Arquidiocese de Braga -
23 janeiro 2026
No centenário da paróquia, os vicentinos são chamados a testemunhar a sua fé sem medo
DM - Francisco de Assis
A paróquia de São Vicente de Braga está em festa por uma dupla razão: por um lado, pelo centenário da sua criação; e por outro, por estar a festejar o padroeiro, São Vicente. A celebração da eucaristia do Jubileu pelos 100 anos foi presidida pelo Arcebispo Metropolita de Braga, que desafiou os vicentinos e os fiéis em geral a testemunhar a sua fé, em público, sem medo nem vergonha, a exemplo de São Vicente.
No início da missa festiva, após uma saudação por parte de José Diogo, juiz da Irmandade do Mártir São Vicente, todos os presentes uniram-se na oração da Renovação da Paróquia de São Vicente de Braga, onde se suplica que, ao comemorar os 100 anos da fundação da Paróquia, que o fogo do Espírito Santo seja derramado nos corações de cada um, para que todos vivam «um estilo cristão, de proximidade com todos, de espírito de comunidade e em permanente atitude missionária».
Na sua homilia, D. José Cordeiro manifestou gratidão e renovada alegria e esperança por participar com os vicentinos, na festa do Padroeiro da Paróquia. O Arcebispo de Braga lembrou que não basta admirar a coragem e a fé dos santos que derramaram o seu sangue em nome de Cristo e do Evangelho. É preciso seguir o exemplo. «Somos interpelados a viver também o martírio. Felizmente estamos em ambiente de liberdade religiosa, não nos é pedido a doação do sangue ou testemunho do derramamento de sangue, mas é pedido quotidianamente o testemunho naquele em que acreditamos», disse, especificando: «Somos chamados ao “martírio branco”, isto é, aquele martírio sem vergonha, com confiança, com autenticidade, com simplicidade, nós somos o que somos dentro e fora da igreja, dentro e fora da sacristia, dentro e fora de casa, no trabalho, no ambiente de lazer, no convívio, somos um só, temos um só coração, uma só inteligência, um só batismo. Somos chamados a dar razões da nossa esperança, com delicadeza, com verdade, com autenticidade, seja onde for, ainda que sejamos criticados, ainda que sejamos apontados», desafiou. O prelado abordou a vida de S. Vicente, que foi diácono, e aproveitou para falar do Diaconado Permanente, para enaltecer a «criatividade das comunidades primitivas», que «inventaram» os diáconos a partir das necessidades reais, para servirem os pobres, as viúvas, os órfãos, as pessoas mais necessitadas da comunidade. Frisou que no Plano Pastoral da Arquidiocese de Braga é proposta «a participação ativa e criativa, e o servir e acolher a todos».
E D. José afirmou também que o testemunho de S. Vicente é também o testemunho de unidade na Igreja, lembrando que esta é a semana de oração pela Unidade dos Cristãos, em união com todas as igrejas cristãs. A procissão está marcada para domingo.
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