Arquidiocese de Braga -
14 abril 2026
D. José Cordeiro eleito Vice-Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa
André Arantes - DM
Arcebispo de Braga assume o cargo como um “serviço” à Igreja
O arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, foi eleito esta terça-feira vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), assumindo o cargo como um “serviço” à Igreja, marcado pela gratidão e pelo compromisso com a evangelização no país.
Em declarações ao Diário do Minho, D. José Cordeiro começou por expressar “uma atitude de gratidão pelo voto de confiança” depositado pelos bispos portugueses, sublinhando que esta missão “é daquelas coisas que não se deseja nem se recusa”, mas que se acolhe como serviço “ao maior bem, à glória de Deus e também para a nossa santificação”.
O novo vice-presidente da CEP destacou ainda a importância do trabalho em conjunto, afirmando que a liderança na Igreja não se faz de forma isolada, mas em comunhão.
“Não somos chamados a decidir em nome dos outros irmãos, mas a decidir com eles”, frisou, apontando para um caminho sinodal que procure “melhor servir o Evangelho no aqui e agora da história da Igreja que peregrina em Portugal”.
Sobre os desafios até ao final do mandato, em 2029, D. José Cordeiro reconheceu que o horizonte é amplo e ainda em definição.
“É um campo muito aberto”, afirmou, adiantando que os trabalhos terão início com o primeiro Conselho Permanente, onde será alinhado o serviço à evangelização.
Em sintonia com o presidente da CEP, D. Virgílio Antunes, o arcebispo de Braga sublinhou a necessidade de uma “hermenêutica da continuidade” e de uma “comunhão efetiva e afetiva” com o Papa Leão XIV, bem como com todo o episcopado e o povo de Deus.
Num contexto que considera “complexo, mas desafiante”, defendeu que a Igreja deve continuar a testemunhar o Evangelho “de modo credível” e ser “um sinal significativo no tempo que nos toca viver”.
A eleição de D. José Cordeiro representa também, segundo o próprio, um contributo da Arquidiocese de Braga para a Igreja em Portugal.
“É um serviço, é um contributo que a Arquidiocese de Braga também dá para a construção do bem que é de todos”, afirmou.
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