Arquidiocese de Braga -
10 maio 2026
Finalistas chamados a construir futuro que vai além do sucesso e do dinheiro
DM - Joaquim Martins Fernandes
O Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, apontou à responsabilidade social de todos os que têm acesso a uma formação de nível superior e deixou claro que a mais-valia da formação a que muitos não conseguem aceder deve ser colocada ao serviço do bem comum. D. José Cordeiro salientou que os finalistas da Universidade do Minho e Universidade Católica de Braga são uma «razão de esperança» para um mundo mais justo e mais humanizado, o que exige que assumam a sua vida não como apenas como «projeto», mas como «vocação», que não se esgota no sucesso individual e em ganhar dinheiro.
«O que celebramos hoje não é apenas mais uma missa. É um momento de passagem. Um limiar. Um daqueles instantes em que a vida se abre como estrada – e vocês estão mesmo no início de um novo troço», disse D. José Cordeiro, na homilia da Eucaristia da bênção dos finalistas, que se realizou ontem no santuário do Sameiro.
Numa reflexão focada no contributo que os finalistas são chamados a dar para a construção de mundo mais humanizado, o Prelado bracarense acenou a valores mais altos que os do mundo materialista em que vivemos. «O mundo dir-vos-á: “Constrói o teu futuro. Sê bem-sucedido. Ganha dinheiro. Sê reconhecido.” E não há nada de errado em querer construir uma vida boa. Mas o Evangelho hoje lembra-nos algo essencial: a vida não é apenas um projeto que eu faço – é uma vocação que eu descubro. Não se trata só de perguntar: “O que quero fazer da minha vida?” Mas, mais profundamente: “O que é que Deus sonha para mim? Onde posso amar mais? Onde posso dar mais de mim aos outros?” Porque, no fim, o sucesso não se mede pelo currículo – mede-se pela capacidade de amar», sublinhou o Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, alertando que «o medo de falhar»na nova missão «faz parte» do processo que inicia uma nova caminhada, «mas não pode mandar». Motivo por que os finalistas devem levar para a vida «mais do que um diploma». É que a bênção exige que se «levem valores.
«Levem a capacidade de olhar para o outro com respeito. Levem a coragem de ser honestos num mundo de facilidades. Levem a sensibilidade para não passar ao lado de quem sofre. Levem fé», exortou D. José Cordeiro.
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