Arquidiocese de Braga -

12 janeiro 2026

Visita Pastoral a Esposende começou com criatividade e apelo à comunhão

Fotografia Francisco de Assis

DM - Francisco de Assis

Começou ontem a  Visita Pastoral ao Arciprestado de Esposende, com a presença do Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro; e dos seus bispos auxiliares, D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita; padres e representantes de todas as 15 paróquias daquele arciprestado. A visita, que se prolonga até ao dia 8 de fevereiro, começou com criatividade artística, mas sobretudo com apelo à comunhão e à corresponsabilidade diferenciada de todos: pastores e dos leigos.

A Igreja Matriz de Esposende foi o espaço eleito para o primeiro encontro da comunidade esposendense, que se reuniu em com os seus pastores em adoração eucarística ao Santíssimo Sacramento, em oração de Vésperas e em compromisso para esta peregrinação/reflexão que se prolonga até 8 de fevereiro.

Para além da oração, da mensagem do Arcebispo e dos compromissos de unidade e fidelidade à Igreja Arquidiocesana de Braga, a celebração de abertura  da Visita Pastoral a Esposende ficou marcada pela criatividade, correspondendo, de certa forma ao apelo dos bispos de Braga na sua mensagem de Advento e Natal de 2025.

Desde logo, no guia da celebração, onde sobressaia um acróstico composto com as palavras “Visita Pastoral a Esposende, num texto onde estão resumidas as intenções e objetivos da Visita. 

O segundo momento criatividade e muito simbolismo aconteceu no fim com a apresentação e entrega do símbolo desta Visita Pascal, uma Cruz em Âncora, que foi entregue a cada um dos representantes das paróquias, mas também ao próprio Arcebispo de Braga. A entrega da cruz foi acompanhada de um pequeno texto poético, alusivo ao orago de cada uma das paróquias.

O padre Delfim Fernandes explicou o nascimento do símbolos, uma âncora, por se tratar se uma zona piscatória; e leu os textos. Aspetos que não passaram despercebidos ao Arcebispo de Braga, que elogiou a «muita criatividade» do arciprestado de Esposende.

A celebração começou com adoração ao Santíssimo, exposto num espaço feito, também ele com criatividade, incluindo um saco de sementes, numa alusão ao “Jardim de Esperança”. Fizeram-se votos que essas sementes sejam fecundos.

Ao dirigir-se à Assembleia, D. José Cordeiro recordou que a centralidade da Visita Pastoral e da vida de cada cristão deve ser Cristo. «Por isso, começamos a tudo. Na atitude da adoração, do canto de louvor, nesta oração de vésperas, depois de já termos participado na Eucaristia dominical, que faz a nossa comunidade, e de termos certamente também recordado o nosso batismo», disse, frisando que a Igreja celebrou ontem o Batismo do Senhor, Ele que não precisava de ser batizado, mas fez questão de o ser.

O arcebispo considera que seria bom que cada um soubesse e celebrasse a data do seu batismo, como celebra o dia do aniversário natalício. «É o seu nascimento da vida da fé, a entrada na igreja», disse, num apelo à comunhão. «É na comunhão com Cristo, na comunhão com a Igreja. E aqui também sob a intercessão de São Bartolomeu dos Mártires, que passou por aqui, rasgou caminhos de esperança nestas terras de Esposende e também confirmou a Igreja naquilo que hoje damos o nome de Visitas Pastorais, que é também o exercício de caminho Sinodal».

O prelado ainda à «corresponsabilidade diferenciada» de cada um, em sinergia, comunhão e relação uns com os outros, para que a Visita possa produzir «frutos em abundância» como a semente colocada no altar da filiação, no Jardim da Esperança”.

Todos os esposendenses são chamados a envolver-se na Visita 

Um dos apelos mais persistentes tanto do Arcebispos Metropolita de Braga, D. José Cordeiro; como do arcipreste de Esposende, padre Rui Neiva, prende-se com a participação e o envolvimento de todos os esposendenses nesta Visita Pastoral. Até porque, se é certo que se trata de uma iniciativa sobretudo de índole religiosa, não deixa de ser um facto que as atividades e eventos agendados vão de encontro a todas as realidades da sociedade esposendense.

O próprio acróstico assim enuncia: «Envia-nos a cuidar de todos, sem exceção:  Sensíveis às crianças e aos jovens; Presentes junto dos adultos e das famílias; Olhos atentos aos idosos e mais frágeis; Seja esta visita tempo de graça e escuta. Edifica-nos como Igreja viva e unida; Na diversidade das nossas comunidades, Dá-nos um só coração e uma só alma. Em ti confiamos, Senhor».

D. José enfatizou que  a Visita está assente num tripé formado por Catequese, Liturgia e Caridade. Afinal, «está tudo interligado». 

O Arcebispo de Braga falou nas mudanças em curso, recordando que «custam sempre» e que há sempre resistências. Daí seja necessário ser «dócil» e humilde para aceitar as decisões, sempre inspiradas no Espírito Santo e a pensar no bem comum e à Luz do Evangelho.

Mudanças que devem ser feitas com transparência, com prestação de contas , na simplicidade e humildade. 

O Arciprestado de Esposende foi elogiado pelo pioneirismo na criação das Unidades Pastorais, «que favorecem a comunhão e a corresposabilidade pastoral».

Exemplo que deve ser alargado à Arquidiocese.

A criação dos Conselhos Pastorais Paroquiais é outra das exigências, tudo para ajudar a cumprir o sonho de «Levar Jesus a todos e todos a Jesus».

De referir que os Conselhos Pastorais Paroquias de Esposende vão ser empossados no último dia da Visita, numa celebração a ter lugar na Quinta da Malafaia,  no dia 8 de fevereiro.

O encontro com os agentes da Liturgia de Esposende é já no dia 16 de janeiro, sexta-feira no Centro Paroquial de Palmeira de Faro. Com leitores, acólitos, cantores, MEC’s, zeladores e limpeza, sacristães e confrarias.