à Catedral, através da introdução de ferramentas como QR Codes acessíveis por telemóvel, e reforçar os recursos humanos com técnicos mais jovens. O deão deu nota ainda da criação de novos paramentos para os cónegos, da autoria da estilista Carla Pontes, bem como de uma candidatura à CCDR-N para a revisão do órgão de tubos da Sé, alguns dos quais necessitam de intervenção.
O Arcebispo Metropolita de Braga destacou a importância da conservação e restauro de todo o edificado, mas também «a questão da exemplaridade litúrgica da catedral» e da própria Sé Primaz, a mais antiga do país, para a Arquidiocese e para a Igreja.
D. José Cordeiro salientou também a componente cultural e turística deste monumento religioso «central» na vida quotidiana da Arquidiocese e da cidade de Braga.
«A Sé continua a marcar e a abrir perspetivas de futuro como lugar de encontro, de oração, lugar cultural, um lugar de vida», notou.

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